CULTO DE MISSOES NA IGREJA BETEL–REALIZADO NO DIA DA FEIRA DAS NAÇOES

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NOVAS GRAVAÇÕES DOS CULTOS DA IGREJA BETEL

 

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ESTUDO EBD BETEL. TEMA: EZEQUIAS: O SENHOR É A MINHA FORCA!

EZEQUIAS:

O SENHOR É A MINHA FORCA!

ISAIAS 38:9-22

1 Introdução

O capítulo 11 da epístola aos Hebreus é conhecido pelos estudiosos da Bíblia pela im­pressionante lista que contém de pessoas que realizaram atos admiráveis pela fé em Deus. Uma frase que aparece no verso 34 resume o segredo dos heróis de Deus: “da fraqueza tiraram força”. De fato, por si só o ser humano é incapaz de fazer o que quer que seja para Deus. Mas com a força que vem do Senhor, é possível realizar muitas coisas boas, para a glória de Deus e o bem-estar do próximo.

O ensino bíblico que apresenta o Senhor dando força ao seu povo é muito bem ilustrado na vida do rei de Judá chamado Ezequias; curiosamente seu nome significa “Javé fortalece” ou “O Senhor é a minha força”.

2 AMBIENTE HISTÓRICO

Ezequias viveu aproximadamente entre 716 e 687 a.C. Era filho de Acaz, que tinha sido um péssimo rei. O rei Ezequias assume o governo de uma nação que fora paganizada por seu pai; isto porque Acaz, com medo de ser destronado pelos assírios, começou a adorar os seus deuses, criando assim uma situação de decadência moral e espiritual entre o povo. Além disso, Acaz transformara Judá em um vassalo do reino da Assíria, o que demonstra a fraqueza de sua administração.

Este é o quadro do reino que Ezequias assume: uma nação distante dos regulamen­tos e exigências da aliança com o Senhor, e sujeita às vontades de uma potência estran­geira. Esta situação requeria um líder que fosse forte, mas que não chegasse ao extremo de ser um tirano. Certamente, Ezequias foi esse líder. Os relatos bíblicos a seu respeito focalizam sua fidelidade a Javé e à aliança, a ponto de em II Reis 18.5,6 ser elogiado mais que qualquer outro rei de Judá. Comentando sobre seu reinado, o Dr. H. Fernhout diz que “o relato do escritor ( de I Reis ) não é biográfico ou cronológico. Antes, realça topicamente certos acontecimentos que ilustram o espírito motivador de Ezequias e seus resultados”.

Sempre na Bíblia dá-se nome às pessoas com um significado especial. Foi assim com Ezequias – “o Senhor é a minha força”. Com base nos textos bíblicos a seu respeito e no belo e inspirativo significado de seu nome, pode-se aprender o seguinte;

3 RESTAURAÇÕES EFETUADAS CORAJOSAMENTE

Já se fez referência neste estudo ao fato de que nos tempos do rei Acaz, antecessor de Ezequias, o nível espiritual e moral de Judá estava baixíssimo. A decadência espiritual era tanta que o templo do Senhor em Jerusalém não estava mais sendo utilizado e a idolatria era livremente praticada (II Cr 28.24,25).

Ezequias não se conformou com esta situação, e liderou uma ampla reforma espiritual, religiosa e moral para que o povo retornasse à fidelidade exigida pela aliança com Javé.

As reformas realizadas por Ezequias são citadas nos capítulos 29 a 31 de II Crônicas. De maneira resumida, pode-se apresentar a seqüência das reformas lideradas pelo fiel rei Ezequias, conforme os registro de II Crônicas.

· Explicação da necessidade das reformas (29.1-11);

· Limpeza do templo (29.12-19);

· Realização de sacrifícios e ofertas pelo pecado (29.20-24);

· Reorganização do culto (29.25-30);

· Oferecimento de holocaustos (29.31-36);

· Celebração da festa da Páscoa e dos Pães Asmos (30.1-27);

· Destruição dos objetos de culto idólatra (3L1; II Rs 18.4);

· Reorganização das ofertas ao Senhor (31.2-21).

Ezequias necessitou de coragem e força vindas do Senhor para realizar estas restaura­ções exigidas pela aliança com Deus. Da mesma forma, em nossas vidas algumas vezes é necessário renovar a aliança com o Senhor; para que isso aconteça, é preciso que se tenha coragem para fazer confissão e renúncia do pecado, restituir a quem sofreu algum prejuízo (quando possível), restaurar o culto a Deus etc. Qualquer pessoa cristã pode e deve realizar em sua vida as reformas exigidas pela aliança, desde que se humilhe diante de Deus para receber a força que Ele concede aos Seus.

4 VITÓRIAS ALCANÇADAS SOBRE OS INIMIGOS

Ezequias foi, pela graça divina, bem sucedido nas campanhas militares que empreen­deu em defesa de seu reino. Isto aconteceu pelo menos três vezes:

Contra os filisteus (II Rs 18.8) – Os filisteus eram inimigos dos filhos de Israel desde os tempos dos juizes; foram quase exterminados nos dias do rei Davi. Mas em outras ocasi­ões houve conflitos entre os dois povos. Em seu reinado, Ezequias impôs-lhes severa derro­ta. Esta é uma das últimas referências aos filisteus em guerra contra os israelitas no Antigo Testamento, fato que demonstra a importância da vitória conseguida pelo rei Ezequias.

Contra os assírios (II Rs 18.13-19,37) – A Assíria (nação que corresponde ao atual Iraque) dominava toda a região do Oriente Médio nos dias de Ezequias. A situação de Judá ficou muito delicada quando Rabsaqué, general do rei assírio Senaqueribe, fez um cerco a Jerusalém. O rei Ezequias demonstra sua piedade quando consulta o profeta Isaías e ora fervorosamente ao Senhor. Como resultado, o Deus de Israel elimina em uma única noite 185.000 soldados assírios.

O antigo historiador grego Heródoto faz referência a este fato em seus escritos, e diz que isto aconteceu devido a uma peste que repentinamente grassou naquele exército.

Contra sua doença (II Rs 20.1-4; II Cr 32.24-31) – Ezequias ficou seriamente doen­te; quando isto aconteceu, ele não confiou apenas nos médicos, como antes dele fizera o rei Asa (II Cr 16.12) e também não buscou ajuda de deuses pagãos, como o rei Acazias (II Rs 1.2). Pelo contrário, ele confiou no Senhor! É interessante observar que Ezequias utilizou um medicamento para combater sua doença (Is 38.21), o que mostra que a fé em Deus não dispensa os recursos da medicina. Em gratidão a Deus, por ter sido curado, Ezequias com­pôs um belo salmo de louvor ao Senhor (Is 38.9-20).

Ezequias precisou armar-se com a força que vem do Senhor para rebelar-se contra o rei da Assíria (II Rs 18.7) e para enfrentar todos os seus inimigos. Os crentes sinceros também estão em luta: contra o mundo (I Jo 5.4), a carne (G15.16-26) e o diabo (Ef 6.10-20). Para que esta luta seja vencida, é preciso que haja um constante revestimento da força que só Deus pode dar aos que a Ele são fiéis.

5 LIDERANÇA EFICIENTE

Outro fator digno de destaque na vida do rei Ezequias foi sua eficiente e dinâmica administração, que muito beneficiou o povo.

Preparação para a guerra e transmissão de ânimo ao povo (II Cr. 32.2-8) – Ezequias não se desesperou quando soube que o exército assírio queria invadir Jerusalém; pelo contrário, preparou o povo para enfrentar os inimigos e, além disso, incentivou o povo a lutar com confian­ça no Todo Poderoso (II Cr 32.7; cf. I Jo 4.4). O líder eficiente é aquele que diante do perigo prepara-se para enfrentar os problemas e leva seus liderados a ter o ânimo que vem de Deus.

Ampliação do reino (II Cr 32.27-29) – O reino de Judá, nos dias de Ezequias, expe­rimentou um crescimento que não acontecia desde os dias de Salomão. E o que é melhor – não há nos relatos bíblicos registro de que Ezequias tenha conseguido este sucesso às custas da opressão do povo, como Salomão fizera. O líder eficiente é o que tem uma visão de crescimento e ampliação para seus liderados. Nas igrejas, por exemplo, as lideranças de­vem procurar sempre crescer e não apenas conservar o que foi conquistado no passado.

Construção de um aqueduto (D Rs 20.20; II Cr. 32.30) – Assim que Ezequias soube que os assírios pretendiam invadir Jerusalém, mandou que se construísse um aqueduto para suprir a capital de água no caso de um cerco. Sobre isto, o historiador John Bright diz: “…o famoso aqueduto de Siloé… que trouxe as águas da fonte de Giom, por debaixo da colina de Jerusalém, para um reserva­tório na extremidade inferior da cidade… o túnel foi cavado a partir de ambas as extremidades e uma inscrição foi feita na rocha onde se encontraram as duas turmas de trabalhadores.” O líder eficiente é o que constrói não para sua própria grandeza, mas apenas para realmente beneficiar seus liderados.

Apoio às boas tradições (Pv 25.1) – Ezequias mandou que se fizesse uma coletânea dos provérbios que Salomão havia composto. O líder eficiente é o que incentiva e valoriza as boas realizações de seus antecessores, sem desprezar as tradições valiosas do passado.

6. Discussão:

· Se o Senhor é força, por que há tantas pessoas desanimadas nas igrejas?

· O que o grupo acha da força do pensamento positivo?

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ESTUDO EBD. TEMA: ACAZ, UM GOVERNO SEM A ORIENTAÇÃO DE DEUS.

Escola Bíblica dominical da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Site: www.josiasmoura.wordpress.com

ACAZ: UM GOVERNO SEM

A ORIENTAÇÃO DE DEUS!

II CRONICAS 28

É comum verificar alguns governantes procurando líderes religiosos, templos e outros locais de práticas religiosas, mas apenas com interesses rotineiros. São aqueles que “quase” se tornam religiosos, mas os seus atos comprovam o contrário. No seu dia a dia tomam decisões sem consultar ao Senhor. Muitos governantes encontram-se longe de Deus e por isso fazem sofrer o povo.

Lamentavelmente, alguns partem para práticas religiosas sem discernimento, pois com o propósito de agradar a todos, entendem que todas as religiões são boas e conduzem a Deus. São aqueles que ficam daqui para ali, à procura de projeção pessoal e de votos, se envolvendo com qualquer tipo de religiosidade. Estes pensam que estão buscando a aprova­ção divina, mas na realidade Não são atendidos pelo Senhor, pois não estão buscando cor­retamente a orientação divina.

O rei Acaz governou sem buscar a orientação divina e fez o que contraria a vontade do Senhor, levando o povo a fracassar.

AMBIENTE HISTÓRICO

Após a morte de Jotão, seu filho Acaz passa a reinar sobre Judá por 16 anos. Acaz foi proclamado rei aos 20 anos de idade e durante todo o seu reinado manteve uma política pró- Assíria, pois fez uma aliança imprópria com Tiglate-Pilesser III. Em seu governo enfrentou o desafio de manter a paz com a Síria e Israel. Os distritos de Judá foram invadidos pela Assíria. Mais tarde esses invasores se retiraram, mas Peca e Rezim declararam guerra con­tra Judá. Naquela ocasião houve a morte de milhares de pessoas e muitos foram levados cativos para Samaria e Damasco. Os filisteus e os edomitas aproveitaram-se da condição de decadência de Judá para dominá-la de modo violento (II Cr 28.17-18). Com a queda e crise neste reinado de Acaz, o profeta Isaías foi enviado por Deus para falar sobre o verdadeiro comportamento que o rei precisava ter, mas este rejeitou a voz profética e preferiu a prática dos atos ímpios. Oséias, Miquéias e Isaías profetizaram durante o reinado de Acaz, o qual foi marcado pelo distanciamento de Deus (Is 1.1; Os 1.1; Mq 1.1.).

O governo de Acaz é caracterizado por práticas pecaminosas, acordos interesseiros, cultos pagãos, completo afastamento de Deus e homicídios na própria família.

Aqui é possível e necessário salientar algumas marcas deste reinado tão longe de Deus, repleto de atos ímpios e de abominações, a fim de que tais atitudes não se repitam em nosso meio.

1. PRATICAS RELIGIOSAS CONDENAVEIS

Percebe-se claramente um desvio religioso acentuado neste período, quando o próprio Acaz liderou atos pagãos. Ele chegou a fechar as portas da casa do Senhor e fez altares em todos os cantos de Jerusalém. Certa vez foi a Damasco e apreciou um altar pagão e mandou o sacerdote Urias fazer uma cópia para se ter um semelhante em Jerusalém (vv.2-4, 22-25; II Rs 16.10). Estas práticas condenáveis levaram o seu reinado a fracassar.

Nas Escrituras está registrado que só Deus merece ser adorado e é digno de todo o louvor. A principal advertência contra esta atitude idólatra encontra-se nos Dez Manda­mentos dados pelo próprio Deus (Ex 20.3-5). E triste a situação daqueles que se envolvem com cultos idólatras (SI 115.8). Realmente, só Deus deve ser adorado (Ap 19.10).

O salmista afirma que uma nação só é feliz quando Deus é o Senhor (SI 33.12). Quando Deus é Senhor de uma nação estas manifestações religiosas condenáveis são repudiadas.

2. EXTERMÍNIO DOS PRÓPRIOS FAMILIARES

No verso 3 do texto-base há o registro de que Acaz “queimou a seus próprios filhos no fogo”. Isto aconteceu no vale de Hinom, arredores de Jerusalém. Esta é mais uma prova de um homem que reinava distante do Senhor. Somente uma pessoa ímpia e sanguinária pode praticar ato tão cruel. Aqui está um ato que revela fanatismo religioso. Segundo R.P. Shedd “o sacrifício humano é o aspecto mais vil da decadência pagã e está ligado à adoração de Moloque, divindade amonita equivalente ao Baal dos Fenícios, cujo culto foi introduzido em Israel por Jezabel, esposa de Acabe (Lv 18.21)”.

O rei de Jerusalém, Manasses, também sacrificou os seus filhos, o que é profundamente lamentável (II Cr 33.6).

Esta obra é maligna, pois o inimigo vem para matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Nunca houve necessidade alguma desta prática sanguinária, a qual se constitui em afronta ao Deus vivo (Dt 18.10).

Hoje, em muitos rituais pagãos e macabros, estão acontecendo sacrifícios de crianças, os quais estão sendo denunciados pela própria imprensa brasileira e mundial.

A vida é um dom de Deus e tudo deve ser feito para preservá-la. As ações governamen­tais devem estar voltadas para a preservação da vida, bem como a sua valorização, com projetos que visem oferecer a todos uma melhor qualidade de vida.

3. DECLÍNIO DA NAÇÃO

“Porque o Senhor humilhou a Judá por causa de Acaz…” (v. 19). Toda a nação sofreu por causa deste governo ímpio, tão afastado de Deus. Judá foi invadida pelos inimigos e até os recursos materiais foram entregues aos adversários (v.21).

Aqui é oportuno lembrar o sábio provérbio que afirma que, quando o perverso domina, o povo suspira (Pv 29.2).

O Brasil, por longos anos, tem passado por momentos difíceis, sendo que seus proble­mas são inumeráveis em sua totalidade. Mas, é possível destacar alguns: corrupção, violência, insegurança, dívidas interna e externa, má distribuição de renda, prostituição, crises sucessivas na área da saúde e educação etc. Por que será que uma nação que se diz tão rica e religiosa convive com crises e problemas que tendem a aumentar mais e mais? Quais são as reais causas deste declínio e como reverter este quadro? A Igreja tem um papel preponde­rante no sentido de auxiliar para que dias melhores venham sobre nosso país (Mt 5.13-16).

4. REJEIÇÃO DA VOZ PROFÉTICA

Naquele momento em que Judá estava sendo invadida e destruída pelos inimigos, Deus enviou o Seu profeta apresentando a solução para se sair da crise e um convite para Acaz se aproximar mais do Senhor. A fé em Deus era a chave para a vitória sobre os inimigos. Mas, o rei Acaz não quis saber desta orientação e continuou praticando ações abomináveis e dando ouvidos ao rei da Assíria, Tiglate-Pilesser III.

Conforme Samuel J.S. Schultz, “o ímpio e obstinado Acaz ignorou Isaías”. Realmente, a maioria daqueles que estão em pecado fogem da voz divina. Isto aconteceu no Jardim do Éden quando Adão tentou fugir da presença de Deus, numa tentativa de esconder o seu pecado. Muitas nações foram destruídas por causa desta rejeição à voz de Deus (Dt 8.20 e 28.45).

Dar ouvidos à voz de Deus é obedecer aos Seus mandamentos, submeter-se à Sua von­tade e cumprir fielmente o que Ele determina. Um povo só pode ser realmente feliz, próspe­ro, bem sucedido, se obedecer à voz de Deus (SI 144.15).

5. REPROVAÇAO DIVINA

Não é de se admirar que Judá e o próprio rei Acaz tivessem incorrido na ira de Deus, pois seus atos foram repletos de transgressões. Os versos 5,6,11,13 e 25 mostram a ira de Deus reprovando tais atitudes pecaminosas. Deus é um Deus de amor, mas é também um Deus de justiça e juízo. Ele não suportou tamanha abominação e demonstrou Sua ira contra estas ações malignas.

É e oportuno registrar que: “horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo”(Hb 10.31). O Senhor frustra os desígnios das nações e sobre algumas chega até a derramar o seu furor (SI 33.10 e 79.6).

Deus não se agrada daqueles que não se submetem ao Seu senhorio. Ele reprova atos pecaminosos, especialmente daqueles que assim procedem de modo consciente. Deus dese­ja comandar os povos, mas, para que isto aconteça, Ele precisa ser buscado constantemente.

E preciso lutar de todas as formas para se obter não só a aprovação humana, mas, acima de tudo, aprovação de Deus. Muitos governos atualmente estão sendo condenados por Deus, pois entendem que a voz do povo é a voz de Deus. Mas, isso é um tremendo engano e tem feito muitos pecar. É tempo de refletir com seriedade se Deus tem aprovado ou não nossos atos. Somente com a aprovação divina é possível ter sucesso e prosperidade em nossas realizações.

As Escrituras afirmam que quando o povo busca a Deus, se arrepende de seus pecados, se humilha e ora, Deus atende e age de modo restaurador: “…e sararei a sua terra” (II Cr 7.13-14).

DISCUSSÃO

· O que leva pessoas que conhecem o que Deus ensina, a viver nas práticas pecaminosas?

· Qual deve ser a atitude dos cristãos diante de governos ímpios?

· Será que a Igreja tem apoiado aqueles que se levantam com voz profética denuncian­do os erros e abusos de governos ímpios?

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ESTUDO PARA EBD GEISEL. TEMA: JOAS, ACERTOS E DESACERTOS

JOAS

II CRONICAS 24: 1-16

ACERTOS E DESACERTOS!

“Estava indo tão bem!” Esta frase de um conhecido humorista serve para exemplificar o que foi o reinado de Joás em Judá. Às vezes, na vida há pessoas que começam agindo muito bem, mas, por algum motivo ou circunstância, no final não agem tão bem assim. Não perseve- ram no mesmo caminho inicial. Desviam-se completamente do objetivo primeiro, indo de mal a pior. Na vida cristã todos nós corremos este perigo. Não podemos abandonar o primeiro amor. Não podemos retroceder. A vida cristã nos desafia a começar bem, mas também terminar bem, pois o final é tão importante quanto um bom começo. Aprendamos com os erros e acertos do rei Joás.

AMBIENTE HISTÓRICO

A situação do reino de Judá antes de Joás assumir o trono era desesperadora. Havia assumi­do o reinado, indevidamente, a rainha Atalia. Atalia era tão má que para assumir o trono, após a morte de seu filho Acazias, matou os próprios netos (II Cr 22.10) à exceção de Joás, que mais tarde seria aclamado como o legítimo rei de Judá. Graças à sábia intervenção de Jeosabeate, esposa do sacerdote Joiada, Joás foi escondido durante os -seis anos de reinado de Atalia (II Cr 22.12).

Aos sete anos de idade, o monarca mais jovem a ocupar o trono, sob o comando do sacer­dote Joiada, Joás foi ungido rei de Judá e aclamado pelo povo com as tradicionais palavras: “viva o rei!” (II Cr 23.11). Os seis anos que antecederam a posse do rei foram anos de verdadei­ra confusão religiosa. O templo do Senhor fora completamente esquecido, os utensílios sagra­dos foram usados para idolatria (v.7). O culto com adoração a falsos deuses fora definitivamen­te estabelecido. Existia um templo edificado à adoração de Baal (II Cr 23.17), o povo tinha deixado de ser o “povo do Senhor”. Entretanto, durante o reinado de Joás, o templo foi reparado e durante algum tempo a verdadeira religião foi em grande extensão restaurada na terra judaica.

Tudo isto aconteceu por motivo da tentativa de golpe de Atalia, tentando assumir um lugar que não era seu por direito. Na história recente do Brasil, vimos algo semelhante com o golpe militar de 1964. Militares ocuparam lugar que não lhes pertencia, interromperam o processo democrático, limitaram a liberdade de expressão, estabeleceram o medo na sociedade, torturan­do e matando pessoas. Graças a Deus isto já passou. Recentemente, o mesmo aconteceu no

Haiti, levando a sociedade a uma confusão total. Um líder, um presidente, um rei precisam ter legitimidade em sua função. Todas as vezes que alguém ocupa um lugar que não é seu por direito, a confusão se estabelece.

APLICAÇÕES

Joás reinou quarenta anos em Judá. No período de seu reinado, caracterizado por uma ampla reforma, podemos destacar algumas verdades. Vejamos:

1. O BENEFÍCIO DE UMA BOA ASSESSORIA

Quando se lê a história do rei Joás, percebe-se claramente que o seu sucesso inicial aconteceu por ter ele sido bem assessorado. Joás era ainda um garoto de apenas sete anos quando assumiu o trono. Na sua menoridade ele foi muito bem assessorado pelo sacerdote Joiada, que o protegeu da morte quando Atalia assumiu o trono. Ninguém governa sozinho. Um presidente, um governador, um rei e até mesmo um ditador, precisam de cooperadores para dirigir o Estado.

Dificilmente o rei conseguiria fazer alguma coisa boa se não fosse a assessoria e a influên­cia do sacerdote Joiada. O texto bíblico registra este detalhe: “Fez Joás o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada”(II Cr 24.2). Joiada era um homem de virtudes essen­ciais a um cooperador. Era um homem paciente, preparado, determinado e dedicado, com uma vida santificada ao Senhor. Bons ministros, bons secretários, bons companheiros, são prelúdio de um bom governo e um bom Estado. Como afirma Maquiavel, “o príncipe é conhecido por aqueles que o rodeiam”. Alegra-nos, ao ler a história do reinado de Joás, perceber a benéfica influência de um homem levando o povo ao bem comum. Joiada foi tão influente que, quando faleceu, recebeu honras de um rei. “Sepultaram-no na cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel, e para com Deus e a sua casa” (II Cr 24.16). O pequeno brilho do reinado de Joás deve-se a este ótimo assessor. Samuel J. Schultz, autor do livro “A História de Israel”, fala desta influência de Joiada, dizendò: “Enquanto ele estava vivo, prevaleceu o interesse geral pela verdadeira religião”.

Na vida diária, precisamos ser orientados por pessoas assim. Uma boa orientação, um bom conselho, uma boa assistência, isto é fundamental. Sejamos humildes e tenhamos a visão da­queles que são competentes para nos assessorar.

2. O VALOR DE UMA BOA ALIANÇA

No reinado de terror de Atália ocorreu uma drástica mudança no clima religioso. Atalia era adepta do culto a Baal e essa foi uma prática comum na Jerusalém daqueles dias. Contudo, ainda sob a influência de Joiada, o rei Joás assume o trono com novas perspectivas religiosas. O texto bíblico registra: “Joiada fez aliança entre o Senhor e o rei e o povo, para serem eles o povo do Senhor; como também entre o rei e o povo” (II Rs 11.17). Esta aliança foi Uma volta à verdadeira religião. Como resultado desta aliança Joás resolveu “restaurar a casa do Senhor”(II Cr 24.4), levando o povo a uma restauração religiosa. Atalia e seus filhos tinham destruído o templo do Senhor e usavam os utensílios sagrados do templo no serviço dos Baalins (II Cr. 24.7).

Como fruto desta aliança com o Senhor, o rei também colocou ordem na maneira de se receber o imposto do povo para a obra de reparação no templo. O rei deu ordem e “fizeram um cofre e o puseram do lado de fora, à porta da casa do Senhor” (II Cr 24.8). Vale a pena registrar que até hoje a maioria das igrejas cristãs conservam este pequeno cofre, chamado de gazofilácio, onde os cristãos alegremente depositam seus dízimos e ofertas ao Senhor, cumprindo assim a determinação bíblica (Ml 3.10).

Através desta aliança também elimina-se de Judá o culto a Baal com destruição do seu templo e a morte do sacerdote Matã (II Cr 24.17). Ainda como fruto desta aliança entre o rei e o Senhor, o rei entrou numa aliança muito feliz: ele fez uma “aliança com o povo”. Esta aliança dá legitimidade e sustentação a qualquer governo. O povo quer viver uma vida tranqüila, sem perturbações de um mau governo. Com a aliança feita, o “povo se alegrou e a cidade ficou tranqüila” (II Rs 11.20).

Nossas alianças devem produzir bons frutos para as pessoas. Frequentemente vemos pessoas com medo de abrir seus negócios ou empresas por causa da interferência, nem sempre boa, do Estado. Que bom seria se os nossos governantes entrassem numa aliança com o Senhor Deus, levando o povo a uma autêntica adoração e entrando numa aliança com o próprio povo. Este é um alvo da democracia que precisa ser resgatado: governo e povo em plena harmonia – um existindo para o bem-estar do outro.

3. UM ERRO FATAL

A história do reinado de Joás muda completamente após a morte de Joiada. J.D. Douglas, organizador de “O Novo Dicionário da Bíblia” diz o seguinte a respeito desse fato: “Fazendo ouvidos moucos às advertências proféticas… Joás se cercou dentro de sua própria destruição”. A apostasia voltou a todo vapor, quando os príncipes de Judá persuadiram o rei a reverter aos ídolos e ao culto dos postes-ídolos. Advertidos por vários profetas (II Cr 24.19) para “voltarem ao Senhor”, Não deram ouvidos à voz destes. A decadência do reino e do rei chega ao cúmulo do assassinato de Zacarias, filho de Joiada, quando este, falando em nome do Senhor, condena a transgressão dos mandamentos do Senhor (II Cr 24.20). Por mandado do rei, Zacarias foi apedrejado, “no pátio da casa do Senhor” (II Cr 24.21). Nosso Senhor Jesus Cristo mencionou a morte de um Zacarias, muito provavelmente referindo-se a esta morte (Mt 23.35).

Joás desprezou completamente as profecias dos homens de Deus e esqueceu-se rapida­mente de seu assessor Joiada. Cometeu um erro fatal. Abandonou os mandamentos do Senhor; deu ouvidos à voz dos príncipes de Judá fazendo voltar a idolatria no meio do povo; rompeu a aliança com Deus e com o povo. Além destas coisas, Joás, que havia reparado o templo do Senhor, resolveu profaná-lo, tomando os utensílios sagrados, bem como todo o “ouro que se achava nos tesouros da casa do Senhor”, entregando-os a Hazael, rei da Síria, numa espécie de suborno para evitar o ataque deste rei a Judá.

Quantos governadores, presidentes e líderes têm um fim trágico porque cometem este erro fatal perdendo a confiança do povo, tal qual o salmista nos adverte: “Muitas serão as penas dos que trocam o Senhor por outros deuses” (SI 16.4). No transcurso de um governo o final é tão importante quanto um bom começo. O erro de Joás no final de seu reinado foi fatal, pois, custou-lhe a vida. O exército dos sírios, com poucos homens, derrotou um exército numeroso de judeus e feriu a Joás. Seus servos, ao invés de curá-lo, deram-lhe o golpe mortal. No seu sepultamento não lhe deram as honras de um rei (II Cr. 24.26), Joás não soube aproveitar o bom começo de seu reinado.

DISCUSSÃO

· À semelhança de Joás, por que tantos líderes começam bem e terminal mal?

· Diz o ditado: “Diga-me com quem andas e eu direi quem és”. O que você acha disso?

· E possível ser um bom governante e ser um bom cristão? Por quê?

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Estudo EBD Geisel. Tema: Josafa, Poucos defeitos e muitos feitos.

Estudo EBD Geisel

JOSAFA:

POUCOS DEFEITOS E MUITOS FEITOS

II Crônicas 17

Muitos são os governos que se iniciam em torno de promessas e propostas boas, que criam expectativas na população, mas que aos poucos vão desabando em função de decisões mal tomadas, incompetência e até mesmo corrupção. Tais governos são, muitas vezes, destruídos pelos seus próprios defeitos.

A história recente do Brasil registra uma situação semelhante a esta, que culminou com o impedimento de um presidente eleito. Os defeitos do próprio governo o derrubaram.

Não são poucas as administrações, tanto a nível municipal, quanto estadual e federal, que têm apresentado muitos e graves defeitos.

Mas o estudo de hoje nos traz um governo que apresenta o contrário disso. E o governo de Josafá; marcado por poucos defeitos e muitos feitos.

 

AMBIENTE HISTÓRICO

Morto o rei Asa, o trono é assumido por seu filho Josafá, que reina 25 anos.

Sua mãe chamava-se Azuba (I Rs 22.42). Josafá reinou em Judá, em tempos que Acabe -aquele dos tempos do profeta Elias, reinava em Israel. Se, por um lado, o reinado de Acabe em Israel foi marcado pelas alianças com Jezabel, idolatria e distanciamento de Deus, o reinado de Josafá foi bem menos conturbado, pelos lados de Judá. Josafá seguiu os caminhos de seu pai, Asa. Tornou-se um bom governante, realizando feitos importantes, mas que também deixam transparecer seus defeitos, como associar-se a Acabe em uma guerra contra Ramote-Gileade (II Cr 19.1-3). Contudo, a situação em que ele herdou o trono, requeria uma reforma completa no país, que cambaleava trôpego entre seus muitos pecados. Josafá iniciou então uma reforma completa em seu reino, já no terceiro ano de governo, tentando resgatar os áureos tempos do povo de Deus. Do reinado de Josafá é possível extrair as seguintes lições que se aplicam ao povo de Deus hoje e que atestam os grandes feitos desse reino:

1. OUSADIA E CORAGEM

O texto evidencia que, para começar a tratar dos problemas que assolavam a nação, problemas crônicos, debilitadores, opressores, o rei Josafá precisaria muito mais do que um governo carismático, cativante ou populista. Precisaria de ousadia e coragem. Isto porque a classe que se beneficiava com aquela situação jamais aceitava pacificamente mudanças. Isto implicaria em perda de controle da situação e desinstalação de um sistema solidificado. E quando se mexe em coisas como estas, fatalmente as oposições, as difamações, as manifestações truculentas de discordância se evidenciam. E aí então, vem a necessidade da ousadia e da coragem que o texto declara: “Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir os caminhos do Senhor” (17.6).

O apóstolo Paulo afirma que “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação”(II Tm 1.7). A avaliação que Deus fez dos os soldados do exército de Gideão, tinha como primeira prova a coragem (Jz 7.2-3).

A Igreja cristã partiu para as ruas de Jerusalém no início do Cristianismo, com toda intrepidez e ousadia, que são próprias de uma comunidade cheia do Espírito Santo de Deus (At 4.5-31). Os reformadores do século XVI precisaram de coragem e ousadia para enfrentar a Igreja Romana, detentora do poder (inclusive secular), desafiando a própria morte e a condenação às fogueiras da Inquisição para trazer a lume o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Como entender que hoje em dia a Igreja, ao invés de se levantar ousadamente contra as explorações, a mentira, os sistemas opressivos e distorsivos, se cala e muitas vezes é conivente com a situação? Como entender uma liderança evangélica que se omite nos conselhos e diretorias das próprias igrejas, sem coragem para promover reformas vitais?

2. RESGATE DA PALAVRA DE DEUS

Quando Josafá se inflamou pela realização de uma reforma em seu reino, o texto diz que ele buscou resgatar e se orientar pelos valores seguros e essenciais para o povo de Israel, a Palavra de Deus. O texto afirma que Josafá enviou seus líderes às cidades com a missão de ensinar, educar e informar o povo (v.9). A preocupação de Josafá era a de que um povo sem instrução, sem educação, sem ensino, seria um povo deformado, facilmente manipulado e ignorante ao processo de reedificação nacional. Para tal, Josafá exigiu que a Lei de Deus fosse levada junto, para ser transmitida, ensinada, debatida, recebida e anexada à vida e ao caráter nacional.

O salmista afirma: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma, o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos”(Sl 19.7-9). E pela Palavra de Deus que se forma o homem e que se dá uma orientação segura.

Uma preocupação que devemos ter na vida da Igreja hoje, é a constante relativização que se tem feito da Palavra de Deus. Vemos em muitos púlpitos, mensagens que relativizam o pecado, que descaracterizam a fé, que negam os absolutos da verdade cristã, em favor de uma absolutização do homem. A fé tem sido pregada como uma alternativa para ignorantes. Na verdade, os valores da Palavra de Deus são essenciais para uma reforma nacional,

eclesial e do caráter humano. Se a Palavra é tão importante, como entender, a indiferença pelo seu estudo nas Igrejas atualmente?

3. VIGILANCIA E COERENCIA

A luta de Josafá por melhorias na vida do povo, quase desvaneceu em virtude de uma aliança mal feita com Acabe. A sede de poder de Acabe, o desejo de domínio, de fazer guerra contra seus adversários e vizinhos, levou a falsas profecias, a uma orientação insegura e fraudulenta de profetas que estavam a serviço de agradar ao rei e não a serviço do Rei dos reis (II Cr 18.1-11).

A preocupação de Josafá em ensinar a Lei do Senhor como regra suprema para o comportamento social, espiritual e familiar, como orientação sólida para todos os instantes da vida, quase naufragou pela influência de Acabe que, ao manipular as profecias, rejeitava a proposta que Josafá em seu reino estabelecia.

A falta de vigilância tem levado a Igreja cristã a se amoldar novamente a parâmetros e pressupostos humanos, muitas vezes distorcendo a Palavra de Deus e negando seu real valor de orientação sólida para a vida. Por outro lado, a incoerência se manifesta quando se é a favor da Palavra, mas até certos limites: quando esta não vem a desinstalar as pessoas de sua vida opressora, regalada e pecaminosa. Assim sendo, há uma expressão majestosa dos reformadores do século XVI que afirma: “Igreja reformada, sempre se reformando”. Para que isto possa ser real, a Igreja deve prezar pela coerência, o que traz credibilidade, e pela vigilância, o que traz estabilidade.

De que a sua Igreja precisa mais: reformar o templo ou as estruturas e vidas que dela fazem parte?

DISCUSSÃO

1. A liderança evangélica hoje tem demonstrado ousadia e coragem para propor mudanças necessárias?

2. As inovações verificadas no meio evangélico atualmente, têm apoio Escriturístico? Exemplifique.

3. A Igreja hoje tem revelado coerência entre a prática e a sua pregação dos valores do Reino?

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