ESTUDO EBD BETEL. TEMA: EZEQUIAS: O SENHOR É A MINHA FORCA!

EZEQUIAS:

O SENHOR É A MINHA FORCA!

ISAIAS 38:9-22

1 Introdução

O capítulo 11 da epístola aos Hebreus é conhecido pelos estudiosos da Bíblia pela im­pressionante lista que contém de pessoas que realizaram atos admiráveis pela fé em Deus. Uma frase que aparece no verso 34 resume o segredo dos heróis de Deus: “da fraqueza tiraram força”. De fato, por si só o ser humano é incapaz de fazer o que quer que seja para Deus. Mas com a força que vem do Senhor, é possível realizar muitas coisas boas, para a glória de Deus e o bem-estar do próximo.

O ensino bíblico que apresenta o Senhor dando força ao seu povo é muito bem ilustrado na vida do rei de Judá chamado Ezequias; curiosamente seu nome significa “Javé fortalece” ou “O Senhor é a minha força”.

2 AMBIENTE HISTÓRICO

Ezequias viveu aproximadamente entre 716 e 687 a.C. Era filho de Acaz, que tinha sido um péssimo rei. O rei Ezequias assume o governo de uma nação que fora paganizada por seu pai; isto porque Acaz, com medo de ser destronado pelos assírios, começou a adorar os seus deuses, criando assim uma situação de decadência moral e espiritual entre o povo. Além disso, Acaz transformara Judá em um vassalo do reino da Assíria, o que demonstra a fraqueza de sua administração.

Este é o quadro do reino que Ezequias assume: uma nação distante dos regulamen­tos e exigências da aliança com o Senhor, e sujeita às vontades de uma potência estran­geira. Esta situação requeria um líder que fosse forte, mas que não chegasse ao extremo de ser um tirano. Certamente, Ezequias foi esse líder. Os relatos bíblicos a seu respeito focalizam sua fidelidade a Javé e à aliança, a ponto de em II Reis 18.5,6 ser elogiado mais que qualquer outro rei de Judá. Comentando sobre seu reinado, o Dr. H. Fernhout diz que “o relato do escritor ( de I Reis ) não é biográfico ou cronológico. Antes, realça topicamente certos acontecimentos que ilustram o espírito motivador de Ezequias e seus resultados”.

Sempre na Bíblia dá-se nome às pessoas com um significado especial. Foi assim com Ezequias – “o Senhor é a minha força”. Com base nos textos bíblicos a seu respeito e no belo e inspirativo significado de seu nome, pode-se aprender o seguinte;

3 RESTAURAÇÕES EFETUADAS CORAJOSAMENTE

Já se fez referência neste estudo ao fato de que nos tempos do rei Acaz, antecessor de Ezequias, o nível espiritual e moral de Judá estava baixíssimo. A decadência espiritual era tanta que o templo do Senhor em Jerusalém não estava mais sendo utilizado e a idolatria era livremente praticada (II Cr 28.24,25).

Ezequias não se conformou com esta situação, e liderou uma ampla reforma espiritual, religiosa e moral para que o povo retornasse à fidelidade exigida pela aliança com Javé.

As reformas realizadas por Ezequias são citadas nos capítulos 29 a 31 de II Crônicas. De maneira resumida, pode-se apresentar a seqüência das reformas lideradas pelo fiel rei Ezequias, conforme os registro de II Crônicas.

· Explicação da necessidade das reformas (29.1-11);

· Limpeza do templo (29.12-19);

· Realização de sacrifícios e ofertas pelo pecado (29.20-24);

· Reorganização do culto (29.25-30);

· Oferecimento de holocaustos (29.31-36);

· Celebração da festa da Páscoa e dos Pães Asmos (30.1-27);

· Destruição dos objetos de culto idólatra (3L1; II Rs 18.4);

· Reorganização das ofertas ao Senhor (31.2-21).

Ezequias necessitou de coragem e força vindas do Senhor para realizar estas restaura­ções exigidas pela aliança com Deus. Da mesma forma, em nossas vidas algumas vezes é necessário renovar a aliança com o Senhor; para que isso aconteça, é preciso que se tenha coragem para fazer confissão e renúncia do pecado, restituir a quem sofreu algum prejuízo (quando possível), restaurar o culto a Deus etc. Qualquer pessoa cristã pode e deve realizar em sua vida as reformas exigidas pela aliança, desde que se humilhe diante de Deus para receber a força que Ele concede aos Seus.

4 VITÓRIAS ALCANÇADAS SOBRE OS INIMIGOS

Ezequias foi, pela graça divina, bem sucedido nas campanhas militares que empreen­deu em defesa de seu reino. Isto aconteceu pelo menos três vezes:

Contra os filisteus (II Rs 18.8) – Os filisteus eram inimigos dos filhos de Israel desde os tempos dos juizes; foram quase exterminados nos dias do rei Davi. Mas em outras ocasi­ões houve conflitos entre os dois povos. Em seu reinado, Ezequias impôs-lhes severa derro­ta. Esta é uma das últimas referências aos filisteus em guerra contra os israelitas no Antigo Testamento, fato que demonstra a importância da vitória conseguida pelo rei Ezequias.

Contra os assírios (II Rs 18.13-19,37) – A Assíria (nação que corresponde ao atual Iraque) dominava toda a região do Oriente Médio nos dias de Ezequias. A situação de Judá ficou muito delicada quando Rabsaqué, general do rei assírio Senaqueribe, fez um cerco a Jerusalém. O rei Ezequias demonstra sua piedade quando consulta o profeta Isaías e ora fervorosamente ao Senhor. Como resultado, o Deus de Israel elimina em uma única noite 185.000 soldados assírios.

O antigo historiador grego Heródoto faz referência a este fato em seus escritos, e diz que isto aconteceu devido a uma peste que repentinamente grassou naquele exército.

Contra sua doença (II Rs 20.1-4; II Cr 32.24-31) – Ezequias ficou seriamente doen­te; quando isto aconteceu, ele não confiou apenas nos médicos, como antes dele fizera o rei Asa (II Cr 16.12) e também não buscou ajuda de deuses pagãos, como o rei Acazias (II Rs 1.2). Pelo contrário, ele confiou no Senhor! É interessante observar que Ezequias utilizou um medicamento para combater sua doença (Is 38.21), o que mostra que a fé em Deus não dispensa os recursos da medicina. Em gratidão a Deus, por ter sido curado, Ezequias com­pôs um belo salmo de louvor ao Senhor (Is 38.9-20).

Ezequias precisou armar-se com a força que vem do Senhor para rebelar-se contra o rei da Assíria (II Rs 18.7) e para enfrentar todos os seus inimigos. Os crentes sinceros também estão em luta: contra o mundo (I Jo 5.4), a carne (G15.16-26) e o diabo (Ef 6.10-20). Para que esta luta seja vencida, é preciso que haja um constante revestimento da força que só Deus pode dar aos que a Ele são fiéis.

5 LIDERANÇA EFICIENTE

Outro fator digno de destaque na vida do rei Ezequias foi sua eficiente e dinâmica administração, que muito beneficiou o povo.

Preparação para a guerra e transmissão de ânimo ao povo (II Cr. 32.2-8) – Ezequias não se desesperou quando soube que o exército assírio queria invadir Jerusalém; pelo contrário, preparou o povo para enfrentar os inimigos e, além disso, incentivou o povo a lutar com confian­ça no Todo Poderoso (II Cr 32.7; cf. I Jo 4.4). O líder eficiente é aquele que diante do perigo prepara-se para enfrentar os problemas e leva seus liderados a ter o ânimo que vem de Deus.

Ampliação do reino (II Cr 32.27-29) – O reino de Judá, nos dias de Ezequias, expe­rimentou um crescimento que não acontecia desde os dias de Salomão. E o que é melhor – não há nos relatos bíblicos registro de que Ezequias tenha conseguido este sucesso às custas da opressão do povo, como Salomão fizera. O líder eficiente é o que tem uma visão de crescimento e ampliação para seus liderados. Nas igrejas, por exemplo, as lideranças de­vem procurar sempre crescer e não apenas conservar o que foi conquistado no passado.

Construção de um aqueduto (D Rs 20.20; II Cr. 32.30) – Assim que Ezequias soube que os assírios pretendiam invadir Jerusalém, mandou que se construísse um aqueduto para suprir a capital de água no caso de um cerco. Sobre isto, o historiador John Bright diz: “…o famoso aqueduto de Siloé… que trouxe as águas da fonte de Giom, por debaixo da colina de Jerusalém, para um reserva­tório na extremidade inferior da cidade… o túnel foi cavado a partir de ambas as extremidades e uma inscrição foi feita na rocha onde se encontraram as duas turmas de trabalhadores.” O líder eficiente é o que constrói não para sua própria grandeza, mas apenas para realmente beneficiar seus liderados.

Apoio às boas tradições (Pv 25.1) – Ezequias mandou que se fizesse uma coletânea dos provérbios que Salomão havia composto. O líder eficiente é o que incentiva e valoriza as boas realizações de seus antecessores, sem desprezar as tradições valiosas do passado.

6. Discussão:

· Se o Senhor é força, por que há tantas pessoas desanimadas nas igrejas?

· O que o grupo acha da força do pensamento positivo?

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ESTUDO EBD. TEMA: ACAZ, UM GOVERNO SEM A ORIENTAÇÃO DE DEUS.

Escola Bíblica dominical da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Site: www.josiasmoura.wordpress.com

ACAZ: UM GOVERNO SEM

A ORIENTAÇÃO DE DEUS!

II CRONICAS 28

É comum verificar alguns governantes procurando líderes religiosos, templos e outros locais de práticas religiosas, mas apenas com interesses rotineiros. São aqueles que “quase” se tornam religiosos, mas os seus atos comprovam o contrário. No seu dia a dia tomam decisões sem consultar ao Senhor. Muitos governantes encontram-se longe de Deus e por isso fazem sofrer o povo.

Lamentavelmente, alguns partem para práticas religiosas sem discernimento, pois com o propósito de agradar a todos, entendem que todas as religiões são boas e conduzem a Deus. São aqueles que ficam daqui para ali, à procura de projeção pessoal e de votos, se envolvendo com qualquer tipo de religiosidade. Estes pensam que estão buscando a aprova­ção divina, mas na realidade Não são atendidos pelo Senhor, pois não estão buscando cor­retamente a orientação divina.

O rei Acaz governou sem buscar a orientação divina e fez o que contraria a vontade do Senhor, levando o povo a fracassar.

AMBIENTE HISTÓRICO

Após a morte de Jotão, seu filho Acaz passa a reinar sobre Judá por 16 anos. Acaz foi proclamado rei aos 20 anos de idade e durante todo o seu reinado manteve uma política pró- Assíria, pois fez uma aliança imprópria com Tiglate-Pilesser III. Em seu governo enfrentou o desafio de manter a paz com a Síria e Israel. Os distritos de Judá foram invadidos pela Assíria. Mais tarde esses invasores se retiraram, mas Peca e Rezim declararam guerra con­tra Judá. Naquela ocasião houve a morte de milhares de pessoas e muitos foram levados cativos para Samaria e Damasco. Os filisteus e os edomitas aproveitaram-se da condição de decadência de Judá para dominá-la de modo violento (II Cr 28.17-18). Com a queda e crise neste reinado de Acaz, o profeta Isaías foi enviado por Deus para falar sobre o verdadeiro comportamento que o rei precisava ter, mas este rejeitou a voz profética e preferiu a prática dos atos ímpios. Oséias, Miquéias e Isaías profetizaram durante o reinado de Acaz, o qual foi marcado pelo distanciamento de Deus (Is 1.1; Os 1.1; Mq 1.1.).

O governo de Acaz é caracterizado por práticas pecaminosas, acordos interesseiros, cultos pagãos, completo afastamento de Deus e homicídios na própria família.

Aqui é possível e necessário salientar algumas marcas deste reinado tão longe de Deus, repleto de atos ímpios e de abominações, a fim de que tais atitudes não se repitam em nosso meio.

1. PRATICAS RELIGIOSAS CONDENAVEIS

Percebe-se claramente um desvio religioso acentuado neste período, quando o próprio Acaz liderou atos pagãos. Ele chegou a fechar as portas da casa do Senhor e fez altares em todos os cantos de Jerusalém. Certa vez foi a Damasco e apreciou um altar pagão e mandou o sacerdote Urias fazer uma cópia para se ter um semelhante em Jerusalém (vv.2-4, 22-25; II Rs 16.10). Estas práticas condenáveis levaram o seu reinado a fracassar.

Nas Escrituras está registrado que só Deus merece ser adorado e é digno de todo o louvor. A principal advertência contra esta atitude idólatra encontra-se nos Dez Manda­mentos dados pelo próprio Deus (Ex 20.3-5). E triste a situação daqueles que se envolvem com cultos idólatras (SI 115.8). Realmente, só Deus deve ser adorado (Ap 19.10).

O salmista afirma que uma nação só é feliz quando Deus é o Senhor (SI 33.12). Quando Deus é Senhor de uma nação estas manifestações religiosas condenáveis são repudiadas.

2. EXTERMÍNIO DOS PRÓPRIOS FAMILIARES

No verso 3 do texto-base há o registro de que Acaz “queimou a seus próprios filhos no fogo”. Isto aconteceu no vale de Hinom, arredores de Jerusalém. Esta é mais uma prova de um homem que reinava distante do Senhor. Somente uma pessoa ímpia e sanguinária pode praticar ato tão cruel. Aqui está um ato que revela fanatismo religioso. Segundo R.P. Shedd “o sacrifício humano é o aspecto mais vil da decadência pagã e está ligado à adoração de Moloque, divindade amonita equivalente ao Baal dos Fenícios, cujo culto foi introduzido em Israel por Jezabel, esposa de Acabe (Lv 18.21)”.

O rei de Jerusalém, Manasses, também sacrificou os seus filhos, o que é profundamente lamentável (II Cr 33.6).

Esta obra é maligna, pois o inimigo vem para matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Nunca houve necessidade alguma desta prática sanguinária, a qual se constitui em afronta ao Deus vivo (Dt 18.10).

Hoje, em muitos rituais pagãos e macabros, estão acontecendo sacrifícios de crianças, os quais estão sendo denunciados pela própria imprensa brasileira e mundial.

A vida é um dom de Deus e tudo deve ser feito para preservá-la. As ações governamen­tais devem estar voltadas para a preservação da vida, bem como a sua valorização, com projetos que visem oferecer a todos uma melhor qualidade de vida.

3. DECLÍNIO DA NAÇÃO

“Porque o Senhor humilhou a Judá por causa de Acaz…” (v. 19). Toda a nação sofreu por causa deste governo ímpio, tão afastado de Deus. Judá foi invadida pelos inimigos e até os recursos materiais foram entregues aos adversários (v.21).

Aqui é oportuno lembrar o sábio provérbio que afirma que, quando o perverso domina, o povo suspira (Pv 29.2).

O Brasil, por longos anos, tem passado por momentos difíceis, sendo que seus proble­mas são inumeráveis em sua totalidade. Mas, é possível destacar alguns: corrupção, violência, insegurança, dívidas interna e externa, má distribuição de renda, prostituição, crises sucessivas na área da saúde e educação etc. Por que será que uma nação que se diz tão rica e religiosa convive com crises e problemas que tendem a aumentar mais e mais? Quais são as reais causas deste declínio e como reverter este quadro? A Igreja tem um papel preponde­rante no sentido de auxiliar para que dias melhores venham sobre nosso país (Mt 5.13-16).

4. REJEIÇÃO DA VOZ PROFÉTICA

Naquele momento em que Judá estava sendo invadida e destruída pelos inimigos, Deus enviou o Seu profeta apresentando a solução para se sair da crise e um convite para Acaz se aproximar mais do Senhor. A fé em Deus era a chave para a vitória sobre os inimigos. Mas, o rei Acaz não quis saber desta orientação e continuou praticando ações abomináveis e dando ouvidos ao rei da Assíria, Tiglate-Pilesser III.

Conforme Samuel J.S. Schultz, “o ímpio e obstinado Acaz ignorou Isaías”. Realmente, a maioria daqueles que estão em pecado fogem da voz divina. Isto aconteceu no Jardim do Éden quando Adão tentou fugir da presença de Deus, numa tentativa de esconder o seu pecado. Muitas nações foram destruídas por causa desta rejeição à voz de Deus (Dt 8.20 e 28.45).

Dar ouvidos à voz de Deus é obedecer aos Seus mandamentos, submeter-se à Sua von­tade e cumprir fielmente o que Ele determina. Um povo só pode ser realmente feliz, próspe­ro, bem sucedido, se obedecer à voz de Deus (SI 144.15).

5. REPROVAÇAO DIVINA

Não é de se admirar que Judá e o próprio rei Acaz tivessem incorrido na ira de Deus, pois seus atos foram repletos de transgressões. Os versos 5,6,11,13 e 25 mostram a ira de Deus reprovando tais atitudes pecaminosas. Deus é um Deus de amor, mas é também um Deus de justiça e juízo. Ele não suportou tamanha abominação e demonstrou Sua ira contra estas ações malignas.

É e oportuno registrar que: “horrível cousa é cair nas mãos do Deus vivo”(Hb 10.31). O Senhor frustra os desígnios das nações e sobre algumas chega até a derramar o seu furor (SI 33.10 e 79.6).

Deus não se agrada daqueles que não se submetem ao Seu senhorio. Ele reprova atos pecaminosos, especialmente daqueles que assim procedem de modo consciente. Deus dese­ja comandar os povos, mas, para que isto aconteça, Ele precisa ser buscado constantemente.

E preciso lutar de todas as formas para se obter não só a aprovação humana, mas, acima de tudo, aprovação de Deus. Muitos governos atualmente estão sendo condenados por Deus, pois entendem que a voz do povo é a voz de Deus. Mas, isso é um tremendo engano e tem feito muitos pecar. É tempo de refletir com seriedade se Deus tem aprovado ou não nossos atos. Somente com a aprovação divina é possível ter sucesso e prosperidade em nossas realizações.

As Escrituras afirmam que quando o povo busca a Deus, se arrepende de seus pecados, se humilha e ora, Deus atende e age de modo restaurador: “…e sararei a sua terra” (II Cr 7.13-14).

DISCUSSÃO

· O que leva pessoas que conhecem o que Deus ensina, a viver nas práticas pecaminosas?

· Qual deve ser a atitude dos cristãos diante de governos ímpios?

· Será que a Igreja tem apoiado aqueles que se levantam com voz profética denuncian­do os erros e abusos de governos ímpios?

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ESTUDO PARA EBD GEISEL. TEMA: JOAS, ACERTOS E DESACERTOS

JOAS

II CRONICAS 24: 1-16

ACERTOS E DESACERTOS!

“Estava indo tão bem!” Esta frase de um conhecido humorista serve para exemplificar o que foi o reinado de Joás em Judá. Às vezes, na vida há pessoas que começam agindo muito bem, mas, por algum motivo ou circunstância, no final não agem tão bem assim. Não perseve- ram no mesmo caminho inicial. Desviam-se completamente do objetivo primeiro, indo de mal a pior. Na vida cristã todos nós corremos este perigo. Não podemos abandonar o primeiro amor. Não podemos retroceder. A vida cristã nos desafia a começar bem, mas também terminar bem, pois o final é tão importante quanto um bom começo. Aprendamos com os erros e acertos do rei Joás.

AMBIENTE HISTÓRICO

A situação do reino de Judá antes de Joás assumir o trono era desesperadora. Havia assumi­do o reinado, indevidamente, a rainha Atalia. Atalia era tão má que para assumir o trono, após a morte de seu filho Acazias, matou os próprios netos (II Cr 22.10) à exceção de Joás, que mais tarde seria aclamado como o legítimo rei de Judá. Graças à sábia intervenção de Jeosabeate, esposa do sacerdote Joiada, Joás foi escondido durante os -seis anos de reinado de Atalia (II Cr 22.12).

Aos sete anos de idade, o monarca mais jovem a ocupar o trono, sob o comando do sacer­dote Joiada, Joás foi ungido rei de Judá e aclamado pelo povo com as tradicionais palavras: “viva o rei!” (II Cr 23.11). Os seis anos que antecederam a posse do rei foram anos de verdadei­ra confusão religiosa. O templo do Senhor fora completamente esquecido, os utensílios sagra­dos foram usados para idolatria (v.7). O culto com adoração a falsos deuses fora definitivamen­te estabelecido. Existia um templo edificado à adoração de Baal (II Cr 23.17), o povo tinha deixado de ser o “povo do Senhor”. Entretanto, durante o reinado de Joás, o templo foi reparado e durante algum tempo a verdadeira religião foi em grande extensão restaurada na terra judaica.

Tudo isto aconteceu por motivo da tentativa de golpe de Atalia, tentando assumir um lugar que não era seu por direito. Na história recente do Brasil, vimos algo semelhante com o golpe militar de 1964. Militares ocuparam lugar que não lhes pertencia, interromperam o processo democrático, limitaram a liberdade de expressão, estabeleceram o medo na sociedade, torturan­do e matando pessoas. Graças a Deus isto já passou. Recentemente, o mesmo aconteceu no

Haiti, levando a sociedade a uma confusão total. Um líder, um presidente, um rei precisam ter legitimidade em sua função. Todas as vezes que alguém ocupa um lugar que não é seu por direito, a confusão se estabelece.

APLICAÇÕES

Joás reinou quarenta anos em Judá. No período de seu reinado, caracterizado por uma ampla reforma, podemos destacar algumas verdades. Vejamos:

1. O BENEFÍCIO DE UMA BOA ASSESSORIA

Quando se lê a história do rei Joás, percebe-se claramente que o seu sucesso inicial aconteceu por ter ele sido bem assessorado. Joás era ainda um garoto de apenas sete anos quando assumiu o trono. Na sua menoridade ele foi muito bem assessorado pelo sacerdote Joiada, que o protegeu da morte quando Atalia assumiu o trono. Ninguém governa sozinho. Um presidente, um governador, um rei e até mesmo um ditador, precisam de cooperadores para dirigir o Estado.

Dificilmente o rei conseguiria fazer alguma coisa boa se não fosse a assessoria e a influên­cia do sacerdote Joiada. O texto bíblico registra este detalhe: “Fez Joás o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada”(II Cr 24.2). Joiada era um homem de virtudes essen­ciais a um cooperador. Era um homem paciente, preparado, determinado e dedicado, com uma vida santificada ao Senhor. Bons ministros, bons secretários, bons companheiros, são prelúdio de um bom governo e um bom Estado. Como afirma Maquiavel, “o príncipe é conhecido por aqueles que o rodeiam”. Alegra-nos, ao ler a história do reinado de Joás, perceber a benéfica influência de um homem levando o povo ao bem comum. Joiada foi tão influente que, quando faleceu, recebeu honras de um rei. “Sepultaram-no na cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel, e para com Deus e a sua casa” (II Cr 24.16). O pequeno brilho do reinado de Joás deve-se a este ótimo assessor. Samuel J. Schultz, autor do livro “A História de Israel”, fala desta influência de Joiada, dizendò: “Enquanto ele estava vivo, prevaleceu o interesse geral pela verdadeira religião”.

Na vida diária, precisamos ser orientados por pessoas assim. Uma boa orientação, um bom conselho, uma boa assistência, isto é fundamental. Sejamos humildes e tenhamos a visão da­queles que são competentes para nos assessorar.

2. O VALOR DE UMA BOA ALIANÇA

No reinado de terror de Atália ocorreu uma drástica mudança no clima religioso. Atalia era adepta do culto a Baal e essa foi uma prática comum na Jerusalém daqueles dias. Contudo, ainda sob a influência de Joiada, o rei Joás assume o trono com novas perspectivas religiosas. O texto bíblico registra: “Joiada fez aliança entre o Senhor e o rei e o povo, para serem eles o povo do Senhor; como também entre o rei e o povo” (II Rs 11.17). Esta aliança foi Uma volta à verdadeira religião. Como resultado desta aliança Joás resolveu “restaurar a casa do Senhor”(II Cr 24.4), levando o povo a uma restauração religiosa. Atalia e seus filhos tinham destruído o templo do Senhor e usavam os utensílios sagrados do templo no serviço dos Baalins (II Cr. 24.7).

Como fruto desta aliança com o Senhor, o rei também colocou ordem na maneira de se receber o imposto do povo para a obra de reparação no templo. O rei deu ordem e “fizeram um cofre e o puseram do lado de fora, à porta da casa do Senhor” (II Cr 24.8). Vale a pena registrar que até hoje a maioria das igrejas cristãs conservam este pequeno cofre, chamado de gazofilácio, onde os cristãos alegremente depositam seus dízimos e ofertas ao Senhor, cumprindo assim a determinação bíblica (Ml 3.10).

Através desta aliança também elimina-se de Judá o culto a Baal com destruição do seu templo e a morte do sacerdote Matã (II Cr 24.17). Ainda como fruto desta aliança entre o rei e o Senhor, o rei entrou numa aliança muito feliz: ele fez uma “aliança com o povo”. Esta aliança dá legitimidade e sustentação a qualquer governo. O povo quer viver uma vida tranqüila, sem perturbações de um mau governo. Com a aliança feita, o “povo se alegrou e a cidade ficou tranqüila” (II Rs 11.20).

Nossas alianças devem produzir bons frutos para as pessoas. Frequentemente vemos pessoas com medo de abrir seus negócios ou empresas por causa da interferência, nem sempre boa, do Estado. Que bom seria se os nossos governantes entrassem numa aliança com o Senhor Deus, levando o povo a uma autêntica adoração e entrando numa aliança com o próprio povo. Este é um alvo da democracia que precisa ser resgatado: governo e povo em plena harmonia – um existindo para o bem-estar do outro.

3. UM ERRO FATAL

A história do reinado de Joás muda completamente após a morte de Joiada. J.D. Douglas, organizador de “O Novo Dicionário da Bíblia” diz o seguinte a respeito desse fato: “Fazendo ouvidos moucos às advertências proféticas… Joás se cercou dentro de sua própria destruição”. A apostasia voltou a todo vapor, quando os príncipes de Judá persuadiram o rei a reverter aos ídolos e ao culto dos postes-ídolos. Advertidos por vários profetas (II Cr 24.19) para “voltarem ao Senhor”, Não deram ouvidos à voz destes. A decadência do reino e do rei chega ao cúmulo do assassinato de Zacarias, filho de Joiada, quando este, falando em nome do Senhor, condena a transgressão dos mandamentos do Senhor (II Cr 24.20). Por mandado do rei, Zacarias foi apedrejado, “no pátio da casa do Senhor” (II Cr 24.21). Nosso Senhor Jesus Cristo mencionou a morte de um Zacarias, muito provavelmente referindo-se a esta morte (Mt 23.35).

Joás desprezou completamente as profecias dos homens de Deus e esqueceu-se rapida­mente de seu assessor Joiada. Cometeu um erro fatal. Abandonou os mandamentos do Senhor; deu ouvidos à voz dos príncipes de Judá fazendo voltar a idolatria no meio do povo; rompeu a aliança com Deus e com o povo. Além destas coisas, Joás, que havia reparado o templo do Senhor, resolveu profaná-lo, tomando os utensílios sagrados, bem como todo o “ouro que se achava nos tesouros da casa do Senhor”, entregando-os a Hazael, rei da Síria, numa espécie de suborno para evitar o ataque deste rei a Judá.

Quantos governadores, presidentes e líderes têm um fim trágico porque cometem este erro fatal perdendo a confiança do povo, tal qual o salmista nos adverte: “Muitas serão as penas dos que trocam o Senhor por outros deuses” (SI 16.4). No transcurso de um governo o final é tão importante quanto um bom começo. O erro de Joás no final de seu reinado foi fatal, pois, custou-lhe a vida. O exército dos sírios, com poucos homens, derrotou um exército numeroso de judeus e feriu a Joás. Seus servos, ao invés de curá-lo, deram-lhe o golpe mortal. No seu sepultamento não lhe deram as honras de um rei (II Cr. 24.26), Joás não soube aproveitar o bom começo de seu reinado.

DISCUSSÃO

· À semelhança de Joás, por que tantos líderes começam bem e terminal mal?

· Diz o ditado: “Diga-me com quem andas e eu direi quem és”. O que você acha disso?

· E possível ser um bom governante e ser um bom cristão? Por quê?

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Estudo EBD Geisel. Tema: Josafa, Poucos defeitos e muitos feitos.

Estudo EBD Geisel

JOSAFA:

POUCOS DEFEITOS E MUITOS FEITOS

II Crônicas 17

Muitos são os governos que se iniciam em torno de promessas e propostas boas, que criam expectativas na população, mas que aos poucos vão desabando em função de decisões mal tomadas, incompetência e até mesmo corrupção. Tais governos são, muitas vezes, destruídos pelos seus próprios defeitos.

A história recente do Brasil registra uma situação semelhante a esta, que culminou com o impedimento de um presidente eleito. Os defeitos do próprio governo o derrubaram.

Não são poucas as administrações, tanto a nível municipal, quanto estadual e federal, que têm apresentado muitos e graves defeitos.

Mas o estudo de hoje nos traz um governo que apresenta o contrário disso. E o governo de Josafá; marcado por poucos defeitos e muitos feitos.

 

AMBIENTE HISTÓRICO

Morto o rei Asa, o trono é assumido por seu filho Josafá, que reina 25 anos.

Sua mãe chamava-se Azuba (I Rs 22.42). Josafá reinou em Judá, em tempos que Acabe -aquele dos tempos do profeta Elias, reinava em Israel. Se, por um lado, o reinado de Acabe em Israel foi marcado pelas alianças com Jezabel, idolatria e distanciamento de Deus, o reinado de Josafá foi bem menos conturbado, pelos lados de Judá. Josafá seguiu os caminhos de seu pai, Asa. Tornou-se um bom governante, realizando feitos importantes, mas que também deixam transparecer seus defeitos, como associar-se a Acabe em uma guerra contra Ramote-Gileade (II Cr 19.1-3). Contudo, a situação em que ele herdou o trono, requeria uma reforma completa no país, que cambaleava trôpego entre seus muitos pecados. Josafá iniciou então uma reforma completa em seu reino, já no terceiro ano de governo, tentando resgatar os áureos tempos do povo de Deus. Do reinado de Josafá é possível extrair as seguintes lições que se aplicam ao povo de Deus hoje e que atestam os grandes feitos desse reino:

1. OUSADIA E CORAGEM

O texto evidencia que, para começar a tratar dos problemas que assolavam a nação, problemas crônicos, debilitadores, opressores, o rei Josafá precisaria muito mais do que um governo carismático, cativante ou populista. Precisaria de ousadia e coragem. Isto porque a classe que se beneficiava com aquela situação jamais aceitava pacificamente mudanças. Isto implicaria em perda de controle da situação e desinstalação de um sistema solidificado. E quando se mexe em coisas como estas, fatalmente as oposições, as difamações, as manifestações truculentas de discordância se evidenciam. E aí então, vem a necessidade da ousadia e da coragem que o texto declara: “Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir os caminhos do Senhor” (17.6).

O apóstolo Paulo afirma que “Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação”(II Tm 1.7). A avaliação que Deus fez dos os soldados do exército de Gideão, tinha como primeira prova a coragem (Jz 7.2-3).

A Igreja cristã partiu para as ruas de Jerusalém no início do Cristianismo, com toda intrepidez e ousadia, que são próprias de uma comunidade cheia do Espírito Santo de Deus (At 4.5-31). Os reformadores do século XVI precisaram de coragem e ousadia para enfrentar a Igreja Romana, detentora do poder (inclusive secular), desafiando a própria morte e a condenação às fogueiras da Inquisição para trazer a lume o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Como entender que hoje em dia a Igreja, ao invés de se levantar ousadamente contra as explorações, a mentira, os sistemas opressivos e distorsivos, se cala e muitas vezes é conivente com a situação? Como entender uma liderança evangélica que se omite nos conselhos e diretorias das próprias igrejas, sem coragem para promover reformas vitais?

2. RESGATE DA PALAVRA DE DEUS

Quando Josafá se inflamou pela realização de uma reforma em seu reino, o texto diz que ele buscou resgatar e se orientar pelos valores seguros e essenciais para o povo de Israel, a Palavra de Deus. O texto afirma que Josafá enviou seus líderes às cidades com a missão de ensinar, educar e informar o povo (v.9). A preocupação de Josafá era a de que um povo sem instrução, sem educação, sem ensino, seria um povo deformado, facilmente manipulado e ignorante ao processo de reedificação nacional. Para tal, Josafá exigiu que a Lei de Deus fosse levada junto, para ser transmitida, ensinada, debatida, recebida e anexada à vida e ao caráter nacional.

O salmista afirma: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma, o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos”(Sl 19.7-9). E pela Palavra de Deus que se forma o homem e que se dá uma orientação segura.

Uma preocupação que devemos ter na vida da Igreja hoje, é a constante relativização que se tem feito da Palavra de Deus. Vemos em muitos púlpitos, mensagens que relativizam o pecado, que descaracterizam a fé, que negam os absolutos da verdade cristã, em favor de uma absolutização do homem. A fé tem sido pregada como uma alternativa para ignorantes. Na verdade, os valores da Palavra de Deus são essenciais para uma reforma nacional,

eclesial e do caráter humano. Se a Palavra é tão importante, como entender, a indiferença pelo seu estudo nas Igrejas atualmente?

3. VIGILANCIA E COERENCIA

A luta de Josafá por melhorias na vida do povo, quase desvaneceu em virtude de uma aliança mal feita com Acabe. A sede de poder de Acabe, o desejo de domínio, de fazer guerra contra seus adversários e vizinhos, levou a falsas profecias, a uma orientação insegura e fraudulenta de profetas que estavam a serviço de agradar ao rei e não a serviço do Rei dos reis (II Cr 18.1-11).

A preocupação de Josafá em ensinar a Lei do Senhor como regra suprema para o comportamento social, espiritual e familiar, como orientação sólida para todos os instantes da vida, quase naufragou pela influência de Acabe que, ao manipular as profecias, rejeitava a proposta que Josafá em seu reino estabelecia.

A falta de vigilância tem levado a Igreja cristã a se amoldar novamente a parâmetros e pressupostos humanos, muitas vezes distorcendo a Palavra de Deus e negando seu real valor de orientação sólida para a vida. Por outro lado, a incoerência se manifesta quando se é a favor da Palavra, mas até certos limites: quando esta não vem a desinstalar as pessoas de sua vida opressora, regalada e pecaminosa. Assim sendo, há uma expressão majestosa dos reformadores do século XVI que afirma: “Igreja reformada, sempre se reformando”. Para que isto possa ser real, a Igreja deve prezar pela coerência, o que traz credibilidade, e pela vigilância, o que traz estabilidade.

De que a sua Igreja precisa mais: reformar o templo ou as estruturas e vidas que dela fazem parte?

DISCUSSÃO

1. A liderança evangélica hoje tem demonstrado ousadia e coragem para propor mudanças necessárias?

2. As inovações verificadas no meio evangélico atualmente, têm apoio Escriturístico? Exemplifique.

3. A Igreja hoje tem revelado coerência entre a prática e a sua pregação dos valores do Reino?

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NOTA DE GRATIDÃO AOS NOSSOS LEITORES…

Nosso site ultrapassou a marca de 3 milhões de acessos. Agradecemos a Deus pela vida de todos vocês que acompanham as publicações que são postadas periodicamente aqui neste espaço.

Hoje o site josiasmoura.com tem sido acessado amplamente por professores de teologia, pastores, lideres, e cristãos em geral que buscam o conhecimento bíblico.

Que Deus abençoe a todos…

 

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ESTUDO EBD. TEMA: ACABE, A INFELIZ TRAJETORIA DE UM HOMEM SEM REFERENCIAS

Escola Biblica dominical da Igreja do Betel Brasileiro Geisel. Site: www.josiasmoura.com

ACABE

A INFELIZ TRAJETÓRIA DE UM HOMEM SEM REFERENCIAIS!

I REIS 16.29-34

Inspirados em Provérbios 14.12, os compositores evangélicos Paulo Cézar e Jayro T. Gon­çalves escreveram uma música intitulada “Caminhos”, e num trecho da canção declaram: “Pos­so andar em caminhos que eu mesmo quis construir/ Posso fazer o que quero, agradando só a mim/ Mas plena paz não posso alcançar/ Há caminho, que ao homem, parece ser bom/ Mas seu fim não é o melhor.”

Infelizmente, esta não foi a compreensão do personagem a ser estudado: o rei Acabe. Ele figura na lista dos reis de Israel como um dos mais infiéis. Não observou os caminhos do Se­nhor: viveu uma vida completamente sem referenciais, fazendo somente o que era mau.

Em nossos dias também, muitos são os que têm escolhido caminhos errados, seguindo sem direção.

AMBIENTE HISTÓRICO

Acabe, filho e sucessor de Onri, foi o sétimo rei de Israel e reinou durante 22 anos, sendo sucedido por seu filho Acazias. Segundo o relato bíblico, Acabe fez “o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele”. O seu reinado foi marcado por idolatria, apoio ao paganismo, perseguição aos profetas do Senhor e constantes guerras contra a Síria.

A história do rei Acabe põe em cena outros nomes importantes da época, a saber: Jezabel, a impiedosa mulher a quem Acabe tomou por esposa e que exerceu tremenda influência em sua vida, pois o instigava a fazer o que era mau (21.25); Elias, o ousado profeta do Senhor, que confrontava Acabe por causa de seus pecados, sendo por isso perseguido (21.20); Nabote, símbolo das vítimas do abuso de poder do rei e da rainha, o qual foi apedrejado por se recusar a vender ao rei uma propriedade que lhe pertencia (21.1-16).

A história do reinado de Acabe está registrada em I Reis 16.29 a 22.40. A vida desse rei pode ser tomada como exemplo da infeliz trajetória de um homem sem referenciais para a vida.Como aconteceu nos dias de Acabe, hoje também o Senhor e a Sua Palavra têm sido despreza­dos por muitos. E o misticismo e a atenção aos falsos profetas têm sido a opção de inúmeras pessoas. Destacamos a seguir, alguns dos perigos e as trágicas conseqüências da ausência de referenciais corretos para a vida.

1. O PECADO DA IDOLATRIA

Acerca da idolatria a que Acabe se entregou, o texto aponta duas questões agravantes: seguiu os pecados de Jeroboão e casou-se com Jezabel (16.30-33).

O rei Jeroboão havia edificado em Dã e Betel santuários para concorrer com o templo de Jerusalém (motivos políticos). Também incentivou o sincretismo religioso, misturando o culto do Senhor com o de Baal. Além disso, profanou o sacerdócio, pois, a quem queria constituía e consagra como sacerdote (12.25-31; 13.33-34). Acabe, não apenas preservou esse padrão de culto; como se não bastasse, foi mais longe ao tomar por esposa a Jezabel. O deus de Jezabel era Baal e com o casamento esse culto pagão foi mais e mais fortalecido em Israel. Cerca de 850 profetas estavam a serviço do culto pagão em Israel. Baal era servido por 450 profetas e a deusa Aserápor400 (18.19). Jezabel exerceu grande influência para que Acabe perdesse os referenciais bíblicos, desviando-se completamente do Senhor e trilhasse os caminhos da idolatria.

Quando o ser humano perde os referenciais e ignora o alvo a seguir, abandonando a Palavra de Deus e deixando de olhar firmemente para o Autor e Consumador da Fé – Jesus – torna-se suscetível para entregar-se à idolatria. Por causa das vantagens políticas, Acabe abandonou o Deus de Israel e entregou-se à idolatria. O relato de I Reis 21.25-26 diz que ele “se vendeu paru fazer o que era mau…” Hoje também há muitos que se vendem, abandonam a Deus, perdem os referenciais e seguem a outros “deuses” por causa de supostas vantagens.

2. A ATENÇÃO AOS FALSOS PROFETAS

Quando Josafá, rei de Judá, se juntou a Acabe para guerrearem contra a Síria, sugeriu a Acabc que consultasse primeiro a palavra do Senhor, acerca da viabilidade desse projeto. Então o rei ajuntou cerca de 400 falsos profetas (provavelmente serviam à deusa Aserá, pois os de Baal já estavam mortos) e se pôs a ouvi-los. Acabe tinha prazer em ouvir estes profetas, pois eles profetizavam o que lhe interessava (22.5-6,12). Inconformado, Josafá perguntou: “Não há aqui algum profeta do Se­nhor para o consultarmos?” (22.7). Acabe respondeu: “Há um ainda, por quem consultar ao Senhor, porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. Este é Micaías…” (22.8). O texto não esclarece, mas parece que Elias havia se afastado de Samaria, pois só reaparece quando Acazias, sucessor de Acabe está reinando (II Rs 1). Ao ser convocado, Micaías disse que falaria somente o que o Senhor lhe dissesse, mas, como era de se esperar, o rei não gostou da mensagem (22.17-18). Por isso ordenou que Micaías fosse lançado na prisão e castigado com escassez de pão e água até que ele retornasse da guerra vitorioso e em paz (22.26-27).

Optando pelos conselhos dos falsos profetas, subiu para a guerra, mas a batalha terminou no mesmo dia em que começou, pois ele foi ferido e à tarde morreu (22.29-36).

A insensatez e o trágico desfecho da história de Acabe retratam o proceder daqueles que perdem os referenciais para a vida. Dão atenção aos falsos profetas, se embrenham pelos perigosos caminhos da magia, do espiritismo, do esoterismo e das vãs filosofias, e o fim é sempre desastroso. É por isso que Jesus adverte: “Acautelai-vos dos falsos profetas…” (Mt. 7.15; 24.23-25; I Jo 4.16).

3. A CONIVÊNCIA COM A INJUSTIÇA

O relato bíblico dá a entender que a injustiça praticada no reinado de Acabe, cm grande parte foi movida por Jezabel, mulher impetuosa e cruel. Era ela quem exterminava os profetas do Senhor (18.4). Foi ela quem jurou que faria a Elias o mesmo que ele fez com os profetas de

Baal (19.1-3). Foi ainda Jezabel quem tramou a morte injusta de Nabote, sob falsas acusações, porque ele se recusou a vender ao rei a sua plantação de uvas (21.5-16).

Em todos estes episódios, o que se percebe é a conivência de Acabe. Ele era o rei, mas fazia vistas grossas diante desses graves atos de injustiça.

Quando o homem perde os referenciais para a vida, toma-se insensível e vê a injustiça como algo normal, algo que não inquieta, que não incomoda a consciência. Mesmo sabendo de tudo, Acabe desceu para a vinha, a fim de tomá-la por posse, como se nada de errado tivesse acontecido (21.17-19).

A falta de compromisso com Deus e com a sua Palavra, certamente é o que tem levado muitos de nossos governantes, bem como pessoas de entre o povo e até da igreja, à atitude de conivência com a injustiça em suas múltiplas formas de manifestação. Mas a Palavra de Deus adverte contra a injustiça (Pv 22.8; Jr. 22.3).

4. RESISTÊNCIA À PALAVRA DO SENHOR

Quando o indivíduo abandona o Senhor e perde os referenciais para a vida, fica como que vacinado contra a Palavra do Senhor. Isto está evidente na atitude de Acabe diante de Elias (18.15-18). A presença e as palavras de Elias incomodavam, pois ele falava da parte do Senhor. E o que o Senhor tinha para dizer a Acabe através do profeta, naturalmente não eram coisas boas. Ele resistia à Palavra do Senhor e considerava o profeta Elias como “o maior criador de problemas em Israel” e um inimigo (18.17; 21.20, BLH).

Quanto ao outro profeta, Micaías, o rei também não gostava de ouvi-lo, pois a sua palavra era sempre dura (22.7-8).

Quando o indivíduo está longe de Deus, entregue aos desejos do coração e sem direção, a Palavra do Senhor realmente incomoda e torna-se insuportável.

Segundo o apóstolo Paulo, chegará um tempo em que muitos “Não suportarão a sã doutri­na; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentin­do coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (II Tm 4.3,4). Será que já não estamos vivendo esse tempo?

5. O CASTIGO PELA INFIDELIDADE

A palavra de juízo do Senhor veio a Acabe, através do profeta Elias (21.19-24). O futuro reservado a Acabe era trágico. O que lhe aguardava era humilhação, desonra e a destruição das futuras gerações, como conseqüência de todos os seus pecados. Apesar de ter se humilhado pe­rante o Senhor (21.27-29), o fato é que o castigo pela infidelidade apenas foi adiado. O preço da infidelidade é muito elevado. Não adianta se rebelar contra Deus. O salmista Asafe declarou: “Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo” (Sl 73.27).

A experiência de Acabe deixa-nos lições sobre os riscos e as conseqüência de uma vida sem referenciais, ou seja, uma vida que exclui a Bíblia como única regra de fé e prática e que substitui o compromisso com Deus por outras supostas vantagens.

DISCUSSÃO

1. Qual tem sido a atitude do povo hoje, diante dos falsos profetas?

2. Você acha que a Igreja hoje tem confrontado os maus governos, a exemplo do profeta Elias?

3. O que distingue hoje o remanescente fiel, da maioria do povo?

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ESTUDO EBD GEISEL DIA 11.08.2013. TEMA: ASA, NINGUEM É PERFEITO MAS PODE-SE MELHORAR

Escola dominical da Igreja Betel Brasileiro – site: www.joiasmoura.wordpress.com

ASA

NINGUEM É PERFEITO,

MAS PODE-SE MELHORAR!

II CRÔNICAS 14.1-8

Guerra ou Paz? Você é quem faz!

Será que é assim mesmo na vida? Pode ser. No reinado de Asa, as duas coisas acontece­ram. O povo viveu um bom período de paz e depois viveu um período conturbado, com ameaças e rumores de guerras. Nas duas situações, a atuação do rei tinha sempre muita relevância e poderia resultar em guerra ou paz. Essas duas palavras saltam aos olhos no reinado de Asa. Dois profetas do Senhor trazem duas realidades ao rei. Um, Azarias, traz uma palavra de estímulo, promovendo a paz, e o outro, Hanani, traz uma repreensão severa, pois o rei estava começando a promover a guerra.

Asa foi bom rei e muito querido pelo povo, contudo, teve lá os seus deslizes. Aprenda­mos com o reinado deste bisneto do rei Salomão.

AMBIENTE HISTORICO

Asa foi o terceiro rei de Judá após a divisão entre reino do norte e reino do sul. Seu pai, Abias, reinou apenas por três anos em Jerusalém. Ele não aboliu o culto ao Senhor no templo, mas permitiu a abundante adoração a divindades estrangeiras. Asa assume o trono num ambiente de intensa idolatria. Reinou durante quarenta e um anos. Em seu reinado destacam-se as condições pacíficas em que viveu o povo pelo menos durante os primeiros dez anos de governo.

Após alguns anos de paz, Asa enfrenta seu primeiro confronto, derrotando o poderoso exército de Zerá. Estimulado pelo profeta Azarias após esta brilhante vitória, Asa põe corajosamente em execução a sua reforma, por todo o reino, destruindo ídolos de vários lugares, levando o povo a um compromisso de servir a Deus de todo o coração. Com o apoio popular, Asa destituiu a Maaca, a rainha-mãe e destruiu a imagem de Aserá, “deusa da fertilidade”, adorada naqueles tempos, construída sob as ordens da rainha.

As reformas de Asa agradaram a todo o povo. Até mesmo alguns de Israel vieram para Jerusalém ao verem que o “Senhor Deus era com ele” (II Cr 15.9). No seu longo reinado enfrentou duas guerras. Em uma derrotou completamente o inimigo porque confiara no Senhor (II Cr 14.11) e noutra cometeu um deslize ao fazer uma aliança com Ben-Hadade, rei da Síria, para enfrentar Baasa, rei de Israel (II Cr 16.2-3). Por esta aliança foi repreen­dido pelo profeta Hanani, “porém Asa se indignou contra o vidente, e o lançou no cárcere, no tronco… e na mesma ocasião oprimiu a alguns do povo” (II Cr 16.10).

É interessante notar que nos governos atuais ainda perdura a política de alianças incon­venientes para atingir os objetivos do poder. Os governos e as pessoas em sua maioria não querem saber de aliança com o Senhor.

A reflexão sobre o reinado de Asa certamente jogará luz sobre nossas vidas. Nesta reflexão destacamos alguns ensinamentos, como segue:

1. DESTRUINDO O MAL – CONSTRUINDO O BEM

Os dias iniciais de Asa foram de muita paz. Esta paz foi fruto da própria ação do rei e seu povo. Os primeiros registros das atividades de Asa falam do combate ao mal: “Aboliu os alta­res… quebrou as colunas… cortou os postes-ídolos” (II Cr 14.3). Enfrentou com um exército minoritário um exército de um milhão de homens, onde ficou conhecida a sua total dependência de Deus ao fazer uma oração: “Senhor, além de ti não há quem possa socorrer numa batalha entre o poderoso e o fraco; ajuda-nos, pois, Senhor nosso Deus, porque em ti confiamos, e no teu nome vamos contra esta multidão. Senhor, tu és nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem” (II Cr 14.11). Ele não poupou esforços para aniquilar o mal no reino de Judá.

Contudo, num bom governo não basta o combate ostensivo às circunstâncias malignas; é preciso construir o bem. Este é o verdadeiro objetivo da política: “Asa fez o que era bom e reto perante o Senhor (II Cr 14.2); deu ordens ao povo para que buscasse o Senhor Deus e observasse a Lei; edificou cidades fortificadas e houve paz no seu reinado (II Cr 14.5-7). Na construção do bem, o Senhor mandou o profeta Azarias, estimulando-o a implantar uma reforma religiosa, uma autêntica busca ao Senhor Deus (II Cr 15.1-7). O Senhor Deus é o verdadeiro construtor de todo o bem: “Onde há dependência de Deus haverá vitória sobre os inimigos”, diz S.B. McNair (em “A Bíblia Explicada”). O rei tirou as abominações que estavam impedindo a autêntica adoração. Que abominações temos tirado de nossas vidas? Temos combatido o mal e construído o bem? O que precisa ser mudado?

Asa nos dá o exemplo de que é possível destruir o mal, porém, mais do que isso, construir o bem.

2. PASSADO ESQUECIDO – PRESENTE TRÁGICO

“No trigésimo sexto ano do reinado de Asa subiu Baasa, rei de Israel, contra Judá”, agredindo assim a paz alcançada por Asa. A atitude do rei não foi mais a mesma de quando enfrentou os etíopes. Agora ele não ora ao Senhor pedindo auxílio. Ele faz uma aliança com Ben-Hadade, rei da Síria, enviando-lhe presentes tirados da casa do Senhor, tentando con­seguir o apoio do mesmo, o que consegue, e Baasa deixa de ser uma ameaça. Naquele tempo, Asa foi veementemente repreendido pelo Profeta Hanani: “Porquanto confiaste no rei da Síria, e não confiaste no Senhor teu Deus, o exército do rei da Síria escapou da tua mão”. Hanani lembra ao rei o passado esquecido: “Acaso não foram os etíopes e os líbios grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Porém tendo tu confiado no Senhor, ele os entregou nas tuas mãos” (II Cr 16.7-8). O passado nunca pode ser desprezado. Asa cometeu o mesmo erro do povo de Israel quando estava sob a liderança de Moisés. Não obstante as maravilhas operadas pela mão do Senhor, o povo esquecia facilmente e murmu­rava contra o Senhor (Ex 16.2-4). Sempre que se esquece as experiências do passado, o presente corre o risco de ser trágico. Foi assim com Asa e será com todos que não aprendem com a história. Todo governo deve olhar para o passado e aprender com ele, evitando erros no presente e no futuro. Quem não dá valor ao seu passado, poderá comprometer completa­mente a sua vida. Asa conquistou a vitória, mas perdeu muito na dignidade e no testemu­nho. Já se tornou corrente dizer que o povo brasileiro não tem memória. Esquece facilmente o seu passado. Precisamos nos convencer de que, o povo que ignora o seu passado, certa­mente repetirá muitos erros.

3. RECURSOS HUMANOS – RECURSOS DIVINOS

Ao final de seu reinado, Asa foi acometido de uma doença muito grave nos pés. Entre­tanto, “na sua enfermidade não recorreu ao Senhor, mas confiou nos médicos”(II Cr 16.12). Desprezou por completo Aquele que o livrara de Zerá com um grande milagre.

Os Evangelhos registram a história de uma mulher enferma que gastou com os médicos tudo o que possuía, mas não desprezou a ajuda do Senhor Jesus Cristo, e com apenas um toque de fé foi curada (Lc 8.43-48). A vida cristã nos ensina que deve haver um perfeito equilíbrio entre os recursos humanos e os recursos divinos e que nunca devemos desprezar um em detrimento do outro. Os médicos são importantíssimos quando se trata de uma enfermidade, seja ela qual for. Mas, também não devemos esquecer aquele que é o Médico dos médicos. Infelizmente, também hoje há aqueles que desprezam completamente os re­cursos da medicina dizendo que o cristão não precisa de médico algum. Isto não é verdade! A cura de Deus não anula aquilo que a medicina pode fazer, até porque a medicina é um instrumento de Deus para a nossa saúde. Não condenamos Asa por ter buscado os recursos médicos; o seu erro foi ter feito isto abandonando os recursos do Senhor. Acabou morrendo. O equilíbrio é uma grande virtude do Cristianismo, principalmente em se tratando de re­cursos humanos e divinos.

DISCUSSÃO

1. Como encontrar equilíbrio entre recursos humanos e recursos divinos?

2. Em que aspecto o nosso passado pode auxiliar o nosso presente?

3. Qual a maneira correta de se combater o erro?

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