31.08.2014–Lição 04 da EBD. Tema: A defesa de Deus

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A defesa de Deus (3.1-5)

Texto base: Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim….(3.1-5).

Deus é santo, tem o controle da História e manifestará o Seu julgamento contra aqueles que pervertem a Sua lei. Diante da pergunta: “Onde está o Deus do juízo?” o Senhor responde: O Deus do juízo virá. Malaquias fala da primeira e da segunda vinda de Cristo ao mesmo tempo. Como Ele virá?

1) Vários argumentos são usados aqui, nessa defesa do Deus do juízo.

Em primeiro lugar, o Deus do juízo virá certamente (3.1).

Deus está com as rédeas da História nas mãos. Pode parecer que os grandes impérios é que estão no controle, que os poderosos é que dirigem a História. Mas Deus é quem está assentado no trono. Ele é quem governa. Ele levanta reis e abate reis. Ele virá para estabelecer o seu Reino de justiça! Thomas V. Moore diz que nós devemos olhar para Cristo como o verdadeiro Deus, confiar Nele e adorá-Lo. Ele foi chamado o Anjo do Senhor, o Anjo da presença e o Anjo da aliança, que apareceu a Abraão em Manre (Gn 18.1,2,16; 19.1). Ali também Ele foi chamado Jeová. Ele apareceu a Jacó em Betel (Gn 31.11; 48.15); apareceu a Moisés na sarça ardente (Êx 3.2,4,6). Ele foi adiante dos israelitas no deserto em glória (Êx 14.19). Ele entregou a lei no Sinai (At 7.28). Ele conduziu o povo pelo deserto (Is 63.7,9). Ele foi prometido como aquele que faz a nova aliança (Jr 31.31). Ele foi predito por intermédio do profeta Malaquias (3.1). Esse Anjo da aliança é chamado pelo evangelista Marcos de Jesus Cristo, Filho de Deus (Mc 1.1,2).85

O Deus do juízo virá inesperadamente (3.1).

Ele virá repentinamente. Quando Ele veio, Herodes não o esperava e toda a Judéia ficou turbada. Quando Ele vier na Sua segunda vinda, virá como o ladrão, inesperadamente. Sua vinda será como nos dias de Noé: as pessoas estarão cuidando de seus próprios interesses e não se aperceberão quando Ele chegar. Thomas Moore diz que não é suficiente apenas desejar a vinda de Cristo. Muitos a esperaram, mas quando Ele chegou, Sua vinda foi uma esmagadora manifestação da ira (3.1).86 A segunda vinda de Cristo será dia de trevas e não de luz para aqueles que vivem desapercebidamente. Aquele dia os encontrará despreparados e então será tarde demais para buscarem a Deus.

O Deus do juízo virá majestosamente (3.2).

Eles acusavam Deus de ser parcial, mas queriam um Deus parcial, alguém que viria para premiá-los e promovê-los. Eles haviam criado um deus doméstico. Mas Deus é o soberano do universo. Ele vem como juiz de toda a terra. A questão agora não é se Ele vem, mas quem poderá suportar a Sua vinda. Ele vem para perscrutar e julgar. O profeta Amós diz que o dia do Senhor será dia de trevas e não de luz para aqueles que esperam o favor de Deus, mas permanecem em seus pecados (Am 5.18-20).

O Deus do juízo virá para restaurar (3.2-4).

Ele é como o fogo do ourives (3.2). O propósito do ourives é purificar e não destruir. O fogo destrói a escória e purifica o ouro. Esse é um processo doloroso, mas necessário. O fato de Deus nos colocar na fornalha prova duas coisas: somos preciosos para Deus. Ele jamais iria depurar algo imprestável; somos propriedade exclusiva de Deus. O ponto a que o ourives quer chegar é olhar para o ouro puro e ver refletido nele a sua imagem.88

Deus é também como a potassa dos lavandeiros (3.2). A potassa era como sabão, tirava as manchas, a sujeira. O fogo purifica internamente, a potassa lava externamente.

Deus ainda é como o derretedor e purificador do Seu povo (3.3). Deus virá para fazer uma obra não apenas por nós, mas em nós. Deus quer líderes puros. Ele primeiro derrete, depois purifica. Esse é um processo difícil. Ele nos derrete e nos molda. Deus é o purificador dos filhos de Levi. Nós somos uma raça de sacerdotes. Somos adoradores. Nossa vida precisa ser íntegra, para que a nossa oferta seja aceitável. Assim, as aflições são o cadinho de Deus. Quanto mais puro o ouro, mais quente o fogo; quanto mais branca a roupa, mais intenso o uso da potassa do lavandeiro. Quanto mais usado é um ministro, tanto mais afligido ele é. Thomas Moore diz: “Ministros que são eminentemente usados são geralmente eminentemente afligidos”.89

Deus é o restaurador do ofertante e da oferta (3.3,4). O propósito de Deus é restaurar o adorador e a oferta. A vida precede o culto. Primeiro Deus aceita a vida, depois a oferta. Deus tem saudade do passado, do tempo que o povo lhe trazia ofertas agradáveis (Jr 2.2; Ap 2.4).

O Deus do juízo virá para condenar (3.5).

Deus chega para juízo e o juízo começa pela Casa de Deus. Ele chega e se apresenta como testemunha veloz não a favor, mas contra aqueles que praticam o pecado. Deus prova que a acusação contra Ele é infundada. No tribunal, Deus se levanta contra cinco classes de pessoas.

Primeiro, contra os feiticeiros. A feitiçaria e o ocultismo sempre ameaçaram a nação de Israel. Por isso, os profetas condenaram de forma tão veemente os casamentos mistos, porta de entrada do ocultismo na vida do povo. O ocultismo hoje está na moda. Moisés enfrentou os magos. Saul envolveu-se com uma médium. Pedro confrontou a bruxaria de Simão, o mágico. Envolver-se com ocultismo é envolver-se com demônios.

Segundo, contra os adúlteros. Malaquias mostrou no capítulo 2.10-16, que alguns homens estavam abandonando suas mulheres para casar com mulheres pagãs. Estavam cometendo adultério. Estamos vivendo hoje a derrocada da família. Famílias destroçadas produzem igrejas fracas. A idolatração e a banalização do sexo, o homossexualismo, a pornografia e a imoralidade estão sodomizando a cultura ocidental.

Terceiro, contra os que juram falsamente. Muitos homens estavam cometendo perjúrio, quebrando os votos conjugais. Os mentirosos não herdarão o Reino de Deus (Ap 21.8). A mentira tem procedência maligna. Muita gente já foi ferida de morte com a língua. Ela é fogo, um veneno letal.

Quarto, contra os que defraudam o salário do jornaleiro. Enriquecer com o suor do pobre, retendo com fraude o seu salário e sonegando-lhe o pão é algo grave aos olhos de Deus. O sangue do justo fala ao ouvido de Deus, bem como o salário do jornaleiro retido com fraude (Lv 19.13; Tg 5.4).

Quinto, contra os que oprimem a viúva e o órfão e torcem o direito do estrangeiro. Deus é o defensor daqueles que não têm vez nem voz.

Concluindo, podemos ver a mudança do cenário. Os acusadores agora é que estão no banco dos réus. O Deus do juízo virá, mas eles não suportarão a Sua vinda. Ele virá, mas eles serão julgados e condenados.

A causa da condenação dos réus é declarada: os acusadores de Deus tornaram-se réus condenados porque não temeram a Deus. Quando o homem perde o temor de Deus, ele perde o referencial do certo e do errado. Quando ele perde o temor de Deus ele se corrompe (Ne 5.15). A nossa geração está perdendo o temor de Deus e chafurdando em um pântano lodoso. Oh! que nos preparemos para o glorioso dia de Deus. Aquele dia será de glória indizível para os remidos, mas de trevas para os despreparados! Quando Ele “se chegar para o juízo”, então, a pergunta “onde está o Deus do juízo?” será respondida!

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EDB dia 24.08.2014– Tema: Perigos em relação ao culto

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Lição 03:

Perigos em relação ao culto

(Ml 1.6-14)

Texto base Malaquias 1:6ª: "O filho honra seu pai, e o servo o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? Se eu sou senhor, onde está o temor que me devem?…”

MALAQUIAS INICIA essa mensagem fazendo uma declaração indiscutível: “O filho honra o pai e o servo ao seu Senhor” (1.6). Assim, ele conquista a atenção dos sacerdotes antes de acusá-los.51 A primeira relação envolve afeição e a segunda respeito. Mas os sacerdotes não demonstraram amor nem respeito a Deus. Desde o início, Deus tratou Israel como um filho amado, tirando-o do Egito, dando-lhe uma herança, proteção, revelação sobrenatural e missão especial. Não obstante Israel ser o filho primogênito de Deus (Êx 4.22), ele tornou-se um filho ingrato (Os 11.1) e rebelde (Is 1.2).

Malaquias, também, acusa Israel de uma ingratidão inegável. Como foi que Israel retribuiu ao Senhor Seu amor gracioso? Do amor de Deus, o profeta volta-se para a ingratidão do povo. Deus o tratou como filho, mas Israel não o honrou como pai. Não houve honra nem respeito a Deus.

Malaquias ainda fala sobre uma profanação abominável. O objetivo principal do homem é glorificar a Deus. Por isso, o culto é a essência da vida cristã. Adoração vem antes de missão, pois Deus vem antes do homem. Exatamente o culto foi deturpado e Deus desonrado.

Vejamos quais foram os sinais da decadência do culto.

O perigo de uma liderança decadente (1.6,7)

1) Em primeiro lugar, o perigo de fazer a obra de Deus sem andar com Deus.

Os sacerdotes tinham perdido o relacionamento pessoal com Deus. Eles eram profissionais da religião sem fidelidade à Palavra de Deus e sem vida com Deus. Eles tinham se corrompido doutrinária e moralmente. Eles faziam o contrário do que a Bíblia ensinava. A teologia estava divorciada da vida: chamavam Deus de Pai e Senhor, mas não O honravam nem O respeitavam como tal.

2) O perigo da impureza na vida do adorador (1.8b,9,10)

Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos.

Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta (1.8b,9,10).

Duas verdades exponenciais são enfatizadas por Malaquias.

A primeira delas é que a vida do adorador precisa vir antes da oferta. Ageu e Zacarias tinham conseguido motivar o povo a reconstruir o templo, mas é mais fácil reconstruir a Casa de Deus do que viver nela para a glória de Deus.53 Os sacerdotes estavam oferecendo pão imundo na Casa de Deus. Eles estavam profanando o santuário do Senhor. A oferta deles era um reflexo da vida errada que levavam. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em Espírito e em verdade. Se Deus não aceitar nossa vida, Ele também não aceitará nossa oferta. A oferta, muitas vezes, revela a vida do ofertante. Pecamos contra Deus pela maneira como O cultuamos: irreverência, superficialidade e leviandade. Deus diz: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta” (1.10).

A segunda verdade igualmente importante é que o culto precisa ser em espírito e em verdade. Como dissemos, o culto é bíblico ou é anátema. Os princípios que regem o culto precisam ser emanados da Palavra. Deus não aceita fogo estranho no altar. Deus não aceita sacrifícios impuros no altar. Deus não aceita nada menos que o melhor! O culto precisa ser, também, de todo o coração, com sinceridade, com zelo, com amor, com alegria, com deleite.

3) O perigo de oferecer a Deus as sobras e não as primícias (1.8,9,13,14)

Malaquias é enfático ao afirmar que Deus não aceita nada menos que o melhor. Charles Feinberg interpreta o pensamento de Malaquias, dizendo que é melhor não oferecer sacrifícios do que oferecê-los em vão.

Os sacerdotes estavam trazendo para Deus animais cegos, coxos e enfermos (1.8). Eles estavam trazendo o dilacerado (1.13) e o defeituoso (1.14). Eles estavam oferecendo a Deus o pior, o resto, o imprestável. Eles estavam trazendo até mesmo a carniça. Essa prática era contrária à orientação bíblica, que exigia um animal sem defeito (Lv 22.20; Dt 15.21). Esses sacrifícios deviam ser um tipo do sacrifício perfeito de Cristo (Jo 1.29; 1Pe 1.18-21). Contudo, eles pensavam: para Deus qualquer coisa serve. Eles retribuíam o amor de Deus com descaso! Mas a verdade incontroversa é que Deus não aceita nada menos que o melhor (1.9). Malaquias ergue sua voz para dizer que Deus não aceita esse tipo de culto, vazio, formal, hipócrita, fraudulento, com ofertas que procedem de um coração distante.55

Tendo o povo o melhor, trazia o pior para Deus (1.14). Prometiam primícias e traziam o resto, mas Deus não é Deus de resto. Eles estavam roubando a Deus nos dízimos e pensavam que Deus não estava vendo (3.8). Dionísio Pape diz que é possível contribuir com a obra de Deus e ser um enganador.56

De forma semelhante, Ananias e Safira, na Igreja Primitiva, tentaram enganar a Deus. Eles retiveram parte do dinheiro e disseram que estavam dando tudo. Por isso foram sentenciados à morte. Satanás encheu o coração deles para mentirem ao Espírito Santo (At 5.1-11).

4) O perigo de limitar o poder de Deus (1.5,11,14)

Os vossos olhos o verão, e vós direis: Grande é o Senhor também fora dos limites de Israel [...]. Mas desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras, porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos [...]. Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor um defeituoso; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é terrível entre as nações (1.5,11,14).

Quando deixamos de cumprir os propósitos de Deus, Ele levanta outros para ocupar o nosso lugar. Não há pessoas insubstituíveis na obra de Deus. Ele não precisa de nós; nós é quem precisamos Dele. Deus não precisa do nosso culto, nós é quem precisamos cultuá-Lo. Nosso culto não pode fazer Deus melhor nem pior. Ele é perfeito em si mesmo. Se não cumprirmos nossa missão, Ele remove o nosso candeeiro e chama outro para ocupar o nosso lugar. De uma pedra Deus pode suscitar filhos a Abraão! Deus sem nós, é Deus; nós sem Deus, somos nada. Não podemos perder o tempo da nossa oportunidade!

Concluímos, dizendo que Deus espera ser honrado pelo Seu povo por Sua grandeza. A honra e a glória dizem respeito a Deus, mas nenhum dos dois será aceito por Ele, se não forem temperados com o mel do amor.

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Curso bíblico de missões em atos–Capitulo 03–Horario: Quintas feiras na Igreja do Betel Brasileiro Geisel

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1. Certo dia de tarde, Pedro e João estavam indo ao Templo para a oração das três horas.

Esboço de 3:1-11:

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Os judeus acostumavam orar três vezes ao dia: na manhã (às nove), na tarde (às três) e na noite (à posta do sol). Nestes horários os judeus devotos e os gentis temerosos de Deus freqüentemente foram ao templo a orar. Pedro e João foram ao templo às três da tarde.

A oração era prioridade na vida dos apóstolos. Eles oraram para receber a promessa do Pai (1.14).

Diante da ameaça do Sinédrio, oraram e pediram mais intrepidez para pregar, e o mundo foi abalado (4.31). Hoje é o mundo que abala a igreja.

Os apóstolos tomaram uma importantíssima decisão: Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra(6.4).

2. Estava ali um homem que tinha nascido coxo. Todos os dias ele era levado para um dos portões do Templo, chamado “Portão Formoso”, a fim de pedir esmolas às pessoas que entravam no pátio do Templo.

A porta a Formosa era uma entrada ao templo, não à cidade. Esta era uma das entradas favoritas e muitas pessoas passavam por ali quando foram adorar. O coxo mendigava em um lugar em que a maioria podia vê-lo.

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3. Quando o coxo viu Pedro e João entrando, pediu uma esmola.

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4. Eles olharam firmemente para ele, e Pedro disse: —Olhe para nós!

A ordem que chamou a atenção. “E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós”.

O mendigo tinha de ser despertado da sua letargia. Necessitava preparar a mente e o coração para receber uma bênção espiritual: “E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa” .

As palavras de Pedro despertaram expectativa e receptividade no mendigo. Foi arrancado do seu estado de desespero, e alguma esperança começou a surgir na sua mente. Ninguém havia falado assim com ele antes.

As pessoas geralmente, lançavam-lhe uma moeda quase sem olhar para ele. Aqui, no entanto, estavam dois homens que lhe dedicavam total atenção, como se tivessem verdadeira preocupação com a situação dele. Certamente era este o prelúdio de um presente fora do comum.

Olha para nós(3.4). Ficamos chocados com esse relato. Dizemos: “Isso fere a nossa teologia. Nós costumamos dizer: ‘Não olhe para nós; olhe para Jesus. Não olhe para os crentes, olhe para Jesus’”. Jesus já havia alertado acerca da conduta dos fariseus: Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem (Mt 23.3).

Talvez você argumente: Como Pedro pôde cometer um erro desses? Alguns chegam até a pensar: Ah! Pedro não teve os nossos professores, não passou pelos nossos seminários.

Mas Pedro aprendeu aos pés de Jesus. A Palavra de Deus diz que somos cartas de Cristo (2Co 3.2). O apóstolo Paulo diz: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo (l Co 11.1).

Pedro e João disseram ao paralítico: Olhe para nós (3.4). Podemos dizer ao mundo: Olhe para nós? Os pais podem dizer aos filhos: Olhem para nós? Os patrões podem dizer a seus empregados: Olhem para nós?

5. O homem olhou para eles, esperando receber alguma coisa.

6. Então Pedro disse: —Não tenho nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou: pelo poder do nome de Jesus Cristo, de Nazaré, levante-se e ande.

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Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinha poder; hoje, a igreja tem prata e ouro, mas não tem poder. O poder não estava em Pedro, mas no nome de Jesus, ou seja, em sua suprema autoridade.

A legendária história de Tomás de Aquino e o papa Inocêncio IV nos vem à mente em conexão com esta passagem. Aquino surpreendeu o papa ao visitá-lo no momento em que este estava contando uma grande quantidade de moedas de ouro e prata. Ao vê-lo, o papa disse: “Irmão, como você pode perceber, não posso dizer mais como Pedro disse ao paralítico: Não tenho ouro nem prata”.

Aquino, então, lhe respondeu: “Isso é verdade, mas também o senhor não pode mais dizer ao paralítico: Levanta e anda!” .

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Foi em nome de Jesus Cristo. A palavra “nome”, conforme o emprego bíblico, está vinculada à personalidade e influência da pessoa.

Quando o Antigo Testamento fala acerca do “nome de Deus”, está tratando da manifestação daquilo que Deus realmente é. E, quando Pedro levantou o coxo em nome de Jesus, estava invocando o poder e a virtude que estão contidos na personalidade de Jesus.

O nome de Jesus é um nome salvador porque representa a pessoa do Salvador. Este nome só pode ser invocado por aqueles que têm verdadeira fé nele (cf. At 19.13-16). “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome… e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão ” (Mc. 16.17,18).

A cura foi realizada mediante a fé. “E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3.16). O coxo exerceu um pouco de fé, ou foi Pedro que exerceu toda a fé? O Senhor sempre requer fé, quando possível, da parte daqueles a quem cura. Portanto, temos a certeza de que este homem deu alguma resposta de fé (cf. At 14.8-10).

Será que o coxo ouvira o Evangelho, de forma que sua fé pôde ser despertada mediante a Palavra de Deus? (Rm 10.17). É provável que o homem já tivesse visto Jesus passar por aquela porta, e que tivesse ouvido acerca dos seus ensinos, crucificação e ressurreição. As pessoas, certamente, tinham comentado perto dele os eventos do Pentecoste e o poder de Jesus para salvar os pecadores.

Pedro e João pararam e discerniram a semente de fé no coração do homem. Falaram palavras que ajudaram à fé expressar-se mais plenamente. Imediatamente à fé frutificou de tal maneira que a folha, a espiga e o grão maduro cresceram de uma só vez.

Por outro lado, pode ser que a autoridade da ordem dada por Pedro, em nome de Jesus, tivesse bastante influência para produzir a fé salvadora. O mendigo pode ter sido suficientemente singelo para crer em tudo quanto Pedro disse.

7. Em seguida Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a se levantar. No mesmo instante os pés e os tornozelos dele ficaram firmes.

8. Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. Depois entrou no pátio do Templo com eles, andando, pulando e agradecendo a Deus.

9. Toda a multidão viu o homem pulando e louvando a Deus.

10. Quando perceberam que aquele era o mendigo que ficava sentado perto do Portão Formoso do Templo, ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido.

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A cura foi levada a efeito mediante poder sobrenatural. “E logo os seus pés e artelhos se firmaram”. Este homem não foi curado pelas sugestões da sua própria mente, vivificando suas energias. Foi, no entanto, pelo poder sobrenatural da parte de Deus que lhe sobreveio de cima e de fora dele.

Jesus prometeu à igreja poder (Lc 24.49). Esse poder viria por intermédio do derramamento do Espírito Santo (1.8). A igreja orou pedindo mais desse poder (4.31). O reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder (l Co. 4.20).

O evangelho é demonstração do Espírito Santo e de poder (l Co 2.4; lTs 1.5). O próprio Jesus não abriu mão desse poder: ao ser batizado no rio Jordão, enquanto orava, os céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre ele (Lc 3.21,22). Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi, pelo mesmo Espírito, conduzido ao deserto (Lc 4.1). No poder do Espírito, regressou à Galileia (Lc 4.14).

Na sinagoga de Nazaré, tomou o livro do profeta Isaías e leu: O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, pelo que me ungiu p ara evangelizar os pobres; enviou-me p ara proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18,19). O apóstolo Pedro testemunhou em Cesareia como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele (10.38).

UMA PREGAÇÃO PODEROSA

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11. O homem que havia sido curado acompanhou Pedro e João. Todas as pessoas estavam admiradas e correram para a parte do pátio do Templo chamada “Alpendre de Salomão”, onde eles estavam.

12. Quando Pedro viu isso, disse ao povo: —Israelitas, por que vocês estão admirados? Por que estão olhando firmemente para nós como se tivéssemos feito este homem andar por causa do nosso próprio poder ou por causa da nossa dedicação a Deus?

O apóstolo aproveitou a oportunidade para pregar. Da mesma forma que o portentoso incidente do Pentecostes serviu de tema para o seu primeiro sermão, a cura do coxo tornou-se o pretexto para o segundo. No primeiro sermão, cerca de três mil pessoas foram convertidas (2.41). Neste segundo sermão, mais duas mil pessoas aceitaram a Palavra (4.4).

O crescimento da igreja está diretamente ligado à pregação fiel da Palavra. A pregação é o principal instrumento a produzir o crescimento saudável da igreja.

Concordo com John Stott quando ele diz que o aspecto mais notável no segundo sermão de Pedro, tal como do primeiro, é o seu fator cristocêntrico. Ele desviou os olhos da multidão do coxo curado e dos apóstolos e os fixou em Cristo, a quem os homens haviam rejeitado, matando-o, mas a quem Deus vindicou, ressuscitando-o dentre os mortos.

Um pregador fiel (3.12). À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como e pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?

O povo se reuniu para ver o milagre e estava inclinado a atribuir a Pedro e João os méritos daquele prodígio. Pedro corrigiu a multidão e não aceitou glória para si mesmo. Pedro era um pregador fiel. O poder para curar não estava nele, mas no nome de Jesus, o Nazareno. A glória não pertencia a Pedro e João, mas unicamente ao Senhor Jesus.

13. "O Deus dos nossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, foi quem deu glória ao seu Servo Jesus. Mas vocês o entregaram às autoridades e o rejeitaram diante de Pilatos; e, quando ele resolveu soltá-lo, vocês não quiseram."

O mesmo Deus dos patriarcas que operou maravilhas no passado é quem está agindo agora, e isso por intermédio de Jesus, seu santo servo. Há profunda conexão entre o passado e o presente.

O Deus que agiu antes é o mesmo que age agora. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Concordo com a declaração de Werner de Boor de que o cristianismo não é uma nova religião.

A mensagem dos cristãos trata do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus dos pais. Esse Deus dos pais é quem glorificou a seu Servo Jesus. Logo, a história de Jesus é a obra desse único Deus vivo, que é o Deus dos patriarcas.105 Pedro usou vários nomes e títulos para descrever Jesus, como: Jesus Cristo, o Nazareno (3.6), o Servo de Deus (3.13), o Santo e o Justo (3.14), o Autor da vida (3.15), o profeta prometido por Moisés (3.22), a pedra rejeitada que se tornou a pedra angular (4.11).

14. Jesus era bom e dedicado a Deus, mas vocês o rejeitaram. Em vez de pedirem a liberdade para ele, pediram que Pilatos soltasse um criminoso.

15. "Assim vocês mataram o Autor da vida; mas Deus o ressuscitou, e nós somos testemunhas disso."

A mensagem de Pedro foi cortante como uma espada. Ele não pregou diante de um auditório; ele fuzilou seus ouvintes com palavras contundentes. Acusou-os de trair e negar Jesus perante o governador romano. Acusou-os de negar o Santo e o Justo e preferir Barrabás, um homicida, a Jesus, o Filho de Deus. Culpou-os de matar o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos. Werner de Boor diz que o agir de Deus e o agir de Israel se contrapõem, lance por lance: Deus glorifica a Jesus; eles o entregam. Deus coloca o Santo e o Justo no meio deles; eles o negam e em troca pedem a absolvição de um homicida. Deus lhes concede o Autor da vida; eles o matam. Eles matam a Jesus, porém Deus o ressuscita dentre os mortos. Pedro não poupa seus ouvintes; antes, mostra-lhes sua culpa extrema.

Pedro não pregou para agradar a audiência, mas para levá-la ao arrependimento. Pedro não era um arauto da conveniência, mas um embaixador de Deus. Sua intenção não era arrancar aplauso dos homens, mas acicatá-los com o aguilhão da verdade.

Warren Wiersbe salienta que o calvário pode ter sido a última palavra do ser humano, mas o sepulcro vazio foi a última palavra de Deus. Ele glorificou seu Filho, ressuscitando-o dentre os mortos e levando-o de volta ao céu. O Cristo entronizado enviara seu Espírito Santo e operava no mundo por meio da igreja. O mendigo curado era uma prova de que Jesus estava vivo.

16. Foi o poder do nome de Jesus que deu forças a este homem. O que vocês estão vendo e sabendo foi feito pela fé no seu nome, pois foi a fé em Jesus que curou este homem em frente de todos vocês.

Não há homens poderosos; há homens cheios do Espírito, usados pelo Deus Todo-poderoso. O homem não é o agente da ação divina, mas apenas instrumento.

O Jesus exaltado é quem realiza os milagres na vida da igreja, pelo poder do Espírito Santo, por intermédio de seus servos. Warren Wiersbe argumenta que ninguém ousaria negar o milagre, pois o mendigo estava lá, diante de todos, em saúde perfeita (3.16; 4.14). Se aceitassem o milagre, teriam de reconhecer que Jesus Cristo era, verdadeiramente, o Filho de Deus e que seu nome tinha poder.

17. —Agora, meus irmãos, eu sei que o que vocês e os seus líderes fizeram com Jesus foi sem saber o que estavam fazendo.

18. Mas Deus cumpriu assim o que havia anunciado há muito tempo pelos profetas, isto é, que o Messias, que ele escolheu, tinha de sofrer.

19. Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que ele perdoe os pecados de vocês.

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20. E também para que tempos de nova força espiritual venham do Senhor, e ele mande Jesus, que ele já tinha escolhido para ser o Messias de vocês.

21. Jesus precisa ficar no céu até chegar o tempo em que todas as coisas serão renovadas, como Deus anunciou há muito tempo pelos seus fiéis mensageiros, os profetas.

22. Pois Moisés disse: “Do meio de vocês o Senhor Deus escolherá e enviará para vocês um profeta, assim como ele me enviou. Obedeçam a tudo o que ele lhes disser.

23. Aquele que não obedecer será separado do povo de Deus e destruído. ”

24. Samuel e todos os profetas que vieram depois dele falaram a respeito destes dias.

25. As promessas que Deus fez por meio dos seus profetas são para vocês. E vocês fazem parte da aliança que Deus fez com os seus antepassados, quando disse para Abraão: “Por meio dos seus descendentes, eu abençoarei todas as nações do mundo. ”

26. —Assim Deus escolheu o seu Servo e o mandou primeiro a vocês, para abençoá-los, e para que cada um de vocês abandone os seus pecados.

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Sermão: Vitória frente as provações da vida

Vitória frente

as provações da vida

Tiago 1: 2-8

2. Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações,

3. sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança;

4. e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.

5. Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.

6. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento.

7. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa,

8. homem vacilante que é, e inconstante em todos os seus caminhos.

1) Introdução

Alguem já disse que “não há pessoa que alcance o topo da montanha sem antes caminhar pelo vale”.

A estrada da vida não é um caminho fácil de percorrer. Ela está cheia de todos os tipos de provações como doenças, acidentes, decepções, tristezas, sofrimento e morte.

O que nós precisamos é de uma maneira infalível para superarmos e triunfarmos diante de todas as provações da vida. E a resposta está na mensagem gloriosa desta passagem: Existe uma maneira de conquistarmos e triunfarmos na vida, não importa quão grave seja a provação ou tentação. Qual seria esse caminho? A principal maneira para vencermos é termos um espírito de alegria e perseverança ao enfrentarmos as provações e tentações da vida.

2) O fato: Teremos muitas provações e tentações (1:2)

A palavra grega usada para provações em toda a epistola de Tiago é “peirasmos” que significa testar, avaliar, por alguém a prova.

Em toda a Bíblia a palavra peirasmos e suas diversas formas são usados para se referir a provações da vida. Mas note que a palavra significa muito mais do que apenas tentar, ela também que dizer…

• Avaliar

• Testar

• Por a prova

Ou seja, as tentações e provações da vida são para nos testar: eles surgem com um propósito benéfico; elas são permitidas por Deus para um bom propósito. Qual seria o propósito? Para tornar-nos mais fortes e mais puros.

⇒Quando vencemos a provação, nós nos tornamos uma pessoa muito mais pura santo, valiosa e justa.

⇒Quando triunfantemente vencemos as provações da vida, nos tornamos uma pessoa muito mais forte, mais firme, resistente e perseverante.

⇒Quando superamos ás provas, nos tornamos uma testemunha para todos aqueles que nos veem: demonstramos a presença viva e o poder de Cristo, de que Ele realmente vive em nossos corações e atitudes e vai nos conceder a vida eterna.

Como dissemos, Deus permite as provações para um propósito bom e benéfico: A sermos posto à prova nos tornarmos muito mais forte e muito mais puros e justos. Deus deseja que enfrentemos e vençamos as tentações e provações da vida para nos tornarmos muito mais parecido com Cristo, e para através de nossas conquistas possamos fazer Cristo mais plenamente conhecido no mundo.

Observe uma outra coisa que Tiago diz: ele disse que vamos passar por diversas provações. O estudioso grego AT Robertson comenta: "Essa palavra significa que seremos cercado (peri) por diversas provações".

A idéia é que passaremos por muitas provações e tentações de todos os tipos e de toda espécie. Mas devemos sempre ter em mente que não importa qual seja a prova ou tentação, é para o nosso bem e para o nosso benefício. É para nos ajudar. É para capacitarmos a tornar-nos mais fortes e muito mais puros e justos, para que sejamos testemunhas perfeitas do amor de Cristo. Deus permite provações e tentações para que possamos nos tornar mais e mais como Jesus.

Há muitas passagens na Bíblia sobre provações. Vejamos algumas:

"…pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles." (2 Coríntios. 4:17).

" Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados." (Hebreus 12:11).

"Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a paciência de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia." (Tiago 5:11).

“Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro.” (Jó 23:10)

3) A atitude necessária: Alegria (.1:2-4)

A atitude necessária para enfrentarmos as provações da vida é surpreendente, devemos ter Alegria. Devemos enfrentar as tentação e provações com um espírito de alegria. Como isso é possível? Como é possível um crente ser alegre…

• Quando encontra-se diante de tais provações como doenças, acidentes, dor, tristezas, decepções, sofrimento, dor e morte?

• Quando encontra-se diante das seduções das tentações do mundo?

Alegria geralmente não é o que enche o nosso coração quando nos deparamos com essas coisas.

Quando provações graves surgem em nosso caminho, muitas vezes nos se desesperamos e se sentimos derrotados e desanimado. A maioria de nós certamente não sentimos alegria.

Há apenas uma maneira de enfrentarmos as provações e tentações com um espírito de alegria: Temos de mudar o nosso pensamento; ter uma mudança de atitude diante das provações e tentações que surgem ao nosso redor. Temos de parar de pensar negativamente e pensar positivamente.

As escrituras nos mostram que devemos saber de uma coisa e fazer uma coisa.

1. Devemos saber de uma coisa: que provações trabalham a nossa paciência (Tiago 1:3). Precisamos saber de um fato: que provações e tentações não são para nos derrotar e nos desencorajar, mas para nos provar, para nos tornar muito mais fortes, mais puros e justos.

A palavra "paciência" (hupomonēn) significa ser fiel; perseverante e resistente. O crente deve saber que as provações vão deixá-lo mais firme, mais perseverante e mais maduro. Eles vão fazê-lo muito mais forte, não mais fraco. Ela vai torna-lo forte como Jesus e eles vão dar-lhe um caráter puro e justo, assim como Jesus. Quando o crente mantém este fato em sua mente, ele pode enfrentar as provações e tentações de uma forma muito mais positiva. Ele pode, então, começar a se mover em direção ao espírito ter a alegria em meio das provações e tentações.

2. Precisamos fazer uma coisa: devemos permitir que a paciência trabalhe dentro de nós. Como dito acima, a paciência significa estar firme, perseverante e resistente. Mas significa mais do que isso no grego. Significa muito mais do que apenas suporta as provações e tentações. Significa muito mais do que apenas seguir o conselho de medicina e psicologia: para se ter calma; ficar calmo; para relaxarmos em situações estressantes. Isso significa muito mais do que aprender a negar a existência das provações e tentações.

Paciência significa …

• perseverar e manter-se perseverante, nunca desistir.

• tomar a iniciativa e exercer a energia e esforço para conquistar e alcançar a vitória e triunfo sobre a provação e tentação.

Agora observe o ponto: Como podemos ter alegria quando uma provação ou tentação nos confronta? Ao saber que ele vai fazer-nos mais fortes e, também pela grande perseverança que conquistaremos em quanto estivermos a enfrentando.

Quando olhamos para as provações como oportunidades, então vamos começar a enfrentá-los com alegria. E quando começamos a perseverar e conquistá-los, então vamos começar encara-los com a alegria do Senhor.

Há muitas promessas de Deus para aqueles que estão sendo provados:

"Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. "(1 Coríntios. 10:13).

" Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." (Tiago 1:12).

"Vemos, portanto, que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação e manter em castigo os ímpios para o dia do juízo," (2 Pedro 2:9).

"Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra." ( Ap 3:10).

"Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo." ( Efes. 6:13).

"Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam." ( 2 Pedro 3:17).

4) O resultado: Torna-nos perfeitos e completos: ( 1:4)

Observando o trabalho de um perito em jóias vemos que uma jóia não pode ser polida sem fricção, e do mesmo nós não podemos alcançar a perfeição e crescimento sem provação.

Os benefícios de enfrentarmos as provações podem ser maravilhosos.

O texto diz que nos tornamos mais perfeitos (teleioi). A palavra não significa perfeito no sentido de se tornar uma pessoa perfeita. A palavra significa perfeição num de maturidade e crescimento na vida espiritual.

Por exemplo, uma criança totalmente crescida é uma criança perfeita; ele teve a sua infância e alcançou o seu objetivo como criança. Isso não significa perfeição do caráter, isto é, estar sem pecado. É pleno desenvolvimento da maturidade e piedade. (Ver Efes 4:12-13.;. cf . Phil 3:12; 1 João 1:8, 10.)

Isso significa pelo menos duas coisas.

1. Primeiro, quando uma pessoa enfrenta as provações e vence…

• ela aperfeiçoa o propósito que Deus pretendia. Ou seja, ele se torna uma pessoa mais forte e mais pura, ou seja uma pessoa um pouco mais parecida com Jesus.

• ela aperfeiçoa seu objetivo e propósito pelo qual veio a Terra. Deus tem um propósito duplo para cada crente: tornar-se mais e mais como Jesus e que ele possa cumprir sua tarefa ou trabalho específico pelo qual veio a terra. Quando o crente persevera e vence as provações e tentações, ele aperfeiçoa esses dois propósitos um pouco mais. Ele se torna mais parecido com Jesus e ele cumpre a sua missão um pouco mais.

2. Segundo, uma pessoa torna-se mais e mais completo em todas as áreas (AT Robertson. Palavra Pictures, no Novo Testamento , vol. 6, p.12). A pessoa torna-se inteiro ( holoklēroi), totalmente em forma, em perfeito estado, completo, sem fraquezas, mancha, defeitos ou falhas. Isso significa uma coisa muito maravilhosa. Quando uma pessoa persevera e vence as provações e tentações …

• ele se torna mais completo, mais apto, mais firme e mais completo.

• ele também elimina mais fraquezas, mais falhas, mais defeitos, e mais deficiências. Todos os dias quando uma pessoa persevera e vence as provas e tentações da vida ela se torna um pouco mais completa. Ele se torna mais forte, mais pura e justa, e mais e mais parecido com o Senhor Jesus.

Como as duas últimas palavras de Tiago 1:4 diz: " não lhes faltará coisa alguma." O crente que enfrenta provações e tentações na alegria de Cristo conquista tudo, e não precisará de mais nada.

⇒ Ele se torna cada vez mais perfeito, cumprindo a sua tarefa e propósito pelo qual veio a Terra.

⇒ Ele se torna mais e mais completo e em maduro, eliminando as fraquezas e deficiências em sua vida.

5) Conclusão

Ilustração. Viajantes contam de uma árvore em países tropicais, cujas artes internas são, às vezes, comidas por formigas enquanto a casca e as folhas se mantêm aparentemente bonitas, e sua debilidade só é percebida quando algum vento forte a derruba. Mas não é a tempestade que a torna fraca, apenas revela o quão fraca era. E sua debilidade é o resultado da atuação de insetos que, por um longo período de tempo, a destroem por dentro.

De certa forma, se nós permitimos que nossa fé seja minada aos poucos, e não cuidarmos de nos mantermos interiormente firmes, poderemos esperar nada mais do que a ruína, quando as provações nos atingirem.

Então, não deixe seu homem interior desfalecer diante das lutas, porque ao fim das provações seremos premiados com mais crescimento e conhecimento de Deus.

Não desista porque em cada deserto de tribulações Deus tem um oásis de conforto.

E como diz o evangelho de Lucas: " É perseverando que vocês obterão a vida." (Lucas 21:19).

O apostolo Paulo nos lembra: "Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração." (Romanos 12:12).

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17.09.2014 – EBD – Lição 02 – Uma mensagem de Juízo e amor

Lição 02 – Uma mensagem de Juízo e amor

Texto base: Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias (1.1).

Eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não foi Esaú irmão de Jacó? – disse o Senhor; todavia, amei a Jacó (1.2).

1) A mensagem solene de Deus (1.1)

Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias (1.1).

James Wolfendale aponta importantes verdades que devem ser aqui destacadas: a natureza, a autoridade, o destino e o instrumento da mensagem.

Em primeiro lugar, a natureza da mensagem (1.1).

A mensagem de Malaquias é uma sentença, um fardo, um peso. Não é uma mensagem consoladora, mas de profundo confronto e censura. Essa mensagem tinha um triplo peso: era um peso para o profeta, para o povo e para Deus. A palavra “sentença”, masâ, peso, significa mais do que uma palavra da parte do Senhor. É algo pesado, duro, que o Senhor vai dizer. É um peso para o coração do profeta (Jr 4.19), para o coração do povo e para o coração de Deus. Não é uma mensagem palatável, azeitada, fácil de ouvir. Dionísio Pape diz que a profecia de Malaquias era profecia contra Israel. A carga que pesava sobre o profeta devia pesar também sobre a consciência das pessoas, até que se preparassem para “aquele dia”.

Estamos hoje também com sérias deficiências em nossa espiritualidade. Precisamos ouvir a masâ de Deus. O espírito pós-moderno com seu pragmatismo corre atrás de mensagens suaves, de auto-ajuda, que fazem cócegas na vaidade humana. O ouvinte contemporâneo não quer pensar, quer sentir. Ele não busca conhecimento, mas entretenimento. Seu culto não é racional, mas sensório. Os púlpitos contemporâneos estão deixando de tratar do pecado e falhando em chamar o povo ao arrependimento. Os pregadores modernos pregam o que o povo quer ouvir e não o que povo precisa ouvir. Pregam o que funciona e não o que é verdade. Pregam para entreter e não para converter. Os pregadores modernos estão mais interessados em agradar aos bodes do que alimentar as ovelhas. A pregação contemporânea prega fé sem arrependimento e salvação sem conversão.

Os dois principais males da época de Malaquias eram o formalismo e o ceticismo. Vemos neles os primórdios do farisaísmo (formalismo) e do saduceísmo (ceticismo). Como essas duas coisas ainda nos prejudicam hoje!

Em segundo lugar, a autoridade da mensagem (1.1).

A mensagem é “uma sentença pronunciada pelo Senhor. A mensagem não é criada pelo profeta, mas apenas transmitida por ele. A mensagem vem de Deus, é do céu. O pregador não gera a mensagem. O sermão não é palavra de homem, mas palavra de Deus. Calvino entendia que o púlpito é o trono a partir do qual Deus governa o Seu povo com Sua Palavra. Deus não tem nenhum compromisso com a palavra do pregador, Ele tem compromisso com a Sua Palavra. É a Palavra de Deus que é viva e poderosa. Esta jamais volta vazia.

Em terceiro lugar, o destino da mensagem (1.1).

Malaquias entrega uma sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. Sendo Israel o povo da aliança, ele a desprezou, insultando, assim, o amor de Deus. Tanto os líderes quanto o povo quebraram a aliança (2.8,10). Longe de corresponderem ao amor de Deus, desprezaram a Deus, Sua Palavra, o culto e as ofertas. Por isso, o juízo começou pela Casa de Deus. Antes de julgar o mundo, Deus julga o Seu povo. Israel alegrava-se quando Deus julgava as nações ao Seu redor, mas não aceitava quando Deus trazia julgamento sobre ele. Quando o povo da aliança desobedece, Deus envia a vara da disciplina. Não temos autoridade para chamar o mundo ao arrependimento antes de acertar a nossa vida com Deus. Se o nosso sal for insípido, seremos pisados pelos homens, nos tornaremos inúteis. Se a Igreja não andar com Deus, será pedra de tropeço em vez de exercer o ministério da reconciliação.

Em quarto lugar, o instrumento da mensagem (1.1).

Há uma sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias. Deus levanta homens para pregar não o que eles querem pregar, não o que o povo quer ouvir, mas o que Deus ordena. A mensagem de Deus não tem o propósito de agradar aos ouvintes, mas de salvá-los; não tem o propósito de entretê-los, mas levá-los à conversão; não tem o propósito de anestesiá-los no pecado, mas livrá-los da ira vindoura.

2) O amor eletivo de Deus (1.2)

Eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não foi Esaú irmão de Jacó? – disse o Senhor; todavia, amei a Jacó (1.2).

O profeta Malaquias, nesse versículo, destaca três verdades solenes sobre o amor eletivo de Deus.

Em primeiro lugar, é um amor declarado (1.2). Nenhuma outra nação foi tão privilegiada diante de Deus quanto Israel. Ele escolheu essa nação, fez uma aliança com ela e a destinou para uma missão especial.32 O amor de Deus pelo Seu povo é um amor deliberado e imutável (3.6). Era como o amor de um esposo pela esposa (2.11) ou de um pai pelo filho (1.6; 3.17). A escolha de Jacó foi motivada por um amor imerecido (Rm 9.13). O mesmo acontece conosco. Deus não nos amou por causa das virtudes que viu em nós (Os 11.1). A causa do amor de Deus está Nele mesmo e não em nós. Deus escolheu Israel não porque era a maior ou a melhor nação. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros” (Jo 15.16). Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Deus não nos elegeu porque previu que iríamos crer. A fé não é a causa da eleição, mas sua conseqüência (At 13.48). Deus não nos escolheu porque viu em nós boas obras, ao contrário, fomos eleitos para as boas obras e não por causa delas (Ef 2.10). Deus não nos escolheu porque viu em nós santidade; Ele nos escolheu para a santidade e não por causa dela (Ef 1.4). Deus não nos elegeu porque viu em nós obediência, mas fomos eleitos para a obediência e não por causa dela (1Pe 1.2).

Joyce Baldwin destaca o fato de que em lugar nenhum o Antigo Testamento ensina que Jacó era mais digno de ser amado do que Esaú, ou que agradava mais a Deus. Na verdade, Deus amou Jacó apesar da sua insignificância (Dt 7.7,8). Amou-o porque Lhe aprouve fazê-lo (Dt 10.15).33

Mas o amor de Deus por Seu povo é também um amor paciente. Deus amou Jacó, mas ele foi um homem enganador: ele enganou o irmão e mentiu para o pai. Muitas vezes, o povo de Israel voltou-se contra Deus e o provocou à ira. Mas Deus nunca desamparou o Seu povo. Tratou-o como um pai trata o seu filho. De igual modo, Deus é paciente conosco hoje. Mesmo que sejamos infiéis, Ele permanece fiel!

Na próxima semana continuaremos falando sobre este tema. Deus abencoe a todos.

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Sermão: O evangelho: A palavra poderosa que anunciamos ao mundo

Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no culto de santa da Igreja do Betel Brasileiro Geisel.

O evangelho: A palavra poderosa

que anunciamos ao mundo

Atos2:

14. Então Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

22. Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;

37. E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?

38. Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.

39. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar.

40. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa.

1) Introdução

O milagre pode atrair a multidão, mas não transforma os corações. O milagre abre portas para o evangelho, mas não é o evangelho.

Vemos Pedro se levantar, nos versos que lemos, para pregar uma mensagem eminentemente bíblica. A primeira coisa que Pedro fez foi esclarecer que aquele fenômeno extraordinário, que levava os discípulos a falavam em línguas estrangeiras, não era resultado da embriaguez, mas do cumprimento da profecia de Joel (2.28-32).

E o espírito então conduz Pedro a pregar poderosamente a palavra neste dia.

2) Desta pregação de Pedro, nos podemos destacar cinco verdades:

a. Em primeiro lugar, foi uma pregação cristocêntrica na sua essência.

Ao contrário muitas pregações que hoje são como mensagens de auto ajuda, e que glorificam o homem, a mensagem de Pedro versou sobre a pessoa de Cristo e sua obra.

Neste Sermão de Pedro há pelo menos cinco pontos a respeito de Cristo:

1. A vida de Cristo (2.22). Pedro mostra que Jesus foi aprovado por Deus, vivendo de forma extraordinária e realizando milagres portentosos. Sua vida e sua obra eram realidades conhecidas por todos.

A vida de Cristo fala muito alto. Seus milagres e obras realizadas tem grande poder de convencer que Ele é o filho de Deus.

2. A morte de Cristo(2.23). A cruz não foi um acidente, mas parte do plano eterno de Deus (3.18; 4.28; 13.29). Frank Stagg diz acertadamente que isto não significa que Jesus buscou a morte, ou que o Pai desejou que os homens crucificassem Jesus, mas, sim, que, ao fazer a escolha para redimir os pecadores, foi previsto o quanto isso custaria.

A cruz de Cristo nos faz lembrar que há sacrifício a ser pago por aqueles que almejam ser discípulos. De Cristo.

Num sonho um homem estava no fim de suas esperanças. Não vendo saída, ele caiu de joelhos e orou: "Senhor! Eu não posso prosseguir, minha cruz é muita pesada para carregar". E Deus respondeu: "Meu filho, se você não pode suportar esse peso, coloque sua cruz nesta sala, e depois abra aquela outra porta e pegue a cruz que desejar". O homem se sentiu aliviado e disse: "Obrigado, Senhor" Suspirou mais tranqüilo e fez o que Deus mandou. Entrou na outra sala, olhou-a toda, e viu muitas cruzes diferentes. Algumas eram tão grandes, que não dava para enxergar seus topos. Ai ele percebeu uma pequena cruz encostada numa parede. "Eu quero aquela cruz ali, Senhor", ele sussurrou… e Deus respondeu: "Meu filho, aquela é a cruz que você deixou".

Para Cristo, a cruz não foi uma derrota, mas a sua exaltação. Jesus marchou para a cruz como um rei caminha para a sua coroação. Foi na cruz que Jesus conquistou redenção para nós e desbaratou o inferno. Cristo não foi crucificado porque Judas o traiu, os judeus o entregaram, Pilatos o sentenciou e os soldados o pregaram. Foi crucificado porque Deus o entregou por amor a nós. Ele foi crucificado porque se ofereceu voluntariamente como sacrifício pelo nosso pecado. Foi na cruz que Deus provou da forma mais eloquente seu amor por nós e seu repúdio ao pecado. Na cruz de Cristo, a paz e a justiça se encontraram.

3. A ressurreição de Cristo(2.24-32). Não adoramos um Cristo morto, mas o Jesus vitorioso que triunfou sobre a morte, derrotou o pecado, desfez as obras do diabo, cumpriu a lei, satisfez a justiça de Deus e nos deu eterna redenção.

Certa vez um mulçumano disse a um pastor o seguinte:

"Nós temos uma prova de nossa religião, que vós não tendes, porque quando vamos a Meca, podemos ver o túmulo do profeta. Temos, pois, a prova de que ele viveu e morreu. Quando, porém, ides a Jerusalém, não podeis ter a certeza do lugar em que Jesus foi sepultado. Não tendes um túmulo como nós.

É verdade, disse-lhe o pregador. De fato, não temos túmulo em nossa religião, porque não temos cadáver. Nosso evangelho não termina em morte, mas em vitória. Não em túmulos, mas em triunfo. E esta mensagem vive em nossos corações.

4. A exaltação de Cristo(2.33-35). Ao consumar sua obra aqui no mundo, Jesus ressuscitou em glória e comissionou seus discípulos a pregar o evangelho em todo o mundo, a toda a criatura. Depois, voltou para o céu, entrou na glória, foi recebido apoteoticamente pelos anjos e assentou-se à destra do Pai, para governar a igreja, intercedendo em seu favor e revestindo-a com o poder do seu Espírito.

A presença de Cristo na gloria ao lado do pai, nos faz lembrar que Jesus reina. Ele está no trono do universo e ele voltará gloriosamente.

5. O senhorio de Cristo (2.36). Jesus é o Senhor do universo, da história e da igreja. Diante dele todo joelho deve dobrar-se nos céus, na terra e debaixo da terra. Ele reina e todas as coisas estão debaixo dos seus pés. O Espírito Santo veio para exaltar Jesus. O ministério do Espírito Santo é um ministério de holofote, ou seja, de exaltação a Jesus (Jo16.13,14). O Espírito não lança luz sobre si mesmo. Ele não fala de si mesmo. Ele não exalta a si mesmo. Ele projeta sua luz na direção de Jesus para exaltá-lo.

b. Em segundo lugar, foi uma pregação eficaz quanto ao seu propósito em atingir como uma dinamite o coração da multidão (2.37)

Produziu uma compulsão na alma. Foi um sermão penetrante. O termo grego akousantes significa ferir, dar uma forte ferroada. Era usado para descrever emoções dolorosas, que penetram o coração como um aguilhão.

Pedro não pregou para agradar nem para entreter. Ele foi direto ao ponto. Pôs o dedo na ferida. Não pregou diante do auditório, mas ao coração de um auditório.

Pedro disse ao povo que, embora a cruz tivesse sido planejada por Deus desde a eternidade, eles eram responsáveis pela morte de Cristo. O apóstolo sentenciou: … vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos (2.23).

A nossa pregação precisa ser direta, confrontadora. Ela precisa gerar a agonia do arrependimento. A pregação de Pedro produziu na multidão profunda convicção de pecado. Hoje, há pouca convicção de pecado e sentimento de quebrantamento diante de Deus, nas igrejas. Estamos insensíveis demais, com os olhos enxutos demais e o coração duro demais.

c. Em terceiro lugar, uma pregação clara em apresentar a real condição espiritual do homem diante de Deus. (2.38).

Antes de falar sobre perdão, Pedro falou sobre culpa. Antes de falar sobre cura, ele revelou à multidão a sua doença. Antes de falar sobre redenção, falou sobre pecado. Antes de falar sobre salvação, mostrou que eles estavam perdidos em seus pecados. Antes de pregar o evangelho, mostrou-lhes a lei.

Não há salvação sem arrependimento. Ninguém entra no céu sem antes saber que é um pecador. Pedro se dirigiu a um grupo extremamente religioso, pois todo aquele povo tinha ido a Jerusalém para uma festa religiosa; mas, a despeito dessa religiosidade, eles precisavam arrepender-se para serem salvos.

Hoje, a pregação do arrependimento está desaparecendo dos púlpitos.

Precisamos nos arrepender da nossa falta de arrependimento.

O brado de Deus que emana das Escrituras ainda é: Arrependei-vos! Esta foi a ênfase de João Batista, de Jesus e dos apóstolos. Vemos hoje uma mudança desastrosa na pregação. Tem-se pregado muito sobre prosperidade e cura e quase nada sobre arrependimento.

E a grande verdade, é que o ser humano precisa colocar a boca no pó e experimentar o poder do perdão que o atinge por meio de um coração quebrantado.

Sem arrependimento, o mais virtuoso ser humano não pode ser salvo.

Lembremos que o nosso coração não é bom como pensava Jean Jacques Rousseau, mas corrupto; não é neutro como acreditava John Locke, mas inclinado para o mal.

Muitos pregadores berram dos púlpitos, dizendo que as pessoas estão com encosto, mau-olhado e espírito maligno. Dizem que elas precisam ser libertadas. Mas essa pregação é incompleta, pois, ainda que as pessoas estejam realmente possessas e sejam libertadas dessa possessão, o seu problema não está de todo resolvido, pois a Bíblia diz que todos pecaram e carecem da glória de Deus.

d. Em quarto lugar, foi uma pregação específica quanto à promessa(2.38-40).

Duas promessas são feitas ao arrependido, uma relacionada ao passado e outra ao futuro: remissão de pecados e dom do Espírito Santo. Depois que somos salvos, então podemos ser cheios do Espírito.

Primeiro, o povo se volta para Deus de todo o coração, com choro, jejum e coração rasgado; depois o Espírito é derramado.

É tempo de quebrantamento e de arrependimento, pois Deus quer nos alcançar com um grande milagre de renovação interior.

e. Em quinto lugar, foi uma pregação vitoriosa quanto aos resultados (2.41).

Muitas pessoas entram pela porta da frente e, ao sinal da primeira crise, buscam uma fuga pela porta dos fundos. Bebericam em várias fontes, buscam alimento em diversos pastos, colocam-se sob o cajado de diversos pastores. Tornam-se ovelhas errantes, sem redil, sem referência, sem raízes.

Quando há poder na pregação, vidas são salvas. A pregação de Pedro não apenas produziu conversões abundantes, mas também frutos permanentes. Eles não somente nasceram na graça de Jesus, mas também nela cresceram (At 2.42-47). Ao serem convertidos, eles foram batizados, integraram-se na igreja e perseveraram. Criaram raízes. Amadureceram. Fizeram outros discípulos, e a igreja tornou-se irresistível.

De que resultados precisamos em nossa vida espiritual? Precisamos de crescimento, precisamos de frutos, precisamos de avivamento, mais comunhão, mais amor, mais vida com Deus. A pregação do evangelho produz estes resultados porque o evangelho é o poder de Deus.

3) Conclusão

Celebramos nesta ocasião de santa ceia, a morte e a ressurreição de Cristo.

A morte de Cristo nos lembra de seu sacrifício, que nos traz paz com Deus e salvação.

A ressurreição de Cristo nos fala de esperança. Podemos ter essa esperança em nós, pois também haveremos de vencer o pecado e a morte.

O evangelho que pregamos é o evangelho da cruz, mas também é o evangelho que traz esperança. Que Deus nos abençoe….!

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Sermão: Atitudes de Gratidão

Atitudes de Gratidão

João 12.1-3

Jo 12

1. Seis dias antes da Páscoa Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos.

2. Ali prepararam um jantar para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava à mesa com ele.

3. Então Maria pegou um frasco de nardo puro, que era um perfume caro, derramou-o sobre os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos. E a casa encheu-se com a fragrância do perfume.

Introdução:

Alguém já disse que a gratidão deve começar com uma boa memória. O salmista revela ter essa lembrança das bênçãos recebidas de Deus. Salmo 116: 12. “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”

Jesus havia ressuscitado Lázaro (João 11) e por isso estava acontecendo uma festa na casa de sua família. O motivo era agradecer a Deus pela sua nova vida. Uma nova história começada na vida da família de Lázaro.

E hoje qual o motivo de agradecimento você tem? Precisamos aprender a agradecer a Deus por tudo que faz em nossas vidas, das menores às maiores.

Você tem um coração grato a Deus?

Vamos refletir no comportamento de cada pessoa desta família e como tiveram atitudes de gratidão a Deus:

1- SIMÃO – convidou a Jesus para ir em sua casa e lhe ofereceu uma ceia: v. 2a

Gostaria de destacar o pai de Lázaro, Marta e Maria que chamava-se Simão (Marcos 14.3), era conhecido com ‘o leproso’, mas certamente nesta ocasião já havia sido curado por Jesus e não era mais leproso.

A atitude de gratidão de Simão foi convidar Jesus para entrar em sua casa e fazer uma festa de agradecimento a Deus pela ressurreição de Lázaro.

Como Simão devemos convidar Jesus para entrar em nossas casas e celebrar suas bênçãos.

Jesus nos abençoa e diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3.20).

Você já convidou Jesus para entrar em sua casa?

Convide a Jesus para entrar em sua casa e lhe receba com alegria!

2- MARTA – servia a Jesus: v.2b

O temperamento de Marta era muito ativo, ela não sabia ficar parada, estava sempre trabalhando (Lucas 10.40). Enquanto Maria era mais calma, Marta sempre tinha uma reação mais de atitude (João 11.20).

A atitude de gratidão de Marta foi servir de todo o coração a Jesus. Ela preparou o melhor que sabia fazer e serviu naquela noite.

Como Marta, precisamos aprendera servir a Jesus cumprindo o dom que temos.

Você tem servido a Jesus? O que você tem feito para Ele?

Sirva ao Senhor com seus dons!

3- LÁZARO – demonstrou amor em forma de companheirismo e amizade: v.2c

Jesus amava a Lázaro (João 11.3, 5, 35, 36) e quando teve a ceia em comemoração pela sua ressurreição Lázaro aproveitou cada minuto junto com Jesus sentando-se ao seu lado à mesa.

A atitude de gratidão Lázaro foi demonstrar amizade e companheirismo para com Jesus em sua nova vida. Ele era um grande amigo de Jesus e o amava.

Você tem demonstrado seu amor a Jesus?

Jesus é seu amigo, ame-O também!

4- MARIA – entregou o seu melhor em adoração:v.3

Durante a ceia, quando todos estavam alegres, Maria derramou aos pés de Jesus um óleo perfumado de nardo puro enxugando com seus cabelos. Aquele perfume era muito caro e era o melhor que uma mulher poderia oferecer.

Judas criticou a atitude de Maria (João 12.4), mas ela foi defendida por Jesus que disse que sua atitude seria lembrada para sempre (Marcos 14.9). Jesus nunca se esquece de um gesto de gratidão.

A atitude de gratidão Maria foi de adoração a Jesus prostrando-se aos seus pés e lhe oferecendo o que tinha de melhor.

Você tem adorado a Jesus e oferecido o seu melhor ou tem sido relapso deixando o que resta para ele?

Adore ao Senhor de todo o seu coração e faça o seu melhor!

Seja grato a Deus!

-CONCLUSÃO:

Peça ao Senhor que lhe dê um coração grato. Tenha atitudes que demonstrem sua gratidão a Deus.

Cada pessoa sabe agradecer de uma maneira, como naquela família, Simão convidou Jesus, Marta serviu, Lázaro fez companhia e Maria derramou o nardo.

E você como poderia demonstrar gratidão ao Senhor?

O que você seria capaz de fazer para agradecer a Deus por tudo que tem feito em sua vida?

Faça como puder, mas agradeça a Jesus!

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