Sermão: Quatro atitudes sábias para viver melhor

Quatro atitudes sábias

para viver melhor

Provérbios 30:

24. No mundo há quatro animais que são pequenos, mas muito espertos:

25. "as formigas, que são fracas, mas ajuntam a sua comida no verão;"

26. "os coelhos selvagens, que também não são fortes, mas fazem as suas casas nas pedras;"

27. "os gafanhotos, que não têm rei, mas avançam em bandos;"

28. e as lagartixas, que qualquer um pode pegar com a mão, mas podem ser encontradas até nos palácios.

1) Introdução

Salomão era um homem de muita sabedoria. Sua sabedoria tinha origem em Deus, que o havia capacitado extraordinariamente para governar.

Nos versos que foram lidos, temos um novo conjunto de provérbios. Os provérbios de Salomão contem princípios que são importantes para a vida, que se postos em pratica nos ajudam a viver melhor.

Estes versos nos ensinam que atitudes simples podem produzir grandes resultados.

Ao escrever estas palavras, Salomão não se impressionou pelo tamanho. Ele via significação nas coisas minúsculas. Em Eclesiastes 19.1 salomão nos ensina: “o homem que despreza as coisas pequenas falhará gradualmente”. Coisas que passam despercebidas, ou que parecem ser insignificantes ou sem importância podem revelar lições de vida importantes para nós.

Um grande homem de Deus nos ensina que devemos atentar para as qualidades destes animais e não para o tamanho. Suas qualidades revelam que são animais que sabem agir com esperteza diante de circunstancias difíceis.

2) As formigas: “criaturas de pouca força, contudo armazenam sua comida no verão”. V.25

Formigas são criaturas sociais vivendo em colônias que podem conter milhares de formigas.

Talvez muitos as considerem como uma das criaturas mais fracas de todas, mas elas têm grande sabedoria que muitos homens não têm.

Elas trabalham bastante quando as coisas vão bem; e com um olho sábio no futuro, elas economizam para os dias mais difíceis!

Juntar recursos para os dias mais difíceis é uma atitude sabia.

Este princípio está exposto na bíblia em outras circunstancias. Veja efésios 6:13: “Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo”. Paulo aqui nos ensina a termos a sabedoria de nos munir de recursos espirituais que nos são dados por Deus para que possamos mais tarde resistir aos dias maus.

Apesar das formigas serem bastante fracas elas usam a sabedoria para se protegerem e se preservarem. Na verdade elas prosperam com a sabedoria delas! No verão, elas trabalham com diligência para estocar todo o alimento possível, e quando chega o outono, e vem com ele o frio elas comem de tudo aquilo que foi acumulado nos de trabalho do verão.

Tenhamos nós também a prudência das formigas em acumular reservas para que tenhamos forças de resistir aos momentos difíceis que se levantarão.

3) Os arganazes ou coelhos: “…criaturas sem nenhum poder, contudo, habitam nas rochas…”

Embora seja fraco e indefeso, esse animalzinho é sábio o bastante para fazer sua moradia nas fendas das rochas, o que lhe fornece proteção natural e explica a sobrevivência da raça. Cf. Sal. 104.18.

O nome hebraico para esse animal é shaphan, que significa “escondedor”. Isso diz respeito ao seu hábito de viver nas fendas de lugares rochosos.

Os arganazes ou coelhos sabem que a rocha oferece um refúgio sólido. Jesus ilustra em uma parábola a importância de uma casa estar edificada sobre a rocha. Ele diz em Mateus 7:25: “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha”.

No salmo 18:31 o salmista pergunta: “Pois quem é Deus além do Senhor? E quem é rocha senão o nosso Deus?

Outra coisa curiosa sobre os arganazes é que essa espécie também tem por hábito manter um animal de vigilância, perto da entrada das rochas, o qual solta um assobio avisando de algum perigo que se aproxime.

I Coríntios 16:13 nos recomenda este mesmo princípio: “Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes”.

4) Os gafanhotos: “…os gafanhotos, que não têm rei, contudo, avançam juntos em bandos…”v.27

O poeta aqui enfatiza que apesar dos gafanhotos não terem um rei, trabalhando juntos, eles podem realizar coisas admiráveis. Eles voam em admirável ordem, cobrindo grandes distancias e até oceanos, e tem o poder de devastar grandes plantações como se fossem um exército imenso.

O tamanho dos gafanhotos é pequeno, mas o trabalho que fazem é imenso.

Qual o segredo dos gafanhotos? Eles trabalham em grupo. Agem em unidade. Separados são fracos, únicos tem força.

Ilustração:

No outono, quando se vê bandos de gansos voando ao sul, formando um grande "V" no céu, indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente atrás. Ao voar em forma de "V" o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido dos gansos, manter-nos-íamos em formação com os que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança. Os gansos de trás gritam encorajando os da frente para que mantenham a velocidade.

Que mensagem passamos para os que estão a frente, o que falamos para eles ou sobre eles?

Finalmente, quando um ganso fica doente ou é ferido por um tiro e cai, dois gansos saem de formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que consiga voar novamente ou até que morra. Só então levantam vôo sozinhos ou em outra formação, a fim de alcançar seu bando.

Tanto os gansos como os gafanhotos entendem que a unidade tem grande poder de ação.

Quando nós nos aproximarmos mais de Deus, nos aproximaremos também mais uns dos outros, pois Deus é fonte de comunhão.

O escritor e psiquiatra cristão Paul Tornier disse "que existem algumas coisas que não podemos fazer sozinhos, uma delas é ser cristão". O que Paul Tornier quis dizer é que, para sermos um cristão vivo e autêntico, é preciso a companhia, o envolvimento com outros crentes.

5) Os gecos(lagartos ou lagartixas) “…que qualquer um pode pegar com a mão, mas podem ser encontradas até nos palácios”. V.28

O geco ou lagartixa é um animal bem pequeno e fraco, e para nada serve senão para devorar insetos que são prejudiciais prejudiciais.

Esse animalzinho é essencialmente destituído de defesa, pelo que se pode, com facilidade, apanhá-lo com as mãos.

No entanto, a lagartixa tem uma qualidade admirável que surpreende a todos: Apesar da sua insignificância Salomão ressalta que ela podia ser encontrada nos palácios.

Salomão usa a imagem de um palácio para nos transmitir a idéia de uma vida de prosperidade, segurança, conforto e poder. E esse animalzinho, apesar de ser frágil vive num ambiente de riqueza e prosperidade.

A bíblia também faz uso da imagem de um palácio para falar do nosso acesso a Deus. Veja o que o salmista diz em salmos 10:6: “Aprovarei os que são fiéis a Deus e deixarei que morem no meu palácio…”

Entendo o que Salomão diz de forma espiritual, aprendemos que nós, apesar de sermos frágeis e cheios de falhas, habitaremos no palácio do Senhor. Desfrutaremos na sua presença, de uma vida de honra, de riquezas eternas e segurança para todo sempre.

Isso é maravilhoso, porque nos faz ter renovar a esperança de que a vida que temos aqui em nada se compara com a que teremos lá, com o Senhor.

6) Conclusão

Quero terminar esta reflexão lembrando em resumo que estes quatro pequenos animais nos ensinam grandes lições:

1. Eles compensam sua pequenez e falta de forças com alguma espécie de sabedoria ou habilidade.

2. Desempenham tarefas gigantescas com suas habilidades ou especiais, mesmo sendo pequenos.

3. Trabalham juntos em esforços comunitários eficazes para alcançar grandes coisas.

6. E por fim, servem de ilustrações da sabedoria e providência de Deus, que cuida de toda a sua criação. E este mesmo Deus, também cuida de nós.

Somos também igualmente frágeis, mas servidos a um Deus poderoso. Sozinhos não somos capazes de fazer grandes coisas, porem unidos em Cristo, faremos o inferno estremecer.

Quando nos unidos e usamos os nossos dons e talentos em beneficio do reino de Deus e dos nossos irmãos nos tornamos fortes e realizaremos grandes coisas para a glória de Deus.

Que Deus nos abençoe!

Pr Josias Moura de Menezes

João Pessoa, 20.07.2014

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20.07.2014–EBD. Tema: O poder de Deus na fraqueza

O poder de Deus na fraqueza

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

2Co 12.9a

É na fraqueza que Deus nos usa.

Todos nós temos nossas fraquezas, elas podem ser físicas, emocionais, intelectuais ou espirituais. Algumas situações podem nos enfraquecer nos colocando obstáculos. Normalmente tentamos negar nossas fraquezas; às vezes nos defendemos, outras damos desculpas ou as escondemos, mas elas estão sempre presentes.

Enquanto não assumimos nossas fraquezas, Deus não poderá usá-las para seu propósito. Sempre imaginamos que Deus quer usar somente nossos pontos fortes, mas Ele quer nos usar em nossas fraquezas 1Co 1.27).

Na Bíblia encontramos vários exemplos de pessoas imperfeitas que Deus usou para realizar coisas maravilhosas, e isso deve nos incentivar a assumir nossas fraquezas.

A fraqueza não é pecado. Você não pode fugir ou mudar isso. A fraqueza é limitação que você herdou e tem de aprender a conviver com ela e deixar que Deus o use através dela.

Não se sinta inferiorizado, saiba que Deus não está limitado pelas nossas limitações (2Co 4.7). Como o vaso de barro somos frágeis, quebradiços e falhos, mas Deus nos usará se assim o permitirmos.

Para que isso aconteça, é preciso seguir o exemplo de Paulo:

Admita suas fraquezas

Não esconda suas imperfeições. Pare de fingir que é perfeito e confesse suas fraquezas.

Paulo quando abordado em Listra depois da cura de um coxo pela multidão que queria exaltá-lo como “deus”, se recusou e disse que era falho, pois era humano como eles (At 14.15).

“Se você quer que Deus o use, deve saber quem é Deus e quem é você” (Warren 2003, pg 236).

Regozije-se na sua fraqueza

Depois que Paulo admitiu suas fraquezas e reconheceu o poder de Deus, pode dizer “Sinto prazer nas fraquezas… Porque quando sou fraco, então, é que sou forte”. Com isso Paulo aprendeu a lutar na força de Deus.

As fraquezas fazem com que venhamos a depender unicamente de Deus. Elas nos livram de arrogância, nos fazem humildes (2Co 12.7). Devemos aprender a depender de Deus e lutar na sua força como Paulo, Josué (Js 7.3; 8.3); Gideão (Jz 7.2,3,6 e 7) e outros heróis da fé (Hb 11.34).

Nossas fraquezas podem nos levar a uma comunhão mais íntima. Enquanto a força nos leva a independência (não preciso de você), a fraqueza ou limitação, demonstra o quanto dependemos uns dos outros. “Os cristãos são como flocos de neve: isolados são frágeis, juntos param o trânsito”. (Vance Hayner in Warrem 2003, pg 237)

Partilhe sua fraqueza de forma sincera

Seu ministério de serviço começa quando você “baixa a guarda”, tira a máscara e conta suas lutas. Assim Deus o usará no serviço da comunidade cristã.

Podemos aprender com Paulo o que ele revela de suas fraquezas:

• Suas falhas – Rm 7.19;

• Seus sentimentos – 2Co 6.11;

• Suas frustrações – 2Co 1.8 e 9

• Seus medos – 2Co 2.3

Revelar fraquezas é arriscado, pois pode ser que ao revelar fracassos, sentimentos, frustrações e temores, você seja rejeitado. Por isso, precisamos ser confiáveis, sinceros e autênticos.

A maior qualidade que podemos ter não é a perfeição, mas a credibilidade e sinceridade.

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Deus opera melhor quando admito minhas fraquezas.

2 – Um versículo para memorizar: “Então ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de cristo”. (2Co 12.9)

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13.07.2014–EDB. Tema: Pensando como servo

Pensando como servo

“Medita nestas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto”.

1Tm 4.15

O servir começa no pensamento

Para ser um servo há necessidade de mudança em seu pensamento, uma mudança de postura ou atitude. O importante é o porquê você faz alguma coisa.

O propósito de sua atitude vai determinar se você é um servo. Você serve por prazer ou por interesse?

O verdadeiro servo serve a Deus com uma mentalidade que engloba cinco atitudes:

Os servos pensam mais nos outros que em si próprio

Os verdadeiros servos pensam mais nas necessidades dos outros que nas suas (Fl 2.4). Jesus foi uma autoridade que se esvaziou de seu poder de Senhor e se humilhou para beneficiar a nós pecadores (Fl 2.7).

Não podemos agir como servos enquanto pensarmos em nós mesmos, fazermos algo para que gostem de nós ou para sermos admirados, ou ainda por buscar nossos próprios interesses.

Isso não é ministério, é manipulação.

Temos uma natureza egoísta e isso entra em choque quando pensamos em ser servos. É difícil servir com abnegação quando o que fazemos não é considerado, quando recebemos ordem o tempo todo ou quando somos tratados como inferiores. Por isso você tem que mudar seus pensamentos e postura (Cl 3.17 a 23).

Os servos pensam como administradores e não como donos

Deus é o dono de todas as coisas. O verdadeiro servo sabe disso e deve agir como administrador fiel de Deus (1Co 4.1 e 2). José foi um tipo de administrador fiel quando prisioneiro no Egito. Administrou bem para Potifar, para o carcereiro e para o Faraó.

O verdadeiro servo não se deixa prender por bens materiais, principalmente o dinheiro (Lc 16.13). Ele se preocupa mais em exercer o seu ministério do que administrar seus os bens.

Os servos pensam mais no seu trabalho, e não no que os outros estão fazendo.

Eles fazem o que precisa ser feito sem se importar ou fazer comparações com as atividades dos outros. Não criticam ou competem. Ocupam-se em realizar e concluir o que Deus lhes confiou para fazer.

Os servos têm a visão de que todos estamos trabalhando na obra de Deus, e que devemos fazer para glorifica-lo.

Como no corpo, somos membros uns dos outros e temos diferentes funções, o corpo só vai funcionar se cada parte exercer sua função sem se importar com o outro.

Não pode haver ciúmes entre os servos; se você se preocupa em criticar o serviço do outro, está desperdiçando seu tempo, e seu serviço vai ficar prejudicado. Faça o seu serviço e confie em Deus que o recompensará (Cl 3.23 e 24). Não é nossa função avaliar os outros servos.

Os servos não precisam cobrir as paredes com placas e prêmios para confirmar seu valor Os verdadeiros servos não buscam títulos, formas ou recompensas. Eles servem por amor e dispensam o status. O objetivo do servo é estar a serviço de alguém ou de Deus.

Tiago, o meio-irmão de Jesus, foi um exemplo de abnegação; ele poderia se engrandecer por ser meio-irmão de Jesus e se exaltar quando escreveu sua carta. Mas, ele apenas se considerou como conservo do Senhor (Tg 1.1).

Os servos consideram o ministério como uma oportunidade, não como obrigação.

O prazer dos servos é ajudar outras pessoas, suprir suas necessidades e abençoar. Eles servem com alegria porque amam ao Senhor e reconhecem sua graça.

Os servos não ajuntam tesouros na terra e sim nos céus. Eles sabem que sendo fiéis aqui, Deus os honrará no céu (Jô 12.26).

O servir sempre é uma oportunidade para ajudar pessoas a superar problemas e a crescer mais na fé. Se começarmos a pensar e agir como verdadeiros servos, certamente haverá uma transformação na igreja e no mundo. Felizes são aqueles que aprendem a sublimidade do servir.

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Para ser servo, devo pensar como servo.

2 – Um versículo para memorizar: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em cristo

Jesus”. (Fl 2.5)

3 – Uma pergunta para meditar: Ajo como verdadeiro servo servindo com alegria?

 

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EBD 06.07.2014 – Tema: Agindo como verdadeiro servo

Agindo como verdadeiro servo

Tudo quanto fizerdes, fazei de todo coração, como para o Senhor, e não para homens” (Cl 3.23)

Sempre que servimos aos outros, servimos a Deus. A grandeza para o mundo é definida em termos de poder, posses, prestígio e posição. Na atualidade e com uma cultura egoísta ser servo não é muito apreciado.

Para Jesus a grandeza se mede pelo serviço e não pelo domínio (Mc 10.42 e 43). Você será considerado grande quando serve e não quando é servido. A liderança é cobiçada por muitos, mas o servir por poucos.

Conhecer nossa FORMA vai facilitar o nosso serviço a Deus. Mesmo quando o serviço está fora de nosso dom específico, podemos realiza-lo até que chegue alguém específico para o mesmo.

Seu ministério principal deve ser exercido na esfera de sua FORMA, mas seu ministério secundário é em qualquer lugar em que você seja necessário no momento”. (Warren 2003, pág 223)

Seu ministério é revelado pela sua FORMA. Sua disposição para servir vai revelar sua maturidade. Não é necessário especialidade para servir. O que é preciso é ter um bom caráter de servo.

A seguir veremos algumas características daqueles que possuem um coração de servo. Os verdadeiros servos:

Estão prontos para servir

Semelhante ao soldado que está a disposição de seu capitão, o servo deve estar pronto a servir a Deus e ao próximo (2Tm 2.4)

Verdadeiros servos fazem o que é necessário mesmo quando é ‘inconveniente’”. (Warren 2003, pág 223).

Estão atentos para as necessidades

A atenção do verdadeiro servo está sempre voltada para as necessidades dos outros. Ao surgir uma oportunidade, o servo age imediatamente para auxiliar alguém ou executar uma tarefa.

Ao executarmos uma tarefa, temos a oportunidade de crescermos como servos. Infelizmente muitas vezes, deixamos de servir por falta de sensibilidades ou espontaneidade.

Faça todo o bem que puder, com todos os recursos que dispuser, de todas as formas que puder, em todos os lugares que puder, sempre que puder, a todas as pessoas que puder, enquanto puder”. (John Wesley in Warren 2003, pág 224)

Fazem o melhor que podem com o que têm nas mãos

Os verdadeiros servos fazem o que precisa ser feito. Não esperam por melhores dias ou circunstâncias.

Deus espera que você faça o que puder, com o que você tiver e onde estiver. Um serviço executado, ainda que não seja o melhor, será sempre melhor que as melhores das intenções.

A mentalidade de que para servir a Deus é preciso especialidade, tem impedido muitas pessoas de servirem.

Procure fazer sempre o melhor que você puder, ainda que não seja especialista (Cl 3.23).

Fazem qualquer tarefa com dedicação

Os servos devem colocar o coração em tudo que fazem. Ainda que seja uma pequena tarefa, a questão é: ela precisa ser feita.

Ainda que você alcance uma posição de destaque, não deve se esquecer que é um servo.

Deus jamais vai deixar você fora de pequenas tarefas.

Jesus foi um exemplo de autoridade que servia (Jo 13.13 a 15).

São fiéis ao seu ministério

Os verdadeiros servos terminam as tarefas, são responsáveis e cumprem compromissos. Não fazem nada pela metade e são confiáveis, dignos de crédito.

É triste saber que muitas pessoas se comprometem com tarefas e não cumprem. Por isso a necessidade de improvisos. O falar do crente deve ser sim – sim, não – não (Mt 5.37;Tg 5.12).

É servindo a Deus nas pequenas coisas que seremos engrandecidos para realizar as maiores. Deus recompensa o servo que permanece fiel em seu ministério (Lc 16.10; Mt 25.23). O verdadeiro servo não se aposenta. Serve por toda a vida.

Não buscam a própria glória

Os verdadeiros servos não fazem suas tarefas para se promoverem. Servem por prazer e fidelidade ao ministério.

Muitos nem sempre são notados. Quando o são, não se ensoberbecem, mas glorificam a Deus (1Co 10.31).

Os verdadeiros servos não podem ser como os fariseus que faziam tudo para aparecerem. Deus condena este tipo de serviço (Mt 6.1)

O serviço de servo não deve ser para aprovação ou pelos aplausos, mas para a glória de Deus. O serviço deve ser feito com discrição, nas sombras.

Não é a importância ou volume do serviço que o capacita a receber a recompensa de Deus. O importante é a sua dedicação. Deus tem um propósito para você onde você está e para o que você estiver fazendo. Quando o seu propósito for cumprido, Deus o moverá para outro lugar.

Não desanime se seu serviço for desconhecido ou não for notado. Continue servindo a Deus, pois mesmo o menor serviço, será notado e reconhecido por Ele que o recompensará. (1Co

15.58; Mt 10.42)

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

Um tema para reflexão: Quando sirvo aos homens, estou servindo a Deus..

Um versículo para memorizar: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1Pe 4.10)

Uma pergunta para meditar: Qual característica do verdadeiro servo é mais desafiadora para mim?

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EDD 29.06.2014 – Tema: Usando o que Deus lhe deu

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Usando o que Deus lhe deu

 “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração,  como para o Senhor, e não para homens ”.  ( Cl. 3.23)

Deus merece o melhor de você.

Deus tem um propósito para você e espera sua máxima dedicação. Ele não quer que você se aflija ou deseje talentos que não possui. Você deve se concentrar apenas nos talentos que recebeu.

 Se você procura servir a Deus de uma maneira que não seja a sua natural, você acaba se frustrando, desperdiçando seu tempo, talento e energia.

 O serviço a Deus só vai ser bom quando você O servir de acordo com sua natureza. Isso só acontece quando você descobre sua FORMA (Formação espiritual, Opções do coração, Recursos pessoais, Modo de ser e Áreas de experiências), aprende a aceita-la e a aprecia-la para depois desenvolve-la da melhor maneira possível.

 

Descubra sua FORMA

 Para descobrir sua FORMA, não deixe para amanhã, comece a verificar e ver com clareza quem Deus quer que você seja e o que ele quer que você faça. Avalie de forma demorada e honesta em que área você é bom e qual a que não é (Rm 12.3 a 8).

 Peça ajuda para avaliar e descobrir onde você tem facilidade com seus dons e talentos, pois eles são quase sempre confirmados por outras pessoas. Você pode pensar que tem o dom do ensino, mas ninguém te ouve; ou pensar ser um líder e ninguém o seguir. Você está no lugar errado. 

 Uma boa maneira para descobrir suas habilidades é experimentar várias áreas de ocupação. Comece a servir em diferentes ministérios e descobrirá seus dons, sua paixão. Comece a fazer algo que pensa que não tem habilidade e descobrirá o contrário.

 Temos muitas habilidades que desconhecemos, porque não as colocamos em prática. Não se preocupe em entender seu dom, seja voluntário e comece a servir em algum lugar. Você só descobre seu dom ao se envolver em um ministério. Se envolva no ensino, na liderança, em organizar eventos, tocar instrumentos musicais, trabalhar com adolescentes, adultos, jovens ou crianças. 

 Se não tentar, não vai saber se tem o dom. Se não der certo, considere como experiência e não como fracasso. Em alguma área você vai se descobrir bom.  

      Considere seu coração e sua personalidade

   Olhe para você mesmo, ninguém o conhece melhor do que você mesmo. O que você realmente gosta de fazer? Que momentos trazem mais vida a você? Qual a atividade que o leva a perder a noção do tempo? Gosta de rotina ou variedade? Prefere equipes ou individualidade? É introvertido ou extrovertido? Gosta de competir ou cooperar? Estas são perguntas feitas a você mesmo que o levarão a descobrir suas habilidades e paixão.   

      Examine suas experiências e aprenda com elas

 Faça uma retrospectiva da sua vida e reutilize experiências que foram boas e produtivas. É bom olharmos para o passado e examinar a maneira como Deus moldou nossas vidas. Muitas vezes foi através da dor, fracasso ou vergonha, e hoje podemos notar que Deus usou tudo isso para o nosso bem e quer que as utilizemos para a edificação de outros.

 Analisar o passado e extrair lições leva tempo. Muitas vezes é necessário tirar um tempo para estar a sós com Deus e ver como Ele trabalhou em vários momentos decisivos de nossa vida para nos moldar.

 

Aceite e desfrute de sua FORMA

 Você deve ser grato a Deus por ser como é, pois ele sabe o que é melhor para você (Rm 9.20 e 21). Você deve se alegrar por ser único, não tente ser o que você não é e nem pode ser.   Aceitando sua FORMA, você está reconhecendo sua limitação. 

 “Ninguém é bom em tudo, e ninguém é chamada para ser tudo. Todos temos missões definidas” (Warren 2003, pág. 219) (2Co 10.13; Gl 2.7 e 8).

            O nosso limite foi determinado por Deus, dentro da nossa esfera de serviço. Sua FORMA determina sua especialidade. Se procurarmos sair da esfera para a qual Deus nos determinou, experimentamos frustrações e derrotas. A alegria de Deus está em você aceitar sua FORMA e atuar dentro de seus limites. (Gl. 6.4)

Lembre-se: você será criticado por pessoas que não compreende sua FORMA para o ministério e tentarão leva-lo a fazer o que eles pensam que você deve fazer. Faça aquilo para o que foi designado.

 

Continue desenvolvendo sua FORMA

 Na parábola dos talentos, contada por Jesus, demonstra que Deus quer que façamos o máximo com o que Ele nos dá. Devemos cultivar nossos dons e habilidades, manter nosso coração em chamas, desenvolver nosso caráter e nossa personalidade e ampliar nossas expectativas para que sejamos cada vez mais eficientes em nosso serviço”. (Warren 2003, pág 220)

 Se você não fizer exercícios físicos, seu corpo vai atrofiando. Da mesma maneira acontece com suas habilidades. Se você exercitá-las, melhor elas ficarão, com mais facilidade você vai realizar seu ministério (1Tm 4.14 a 16)

 Os dons e talentos precisam ser trabalhados e desenvolvidos com a prática. Ninguém recebe um dom ou talento já desenvolvido. Através de estudos, opiniões e com a prática um bom professor pode se tornar melhor e até vir a se tornar  mestre do ensino. 

 Você não pode se contentar com um dom desenvolvido pela metade, você deve buscar a excelência (2Tm 2.15).

 “Aproveite todas as oportunidades de treinamento para desenvolver sua FORMA e aquecer suas habilidades para o serviço de Deus”. (Warren 2003, pág 221).  

 

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA  

Um tema para reflexão: Deus merece o melhor de mim.  

Um versículo para memorizar: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.    (2 Tm 2.15)

Uma pergunta para meditar: Qual a melhor maneira de usar o que Deus me deu?

 

 

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Sermao: Casamento não vem pronto, se constrói

Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no casamento de Emile e Fideles no dia 13.06.2014

Casamento não vem pronto,

se constrói

Gn. 2:18-25

18. Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda".

19. Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome.

20. Assim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse.

21. Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne.

22. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele.

23. Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada".

24. Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.

25. O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.

1) Introdução

Em primeiro lugar quero parabeniza-los pela decisão que tomam nesta ocasião de casaram-se. O casamento faz parte de um plano de Deus para a vida de todos nós.

O casamento foi instituído por Deus. Alias, foi Ele que celebrou o primeiro casamento, conforme lemos em Genesis 2:18-25.

2) A leitura deste texto nos apresenta alguns princípios sobre o casamento:

a. Em primeiro lugar, que Deus resolveu um dos grandes problemas do ser humano – v.18, 20-22

Depois de ter criado todas as coisas Deus disse que tudo era bom. Mas aqui, no verso 18, Deus diz: “Não é bom…”.

Mas o que não era bom ainda? Se tudo era perfeito no paraíso e não havia o pecado, e Deus tinha criado um ambiente de harmonia e paz, o que ainda não era bom?

Não era bom que o homem estivesse só. Até aquele momento todas as espécies criadas tinham o seu par, o seu oposto, menos o homem.

Deus sabia do que Adão precisava: de "uma auxiliadora que lhe fosse idônea (v. 18). Não havia ninguém assim dentre os animais, de modo que Deus criou a primeira mulher e apresentou-a ao homem como sua esposa, companheira e auxiliadora. Ela foi o presente especial de amor que Deus deu a Adão (Gn. 3:12).

A solidão é um problema para muitos, e nem todos sabem viver só.

E assim, para resolver isso, Deus criou a mulher. Deus fez cair pesado sono sobre Adão. A Bíblia diz que a mulher foi tirada do lado de Adão, isto é, da sua costela, para revelar sua dependência do homem. Ela não foi tirada da cabeça, pois não é sua função dominá-lo; nem de seu pé, pois não foi criada para ser pisada por ele, mas do lado, para revelar a responsabilidade e dever do marido em protegê-la e cuidar dela.

b. Em segundo lugar, nos faz lembrar que o cônjuge é alguém que foi preparado por Deus. V.23

Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne …”; ou “Esta, sim, é osso … e carne …”

Estas palavras falam sobre a idéia de que a mulher veio para completar o homem. Ao ouvir de Deus, estas palavras, Adão certamente reconheceu que haveria entre ele e sua mulher um profundo elo de comunhão.

Essa comunhão é experimentada nas escolhas, nos planos, e na vida íntima. Os dois, na verdade “…tornam-se uma só carne….”.

c. Uma terceira verdade que este texto nos apresenta é que no casamento os cônjuges “deixam” seus pais para formar um novo lar – v.24

Este princípio é tão importante que foi citado por Jesus e pelo apostolo Paulo (Mt. 19.5, Ef 5).

“Deixar” significa aqui cortar o cordão umbilical, rompendo os laços de dependência emocional de seus pais. Antes de um casamento, os pais dão segurança, proteção e sustento material. Depois do casamento, o novo casal assume estas responsabilidades.

Esse deixar não implica em abandonar aos pais, pois assim os filhos estariam desonrando-os, mas em assumirem as responsabilidades de uma família.

É um deixar geográfico, financeiro e emocional.

3) Ainda é necessário lembrar que um casamento é como uma casa…..e uma boa casa precisa estar firmada sobre a rocha.

Em Mateus no capitulo 7:24-27, Jesus acerca disso declara:

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.

E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. (Mt 7.24-27)

A ênfase desta parábola se resume em três palavras: ouvir, praticar, e edificar.

Não bastar apenas ouvir um bom sermão sobre a família, ou ler bons livros sobre o assunto. É importante que marido e esposa se esforcem para colocar em pratica o que aprendem, até que as recomendações de Deus se tornem um hábito.

Mudar hábitos que trazemos da nossa criação para o casamento da trabalho, exige força de vontade e esforço. Tem gente que não se esforça pra mudar e vai levando o casamento de qualquer jeito, pensando que vai dar tudo certo.

Nesta parábola Jesus diz que as chuvas cairão, os rios transbordarão, e os ventos soprarão com força contra a casa. As tempestades e os conflitos da vida humana não escolhem classes sociais, idade, procedência ou religião. Na parábola Jesus mostra que as tempestades atingem os dois tipos de casa.

Mas nunca esqueçamos que a casa edificada sobre a rocha, ficara em pé e não se abalará. E edificar sobre a rocha é resultado dom compromisso de cada um em firmar a vida familiar e conjugal nas promessas e na palavra de Cristo. Assim sendo, quando um marido ou esposa deixam de agir assim, podem comprometer a continuidade do casamento, pois a casa que não se firma sobre a rocha se desfaz diante das dificuldades.

4) Não são as tempestades que destroem relacionamentos…

Os japoneses aprenderam com os terremotos que a melhor forma de construir um prédio resistente, é fortalecendo os seus fundamentos. O que destrói um relacionamento é a falta de fundamento.

A segurança de um relacionamento está na base que o sustenta. Assim sendo meus irmãos, firmem cada um de vocês, suas vidas na rocha, que é Cristo.

Quando uma esposa ou marido se distanciam desta rocha, estão fatalmente caminhando em direção a uma provável falência da relação conjugal.

Portanto, nunca se afastem desta rocha inabalável que é Cristo.

5) Conclusão.

Desejo que vocês sejam felizes e experimentem nestes anos de casamento a graça de Deus sempre renovando a vida de vocês.

Nem mesmo o amor genuíno entre um homem e uma mulher os torna imunes a crises, mas o que os tornará vitoriosos sobre estas crises é o desejo de sempre estarem juntos buscando a vontade de Deus. Por isso, coloquem Deus como a terceira pessoa entre vocês.

Que conceda a todos nós uma vida vitoriosa.

Pr Josias Moura de Menezes.

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Estudo para culto de doutrina. Tema: Entendendo a sua forma de ser e usando o que Deus lhe deu

Entendendo a sua forma de ser

“Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste”

Sl 139.14

Somente você pode ser você.

No mundo não há ninguém exatamente como você. A composição de fatores que o formam o torna único, exclusivo.

Ninguém pode desempenhar a função que Deus determinou para você. Se você não fizer haverá uma falha no Corpo de Cristo.

Existem tipos diferentes de dons, maneiras diferentes de servir e diferentes habilidades na realização de trabalhos. Você está incluído neste sistema (1Co 12.4 a 6).

No estudo passado, vimos que o homem é equipado com habilidades para cumprir a missão que Deus nos deu. Vimos também, que somos equipados com pelo menos cinco capacidades, criando assim sua FORMA específica. Já vimos duas, agora iremos ver as três restantes.

Aplicando seus recursos pessoais

Os recursos pessoais são as habilidades naturais que você já nasce com elas, tais como matemática, música, mecânica, artesanato, habilidade para atletismo, para comunicação entre outras.

Todas estas habilidades são para que possamos servir a Deus. Todas elas foram dadas por Ele para se fazer o bem; mas muitos usam suas habilidades pessoais para o mal. Cada habilidade pessoal é importante para que você possa servir a Deus, assim como os dons espirituais. É inaceitável a desculpa de pessoas que dizem não ter nenhuma aptidão a oferecer. Alguns estudos revelam que uma pessoa comum tem de quinhentas a setecentas capacidades e habilidades.

“Por exemplo: o cérebro pode armazenar 100 trilhões de fatos. Sua mente pode lidar com 15 mil decisões por segundo, como ocorre quando seu sistema digestivo está trabalhando. Seu olfato pode perceber até 10 mil odores diferentes. Seu tato pode detectar um elemento com um mícron de espessura e sua língua pode detectar o gosto de uma parte de quinino em dois milhões de partes de água. Você é um conjunto de habilidades incríveis, uma maravilhosa criação de Deus. Parte da responsabilidade da igreja é identificar e disponibilizar essas habilidades para servir a Deus”. (Warren 2003, pág. 210).

Todas as habilidades devem ser usadas para a glória de Deus (1Co 10.31).

Deus deu ao homem a capacidade de exercer todo tipo de habilidade. Desde um simples faxineiro até um Ph.D. em física deve usar suas habilidades para a Sua glória.

No Corpo de Cristo, Deus tem um lugar para você exercer sua habilidade, onde pode fazer a diferença. Cabe a você achar este lugar.

Deus quer que eu faça aquilo que eu sou capaz de fazer

Você pode exercer somente suas habilidades, pois Deus, não exige de você a execução de uma tarefa para a qual não tem talento.

Deus quer que você use suas habilidades para edificação do Corpo de cristo. Suas habilidades não são apenas para você ganhar a vida, mas para exercer seu ministério na igreja.

Não importa no que você é “bom”, faça-o para Deus (1Co 10.31).

Usando seu modo de ser

É difícil imaginar o quanto somos únicos. As moléculas do DNA do homem podem se organizar em um número quase infinito de combinações. A possibilidade de alguém ser exatamente igual é de 1 para 10 elevado a 2.400.000.000.

Deus é amante da diversidade, por isso a variedade ampla que encontramos na criação.

Cada um de nós foi criado por Deus com uma combinação exclusiva de personalidade. Criou os introvertidos e os extrovertidos; os que gostam da rotina e outros de variar. Criou os sanguíneos, os coléricos, os melancólicos, e outros mais.

A sua personalidade ou modo de ser determinará como e onde você poderá usar suas habilidades e dons espirituais.

Duas pessoas com o mesmo dom, uma introvertida outra extrovertida expressará seus dons de modo distinto.

É agradável e gratificante fazer aquilo para o que Deus nos criou.

Utilizando suas áreas de experiência

Durante sua vida, você vai sendo formado de acordo com suas experiências, muitas delas estão fora de seu controle.

Dentro de sua FORMA para servir a Deus, você pode examinar pelo menos seis tipos de experiência que o ajudarão no ministério.

Experiências familiares O que você aprendeu em sua criação familiar?

Experiências educacionais Nas instituições de ensino, quais as matérias favoritas, professores e colegas?

Experiências vocacionais Em quais empregos foi mais eficiente e mais gostou de trabalhar.

Experiências espirituais Qual foi sua época mais significativa com Deus?

Experiência no ministério – Como você serviu a Deus no passado?

Experiências árduas – Com quais problemas, mágoas, tentações e provações você aprendeu?

Deus utiliza muito nossas experiências árduas para nos preparar para o ministério.

Só quem já passou por dificuldades é que pode ajudar pessoas que passam pelas mesmas dificuldades.

Para que suas experiências dolorosas possam ser usadas, você deve compartilha-las. Devemos parar de encobrir nossas faltas, fracassos e temores para que nosso ministério seja mais eficaz.

Paulo compreendeu esta verdade e foi honesto em compartilhar com os irmãos de Corinto (2Co 1.8 a 10).

A utilização de sua FORMA é o segredo tanto da produtividade quanto da realização do ministério. Sua eficiência máxima será alcançada quando você utilizar seus dons espirituais e suas habilidades na área de interesse de seu coração, de uma forma que melhor expresse sua personalidade e sua experiência de vida.

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Ninguém mais pode ser eu.

2 – Um versículo para memorizar: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. 1Pe 4.10

3 – Uma pergunta para meditar: Como você está usando suas habilidades em seu ministério?

Usando o que Deus lhe deu

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens ”. ( Cl 3.23)

Deus merece o melhor de você.

Deus tem um propósito para você e espera sua máxima dedicação. Ele não quer que você se aflija ou deseje talentos que não possui. Você deve se concentrar apenas nos talentos que recebeu.

Se você procura servir a Deus de uma maneira que não seja a sua natural, você acaba se frustrando, desperdiçando seu tempo, talento e energia.

O serviço a Deus só vai ser bom quando você O servir de acordo com sua natureza. Isso só acontece quando você descobre sua FORMA (Formação espiritual, Opções do coração, Recursos pessoais, Modo de ser e Áreas de experiências), aprende a aceita-la e a aprecia-la para depois desenvolve-la da melhor maneira possível.

Descubra sua FORMA

Para descobrir sua FORMA, não deixe para amanhã, comece a verificar e ver com clareza quem Deus quer que você seja e o que ele quer que você faça. Avalie de forma demorada e honesta em que área você é bom e qual a que não é (Rm 12.3 a 8).

Peça ajuda para avaliar e descobrir onde você tem facilidade com seus dons e talentos, pois eles são quase sempre confirmados por outras pessoas. Você pode pensar que tem o dom do ensino, mas ninguém te ouve; ou pensar ser um líder e ninguém o seguir. Você está no lugar errado.

Uma boa maneira para descobrir suas habilidades é experimentar várias áreas de ocupação. Comece a servir em diferentes ministérios e descobrirá seus dons, sua paixão. Comece a fazer algo que pensa que não tem habilidade e descobrirá o contrário.

Temos muitas habilidades que desconhecemos, porque não as colocamos em prática. Não se preocupe em entender seu dom, seja voluntário e comece a servir em algum lugar. Você só descobre seu dom ao se envolver em um ministério. Se envolva no ensino, na liderança, em organizar eventos, tocar instrumentos musicais, trabalhar com adolescentes, adultos, jovens ou crianças.

Se não tentar, não vai saber se tem o dom. Se não der certo, considere como experiência e não como fracasso. Em alguma área você vai se descobrir bom.

Considere seu coração e sua personalidade

Olhe para você mesmo, ninguém o conhece melhor do que você mesmo. O que você realmente gosta de fazer? Que momentos trazem mais vida a você? Qual a atividade que o leva a perder a noção do tempo? Gosta de rotina ou variedade? Prefere equipes ou individualidade? É introvertido ou extrovertido? Gosta de competir ou cooperar? Estas são perguntas feitas a você mesmo que o levarão a descobrir suas habilidades e paixão.

Examine suas experiências e aprenda com elas

Faça uma retrospectiva da sua vida e reutilize experiências que foram boas e produtivas. É bom olharmos para o passado e examinar a maneira como Deus moldou nossas vidas. Muitas vezes foi através da dor, fracasso ou vergonha, e hoje podemos notar que Deus usou tudo isso para o nosso bem e quer que as utilizemos para a edificação de outros.

Analisar o passado e extrair lições leva tempo. Muitas vezes é necessário tirar um tempo para estar a sós com Deus e ver como Ele trabalhou em vários momentos decisivos de nossa vida para nos moldar.

Aceite e desfrute de sua FORMA

Você deve ser grato a Deus por ser como é, pois ele sabe o que é melhor para você (Rm 9.20 e 21). Você deve se alegrar por ser único, não tente ser o que você não é e nem pode ser. Aceitando sua FORMA, você está reconhecendo sua limitação.

Ninguém é bom em tudo, e ninguém é chamada para ser tudo. Todos temos missões definidas” (Warren 2003, pág. 219) (2Co 10.13; Gl 2.7 e 8).

O nosso limite foi determinado por Deus, dentro da nossa esfera de serviço. Sua FORMA determina sua especialidade.

Se procurarmos sair da esfera para a qual Deus nos determinou, experimentamos frustrações e derrotas.

A alegria de Deus está em você aceitar sua FORMA e atuar dentro de seus limites. (Gl

6.4)

Lembre-se: você será criticado por pessoas que não compreende sua FORMA para o ministério e tentarão leva-lo a fazer o que eles pensam que você deve fazer. Faça aquilo para o que foi designado.

Continue desenvolvendo sua FORMA

Na parábola dos talentos, contada por Jesus, demonstra que Deus quer que façamos o máximo com o que Ele nos dá. Devemos cultivar nossos dons e habilidades, manter nosso coração em chamas, desenvolver nosso caráter e nossa personalidade e ampliar nossas expectativas para que sejamos cada vez mais eficientes em nosso serviço”. (Warren 2003, pág 220)

Se você não fizer exercícios físicos, seu corpo vai atrofiando. Da mesma maneira acontece com suas habilidades. Se você exercitá-las, melhor elas ficarão, com mais facilidade você vai realizar seu ministério (1Tm 4.14 a 16)

Os dons e talentos precisam ser trabalhados e desenvolvidos com a prática. Ninguém recebe um dom ou talento já desenvolvido. Através de estudos, opiniões e com a prática um bom professor pode se tornar melhor e até vir a se tornar mestre do ensino.

Você não pode se contentar com um dom desenvolvido pela metade, você deve buscar a excelência (2Tm 2.15).

Aproveite todas as oportunidades de treinamento para desenvolver sua FORMA e aquecer suas habilidades para o serviço de Deus”. (Warren 2003, pág 221).

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Deus merece o melhor de mim.

2 – Um versículo para memorizar: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (2 Tm 2.15)

3 – Uma pergunta para meditar: Qual a melhor maneira de usar o que Deus me deu?

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