Sermão: A páscoa do Senhor

Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no culto de celebração da páscoa na Igreja do betel Brasileiro Geisel. 

A páscoa do Senhor

Exodo 12

1.  Introdução

A morte, última inimiga do homem (1 Co 15:26), visitaria o Egito com uma praga final e desferiria um derradeiro golpe sobre o orgulhoso governante daquela terra. Numa noite dolorosa, todos os filhos primogênitos e todos os animais primogênitos no Egito morreriam e haveria grande clamor por toda a terra (Êx 11:6; 12:30). Só então o Faraó deixaria o povo de Deus ir.

No entanto, a morte não visitaria os hebreus e seus animais, pois pertenciam ao Senhor e eram seu povo especial. Na terra de Gósen, só morreriam os cordeirinhos inocentes, um para cada lar hebreu. Essa noite marcaria a instituição da Páscoa, a primeira festa nacional de Israel. Neste capítulo, vamos examinar cinco aspectos distintos da Páscoa.

O rei Faraó iria colher aquilo que havia semeado antes contra o povo judeu, porque, a semeadura é uma lei fundamental da vida (Mt 7:1, 2), e Deus não é injusto quando permite que essa lei funcione no mundo. O Faraó afogou os bebês hebreus, de modo que Deus afogou o exército do Faraó (Êx 14:26-31; 15:4, 5). Jacó mentiu para o pai, Isaque (Gn 27:15-17), e, anos depois, os filhos de Jacó mentiram para ele (Gn 37:31-35). Davi cometeu adultério e mandou matar o marido de Bate-Seba (2 Sm 11); a filha de Davi foi estuprada e dois de seus filhos morreram assassinados (2 Sm 13; 18). Hamã construiu uma forca para matar Mordecai, mas o próprio Hamã acabou enforcado nela (Et 7:7-10). “Não vos enganeis, de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7).

2.  A páscoa e os judeus

A Páscoa marcou um recomeço para os hebreus e uniu-os como uma nação. Quando O Senhor nos liberta da escravidão, é o começo de um novo dia e de uma nova vida.

O ano religioso judaico começará no mês de abril. No calendário moderno, seria o mês de abril. Assim, a festa da Páscoa marcava o início do ano religioso, e, na Páscoa, a atenção volta- se para o cordeiro.

 

O cordeiro é um dos principais elementos da Páscoa.

Ao falar do cordeiro nos lembramos da pergunta de Isaque: “Onde está o cordeiro?” (Gn 22:7). Pergunta que introduziu um dos principais temas do Antigo Testamento, enquanto o povo de Deus esperava o Messias. A pergunta de Isque foi respondida, finalmente, por João Batista, quando ele apontou para Jesus e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).

Nos versículos que lemos vemos que o cordeiro foi escolhido e examinado (w. 1-6a) no décimo dia do mês e observado com cuidado durante quatro dias para garantir que estava dentro das especificações divinas.

Não há dúvidas de que Jesus preenchia todos os requisitos para ser o Cordeiro, pois Deus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:1 7). Nos dias que antecederam a Páscoa, os inimigos do Senhor interrogaram-no repetidamente, e ele passou em todos os testes. Jesus não conheceu pecado algum (2 Co 5:21), não pecou (1 Pe 2:22) e nele não há pecado (1 Jo 3:5). Portanto, Ele é o Cordeiro perfeito de Deus.

O cordeiro foi morto (Êx 12:5b, 7, 12, 13, 21-24), e seu sangue foi colocado na verga e nas ombreiras da porta nas casas em que viviam famílias israelitas. Não foi a vida do cordeiro que salvou o povo, mas sim a morte do cordeiro. “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (FHb 9:22; Lv 1 7:11).

Algumas pessoas dizem que admiram a vida e os ensinamentos de Jesus, mas não aceitam sua morte na cruz. Contudo, foi sua morte na cruz que pagou o preço pela nossa redenção (Mt 20:28; 25:28; Jo 3:14-17; 10:11; Ef 1:7; 1 Tm 2:5, 5; Hb 9:28; Ap 5:9). Jesus foi nosso substituto; ele morreu em nosso lugar e sofreu o julgamento por nosso pecado (Is 53:4-5; 1 Pe 2:24). O nascimento de Cristo trouxe Deus ao homem; a morte de Cristo trouxe o homem a Deus. Segundo William Plummer, a morte de Cristo foi o mais terrível golpe já desferido contra o império das trevas.

O cordeiro foi assado e comido (vv. 8.17,46), e essa refeição foi feita às pressas, sendo que cada membro da família estava pronto para sair quando fosse dado o sinal. A refeição consistiu de cordeiro assado, pães asmos e ervas amargas, e cada um destes alimentos simboliza uma verdade espiritual importante.

A fim de ser mantido inteiro, o cordeiro foi assado no fogo e não cozido em água. E pouco provável que os hebreus tivessem panelas grandes o suficiente para cozinhar um cordeiro inteiro, mas, mesmo que tivessem, era proibido fazê-lo. Os ossos teriam de ser quebrados e, durante o cozimento, a carne se separaria deles. Os ossos não deveriam ser quebrados e nem pedaços de carne deveriam ser carregados para fora da casa (v. 46; Jo 19:31-37; SI 34:20). Era importante que o cordeiro fosse mantido inteiro. Na cruz era comum os ossos do condenado serem quebrados, mas de modo semelhante nenhum dos ossos de Cristo foi quebrado.

Confiamos em Cristo para nos salvar de nossos pecados por meio de seu sacrifício, mas também devemos fazer de Cristo nosso alimento, a fim de que tenhamos forças para nossa jornada como peregrinos. Nós nos apropriamos do alimento espiritual de Jesus Cristo e crescemos em graça e em conhecimento.

 

O sangue do cordeiro

No entanto, a fim para o livramento do povo ser eficaz, era preciso que o sangue fosse colocado nos umbrais das portas, pois Deus prometeu: “Quando eu vir o sangue, passarei por vós” (Êx 12:13). Não basta apenas saber que Cristo foi sacrificado pelos pecados do mundo (Jo 3:15)

Os hebreus mergulharam ramos de uma planta maleável, chamada hissopo, na bacia com o sangue a aplicaram-no às vergas e ombreiras das portas (Êx 12:22). Posteriormente, o hissopo foi usado para aspergir o sangue que confirmou a aliança (Êx 24:1-8) e para purificar leprosos curados (Lv 14:4, 5, 49, 51, 52). Nossa fé pode ser frágil como o hissopo, contudo, não é a crença em nossa fé que nos salva, mas sim a fé no sangue do Salvador. O diabo não pode penetrar onde o sangue de Jesus é aplicado. Aleluia!

A respeito do sangue Talmage diz: “Nossa Libertação! Assinada em lágrimas, selada com sangue, escrita em pergaminho celestial, registrada nos arquivos eternos. A tinta negra da acusação foi totalmente coberta pela tinta vermelha da cruz: “O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado”.

 

Comeram o cordeiro com as ervas amargas e os pães asmos

Junto com o cordeiro, os hebreus comeram ervas amargas e pães asmos (Êx 12:14¬20, 39; 13:3-7).

Ao provar as ervas amargas, os hebreus deviam se lembrar de seus anos de escravidão amarga no Egito. No entanto, quando as circunstâncias tornaram-se difíceis ao longo da jornada no deserto, em várias ocasiões o povo se lembrou dos “bons e velhos tempos” e quis voltar para o Egito (Êx 16:3; 17:1-3; Nm 11:1-9; 14:1-5). Esqueceram-se da amargura da sua servidão naquela terrível fornalha de fogo.

O pão era asmo (sem fermento) por dois motivos: não havia tempo para deixar o pão crescer (Êx 12:39) e, para os judeus, o fermento era um símbolo de impureza.

Durante uma semana depois da Páscoa, deviam comer pães asmos e remover qualquer resquício de fermento da casa.

O fermento é um símbolo do pecado; que trabalha silenciosa e secretamente; espalha-se, polui e faz com que a massa cresça (“se ensoberbeça”; 1 Co 4:18 – 5:2). Tanto Jesus quanto Paulo compararam os falsos ensinamentos ao fermento (Mt 16:5-12; Mc 8:15; G1 5:1-9), mas ele também é comparado à hipocrisia (Lc 12:1) e à vida de pecado. Paulo admoesta as igrejas locais a se purificarem do pecado em seu meio e a se apresentarem diante do Senhor como um pão sem fermento (1 Co 5:6-8).

 

Comeram reunidos em família e em congregação (w. 25-28; 13:8-10).

A refeição foi preparada para a família (ver Êx 12:3, 4) e devia ser comida pelos membros da família. Deus se preocupa com a família como um todo e não apenas com os pais.

Se as queridas crianças israelitas não fossem protegidas pelo sangue e fortalecidas pelo alimento, não poderiam ser libertas do Egito, o que representaria o fim de Israel como nação.

Apesar de haver muitos lares judeus em Cósen, Deus via todos eles como uma congregação (vv. 3, 6). Hoje em dia, quando as congregações cristãs se reúnem para celebrar a Ceia do Senhor, Deus vê cada um desses grupos como uma parte do corpo que é um só, a Igreja. Foi por isso que Paulo escreveu sobre “todo o edifício [...] toda família [...] todo o corpo” (Ef 2:21; 3:1 5; 4:16). Israel era uma só nação por causa do sangue do cordeiro, e a Igreja é uma só comunidade por causa do sangue de Jesus Cristo.

A comemoração anual da Páscoa daria aos pais israelitas a oportunidade de ensinar a seus filhos sobre o significado de sua liberdade e sobre o que Deus havia feito por eles, de modo que cada nova geração compreendesse o que significava ser membro daquela  nação escolhida por Deus. Nossos filhos também precisam entender o que significa fazer parte da família de Deus. Somos uma nação santa, eleita e escolhida por Deus.

3.  Conclusão

Preciso terminar esta reflexão lembrando de algo importante.

Normalmente, chamamos esse acontecimento de “páscoa dos judeus”, mas a Bíblia a chama de “Páscoa do (ao) SENHOR” (Êx 12:11, 27; Lv 23:5; Nm 28:1 6).

A observação dessa data era mais do que a comemoração do “Dia da Independência”, pois a festa era celebrada em nome “do Senhor” (Êx 12:48; Nm 9:10, 14). “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor” (Êx 12:27).

O enfoque todo é sobre o Senhor, pois o que aconteceu de especial naquela noite foi por causa dele. Em Êxodo 12, “o Senhor” é mencionado pelo menos dezenove vezes, pois era ele quem estava no controle de tudo.

 

A páscoa é do Senhor, porque Deus revelou seu poder (w. 29,30).

De pois que os hebreus realizaram sua festa de Páscoa “de noite”, esperaram pelo sinal de Deus para partir.

À meia noite, o Senhor feriu os primogênitos, a morte visitou todos os lares egípcios e fez-se um grande clamor por todo o Egito (Êx 11:6; 12:30). A morte não respeita ninguém e, naquela noite, afligiu tanto a família do mais desprezível prisioneiro egípcio como a do próprio Faraó. No entanto, não ocorreu uma única morte entre os hebreus na terra de Gósen.

A lição apresentada aqui é óbvia: a menos que esteja protegido pelo sangue de Cristo, quando a morte vier, você se verá completamente despreparado, e ninguém sabe quando a morte virá.

 

A páscoa é uma festa do Senhor, porque Deus cumpriu suas promessas (w. 31-36).

Deus disse a Moisés o que aconteceria, e Moisés anunciou esses fatos ao Faraó (Êx 11:1-8), porém o Faraó não acreditou, No entanto, a Palavra de Deus não falhou.

Conforme ele havia dito a Moisés, os primogênitos do Egito morreram, houve um grande clamor naquela terra, o Faraó mandou os hebreus partirem e o povo egípcio deu-lhes livremente de sua riqueza. Naquela noite, cumpriram-se promessas que haviam sido feitas a Abraão séculos antes (Gn 15:13, 14), “Nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo” (1 Rs 8:56).

 

A Páscoa é um festa do Senhor, porque Deus livrou seu povo (w. 37-42, 51).

Os israelitas marcharam destemidamente para fora do Egito, às vistas dos egípcios que estavam ocupados enterrando seus mortos (Nm 33:3, 4).

Se havia cerca de seiscentos mil homens hebreus no êxodo, então o número total do povo era de, aproximadamente, dois milhões de pessoas, Como um exército com suas divisões (Êx 12:17, 51), marcharam rapidamente e de modo ordenado, levando consigo seus rebanhos. Nenhum hebreu era fraco demais para marchar, e os egípcios ficaram felizes ao vê-los saindo de suas terras (SI 105:37, 38).

As promessas de Deus nunca falham, e seu tempo nunca é errado (Êx 12:40-41). O êxodo ocorreu quatrocentos e oitenta anos antes do quarto ano de reinado de Salomão (1 Rs 6:1), que se deu em 966 a.C.

O êxodo de Israel do Egito é mencionado em várias partes das Escrituras como a maior demonstração do poder de Jeová na história de Israel.

William Gouge dizia: “O poder de Deus é a melhor guarda, a escolta mais segura e o castelo mais inabalável que qualquer pessoa pode ter”.

Que Deus possa nos abençoar nesta ocasião! E que a presença de Cristo, que é a nossa páscoa, se renove a cada dia dentro de nossos corações.

Feliz páscoa para todos!

João Pessoa, 20.04.2014

Josias Moura de Menezes

 

 

Publicado em Artigos

Aviso aos alunos da turma de teologia da disciplina de analise em Isaías – Santa Rita.

Estou disponibilizando para os alunos da disciplina de Análise em Isaías, a nossa apostila. Começaremos na quarta feira, as 19.30hs.

Neste link vocês podem copiar nossa apostila: Clique aqui para copiar

Ao efetuarem a cópia, mantenham a formatação que se encontra no texto original, para que todos tenham mais  facilidade em acompanhar o curso.

Abraços a todos e bom feriado.

Josias Moura.

Publicado em Artigos

Estudo para a EBD. Tema: Heróis da fé incógnitos. Data: 04.05.2014

clique aqui para ver o arquivo: clique aqui para ver o arquivo formatado

 

HERÓIS DA FÉ INCÓGNITOS 

Texto da lição: Lucas 6:15-16; Hebreus 11:32-40

Leitura devocional: Cooperadores no ministério – Romanos 16:1-16

Texto áureo: “Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.” (Isaías 1:19)


INTRODUÇÃO: Conta-se que certo missionário estava de regresso ao seu país de origem, após muitos anos de labuta tentando ganhar almas para Cristo em África. À medida que o navio se aproximava do cais, ele reparou que havia uma banda musical tocando melodias alegres e muita gente esperando alguém que chegava. Cedo se apercebeu que o grupo não estava ali para o saudar, mas para dar as boas vindas a um líder político famoso que se tinha deslocado a África para participar num importante safari.

Refletindo naquela circunstância, o missionário, sussurrou uma breve oração: “Senhor, investi praticamente toda a minha vida lá longe ao Teu serviço e, hoje, não tenho aqui ninguém à minha espera, enquanto este homem, que não fez mais do que divertir-se participando numa alegre caçada, tem toda esta gente a esperá-lo em ambiente de tamanha festa…” 

Passaram uns momentos e logo uma voz serena pareceu segredar-lhe ao ouvido: ”Meu filho e missionário muito amado, na verdade tu ainda não estás chegando ao teu verdadeiro País; para ti, o dia das boas vindas e da alegria irreprimível será quando Eu te chamar à Minha presença.” 

Há bem poucas manifestações de reconhecimento para com os inúmeros homens e mulheres de Deus que trabalham fielmente servindo ao Senhor por todo o mundo. Mas eles não trabalham, prioritariamente, para receber louvores humanos; o objetivo último de um obreiro do Senhor é agradar Àquele que morreu por ele na cruz e dar continuidade à Sua obra. 

Uma das razões pela qual há tanta falta de apreço é que poucas pessoas estão em condições de avaliar os resultados de tão nobre esforço. Tem sido assim desde o tempo de Jesus. Entre os doze apóstolos, há três homens sobre os quais sabemos muito pouco para além dos seus nomes. Obscuras mas frutuosas, as vidas destes servos de Deus mostram-nos que o objetivo último do nosso testemunho cristão deve ser a obediência e a gratidão ao Senhor e não a conquista de louvores humanos. 


I – DESCONHECIDOS, MAS ESCOLHIDOS (6:13-16)

Quando nos referimos a apóstolos desconhecidos, talvez você, caro leitor, tenha pensado em Mateus ou Tomé, por exemplo. Mas que dizer de “Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; e Judas, irmão de Tiago”? Na verdade, a escolha destes homens, feita por Jesus, foi tão real quanto a dos outros, que ficaram a ser muito mais conhecidos. Mesmo não tendo eles granjeado significativa honra humana, o Senhor sabia, quando os chamou, que iriam ser instrumentos preciosos na prestação do serviço que deles se esperava. Jesus escolheu-os para ficarem com Ele e, após a ressurreição, O representarem no mundo ao redor, por onde quer que fossem.

Hoje em dia, poderíamos pensar na televisão, em escrever um livro ou gravar um DVD como os meios mais adequados para disseminar a mensagem do evangelho. Mas Jesus preferiu o método de gravar a Sua mensagem nos corações de doze homens que Ele escolheu para serem apóstolos. Dessa forma, as suas vidas tornaram-se em autênticos livros abertos, disponíveis para serem lidos em todos os lugares por onde eles passaram. 


II – DESCONHECIDOS, AINDA QUE APÓSTOLOS 

Tiago, o filho de Alfeu, é referido como “o menor” em Marcos 15:40. A expressão, no original grego, tem o sentido de “pequeno”. Tiago pode ter sido um homem pequeno, mas o significado mais provável é que ele seria mais novo do que o outro Tiago, irmão de João e também apóstolo (cf. lição 4). A Bíblia não faz grande referência ao que Tiago fez ou disse durante o seu ministério. Fica-nos a impressão de que ele teria preferido um “segundo plano”, embora notemos que sua mãe deve ter sido uma dedicada seguidora de Jesus, pois o nome dela é referido entre os nomes de algumas mulheres que permaneceram junto à cruz, durante a crucificação do Senhor (Marcos 15:40).

Simão, é descrito como um “Zelote” – membro de um partido político que não reconhecia a autoridade de Roma – (Lucas 6:15). Parece um pouco estranho que Jesus tenha chamado um “Zelote” para o colocar, lado a lado, com Mateus, que tinha uma ideologia política completamente diferente. De facto, em circunstâncias normais seria impossível o convívio entre ambos, pois os “zelotes” consideravam “traidores” os cobradores de impostos – caso de Mateus. Simão era um nacionalista convicto e, se não fosse a influência de Jesus, não teria, decerto, hesitado em usar a violência física contra Mateus. Só a presença de Jesus Cristo pôde unir esses dois homens ao redor de uma causa comum, levando-os a trabalharem juntos e em plena harmonia ao serviço do Rei dos reis. 

Judas é referido como “o irmão de Tiago” e nota-se o cuidado em o distinguir de Judas Iscariotes. Em outras passagens, Judas é também referido como “Tadeu” (Mateus 10:3). 

Em certa ocasião, Judas perguntou a Jesus: “Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?” Em resposta a essa pergunta, o Senhor fez uma promessa de grande conforto para todos os crentes, qualquer que seja a posição que ocupam na “seara” do Mestre: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:22-23). O mais importante para os discípulos de Jesus não é a eventual glória humana, mas o quanto eles amam o Mestre e obedecem à Sua Palavra. Porque amam, obedecem; e, porque obedecem, sentem-se amados por Jesus.

 

III – DESCONHECIDOS, MAS FIÉIS (Hb 11:32-40)

O versículo 32 enumera alguns conhecidos heróis da fé (tal como os anteriores versos neste capítulo). Depois, o escritor refere inúmeros “profetas” e, versículo a versículo vai apresentando as realizações de outros grandes servos de Deus desconhecidos que se evidenciaram na Obra do Senhor. Apesar de esquecidos na poeira do tempo, “todos eles obtiveram bom testemunho por sua fé”. “Crer e observar”, como diz um dos nossos hinos, eis o que realmente conta para os crentes. Não a fama ou a glória humana. 

Tal como os heróis da fé desta impressionante lista obtiveram o bom testemunho, assim também aconteceu com os apóstolos menos conhecidos e com todos os heróis da fé cristã incógnitos ao longo da História. Há uma tradição que diz que o único dos apóstolos que morreu de morte natural foi João. Se assim aconteceu, também os três nomes menos conhecidos e que considerámos nesta lição selaram, com o seu sangue, a sua lealdade a Cristo. 

 

IV – DESCONHECIDOS, MAS RECOMPENSADOS 

Tal como os incógnitos heróis do tempo passado, também hoje há inúmeros crentes, homens e mulheres de Deus que, praticamente no anonimato, servem, dedicada e sacrificialmente, ao Senhor. Alguns, inclusive, deixando de parte belos sonhos e projetos humanos que qualquer mortal anseia e tem direito de realizar ao longo da vida. Mas, nada do que fazemos para Deus é em vão.

O dia das recompensas vai chegar. Qualquer que seja a tarefa que o Senhor entregou à nossa responsabilidade, importa que sejamos fiéis até ao fim. E a recompensa eterna não depende da eventual glória humana que nos for atribuída aqui e agora. Avancemos, pois, corajosamente, irmãos e irmãs, porque “Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o Seu nome mostrastes…” (Hebreus 6:10). Amém! 

 

Publicado em Artigos

Estudo Bíblico para a Escola dominical. Tema: O sentido da páscoa – Data: 20.04.2014

CLIQUE AQUI PARA COPIAR: O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA.docx

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

Exodo 12: 1-14

INTRODUÇÃO: È de origem grega, que por, sua vez, foi tirado do verbo hebraico PASOH que quer dizer “Passar além, passar por cima”.

No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os dos israelitas.

I – A PÁSCOA PARA ISRAEL

a) INSTITUIÇÃO – Foi instituída no Egito para comemorar o acontecimento culminante da redenção de Israel. Ex. 12: 14.

b) ELEMENTOS DA PÁSCOA

  • CORDEIRO – Representavam o preço da redenção e libertação de Israel do Egito; o sacrifício.
  • OS PÃES AMOS – Revelavam a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo.
  • ERVAS AMARGAS – Ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor á carne do cordeiro.
  • SANGUE – Representa a expiação.

c) RITUAL DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

  • Deveriam tomar para si o Cordeiro. Ex.12.3
  • A família deveria participar e comer todo o cordeiro. Caso a família fosse pequena, deveria juntar-se a outra vizinha. Ex.12.4
  • O Cordeiro seria sem mácula de um ano de idade e primogênito.
  • Deveria ser assado inteiro e comido com pães asmos e ervas amargas. Ex. 12.8.

d) SÍMBOLO NEOTESTAMENTÁRIO

O CordeiroSimboliza Cristo, a libertação do pecado – Jo.1.36. João afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

· Era sem defeito – Ex.125; I Pe. 1.18-19.

· Foi sacrificado, no entanto seus ossos não foram quebrados. Ex. 12.46; Sl. 34.20; Jo. 19.36.

· O sangue foi derramado para a expiação dos pecados: era o penhor da salvação. Ex. 12.13; I Jo. 1.7

· Foi comido na páscoa. Mat. 26.26

Os pães asmos – Simbolizam pureza. O pão deveria ser sem fermento.

· A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símbolo da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mt.16.11; Mc.8.15.

· Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.

· A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que no serviço de Deus.

Ervas amargas – simbolizavam a amargura que o cordeiro iria passar e a amargura das almas humanas por causa do pecado. Hoje, todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos o grande feito da nossa redenção feita não por Cordeiro, não mais por um cativeiro físico, mas pelo próprio filho de Deus.

“Podemos dizer que o Egito foi o Calvário da nação hebraica, como o Calvário de Jerusalém foi o nosso Calvário”.

Sangue – A garantia do perdão – “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”, Heb. 9.22. O Sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado. I Jo. 1.7. O pecado do homem foi coberto pelo sangue propiciatório do cordeiro de Deus.

II – A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E OS SEUS SÍMBOLOS

a) INSTITUÇÃO – A festividade da páscoa foi fixada pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C. É uma festa anual da Igreja Católico Romana, comemora a ressurreição de Cristo.

b) OS SÍMBOLOS

O coelho – Substituíram o cordeiro pelo coelho, como símbolo de fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbologia. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chegam à primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.

O ovo – Para muitos o ovo significa o começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contido a vida. Em Cristo porem, não está contido a vida, Ele é a própria vida. João 11.25.Está presente na mitologia antiga, nas religiões do oriente, nas tradições populares e numa grande parte da Cristandade. Na idade média os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar o ovo. Em 1928 surgiram os ovos de chocolate que industrializaram em larga escala. No século XVIII a Igreja Católica Romana adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo.

O peixe – É símbolo de Cristianismo. Dizem que no passado quando os cristãos se reuniam, faziam desenho de um peixe. Na semana santa, não comem carne, por causa do corpo de Cristo e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam cordeiro.

Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.

III – A PÁSCOA PARA OS EVANGÉLICOS

Para os evangélicos, a Páscoa tem apenas valor histórico, figurativo e espiritual. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com seus apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento. Lc. 22.15. Ele estava instituindo a Ceia que, para nós, os cristãos, substituía a páscoa – Lc. 22.15-20.

A Páscoa Bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial – a sua Ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à dispensação da graça.

CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo, 4. 1-3, a não envolvemos com tais tradições mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro pascoal, recordemos-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. Aleluia!

Pr. Josias Moura de Menezes

BIBLIOGRAFIA

  1. ALMEIDA, Abraão de. Babilônia ontem e hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
  2. ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada. Edição Revista e Corrigida.São Paulo: Editora Vida, 1985.
  3. BOYER, O. S. Pequena enciclopédia bíblica. 8 ed. Miami, Flórida: Editora Vida, 1981.
  4. DAVIS, John. Dicionário da bíblia. 22 ed. São Paulo:Agnos,1982.
  5. HOFF, Paul. O Pentateuco. Miami, Flórida:Vida, 1985.
  6. MESQUITA, Antonio Neves de.Estudo no livro de êxodo.4 ed. Rio de janeiro: JUERP, 1979.
  7. NAIR, S. E. Mc. Pequeno dicionário bíblico. 4 ed. Teresópolis.RJ: Casa Editora Evangélica, 1947.
Publicado em Artigos

ESTUDO PARA O CULTO DE DOUTRINA – UMA VIDA COM PROPOSITOS – DATA: 16.04.2014

Alegrar a Deus é

o objetivo da sua vida

“Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”.

Neemias 8.10c

O que faz Deus se alegrar.

Agradar a Deus é o primeiro propósito de nossa vida e ao agradarmos, nós O estamos alegrando. O importante é descobrir como fazer isso.

Na Bíblia encontramos muitos exemplos de pessoas que agradaram a Deus e o deixaram alegre por sua obediência e caráter. Um exemplo bem claro encontra-se na vida de Noé. O mundo estava corrompido e cada um vivia e buscava seu próprio prazer.

A corrupção levou o homem a se afastar de tal maneira de Deus, que Ele resolveu destruir todo ser vivente, mas no meio de tanta maldade, Deus encontrou alguém que O deixou alegre (Gênesis 6.19).

A integridade de caráter de Noé agradou a Deus e através de sua vida podemos aprender cinco atos de adoração que alegrou Deus nos seus dias e podemos alegra-lo hoje.

1 – Deus se alegra quando O amamos acima de qualquer coisa.

Enquanto o homem nos dias de Noé amava as coisas do mundo, Noé amava a Deus (Gênesis

6.9).

O que mais pode alegrar a Deus é um relacionamento sincero e um companheirismo fiel para com Ele. Fomos criados para sermos amados por Ele e Ele deseja que também O amemos.

Só vamos amar a Deus se O conhecermos e tivermos um relacionamento íntimo com Ele (Oséias 6.6).

Amar a Deus sobre todas as coisas devia ser o nosso principal objetivo na vida. Jesus colocou o amor a Deus como o primeiro e maior mandamento (Mateus 22.37 e 38).

2 – Deus se alegra quando confiamos nEle completamente.

Noé alegrou e agradou a Deus confiando nEle, mesmo não fazendo sentido o que Deus anunciou a ele (Hebreus 11.7)

A chuva era algo desconhecido de Noé e de seus contemporâneos (Gênesis 2.5 e 6)

Na ordem de Deus havia algumas dificuldades que poderiam trazer dúvidas a Noé. Primeiro – Noé nunca tinha visto chuva. Segundo – construir um barco enorme em terra seca? Terceiro – como trazer os animais e coloca-los dentro do barco e alimenta-los durante quase um ano? Quarto – como convencer seus familiares a segui-lo? Mas Noé não questionou a Deus; apenas confiou nEle e enfrentou as dificuldades e isto certamente alegrou o Senhor (Salmo 147.11)

Não foram alguns dias ou meses para construir a arca, foram 120 anos, sem sinal de chuva, talvez criticado como louco pela população e questionado pelos familiares, mas Noé seguiu confiando em Deus.

E você, até que ponto tem confiado em Deus e alegrado Seu coração. “Sem fé é impossível agrada-lo” (Hebreus 11.6).

3 – Deus se alegra quando obedecemos incondicionalmente

Noé recebeu instruções detalhadas de Deus a respeito da construção da arca. Não podia ser qualquer barco.Tinha de ser conforme os modelo que Deus determinou.

Devia ser nas dimensões corretas, na forma e com os materiais adequados para suportar todo o tempo em que a terra ficasse inundada e proteger sua família e os animais.

Noé obedeceu a Deus em todos esses detalhes (Gênesis 6.22. Hebreus 11.7). Deus se alegra quando seus servos lhe obedecem prontamente, sem questionar suas ordens (Isaías 6.8), mas se aborrece e fica triste quando não é obedecido (1 Samuel 15.22).

“Deus não lhe deve explicação ou motivo para tudo o que lhe manda fazer. A compreensão pode esperar, mas a obediência não” (Warren 2003 pág. 64).

Só vamos compreender muitas ordens de Deus depois de obedece-las. Obedecemos na maioria das vezes as ordens que nos são favoráveis e deixamos aquelas que nos parecem absurdas, difíceis, custosas ou impopulares. A obediência deve ser incondicional e completa.

Qualquer ato de obediência é um ato de adoração. Quando amamos a Deus, obedecemos aos Seus mandamentos (João 14.15).

4 – Deus se alegra quando O louvamos e agradecemos continuamente.

Quando recebemos um ato de agradecimento sincero, ficamos alegres. Deus também se alegra com um coração agradecido e gosta de receber louvores e ações de graças.

Noé agradou e alegrou a Deus por viver com um coração cheio de louvor e ação de graças. A primeira coisa que Noé fez depois de sair da arca foi agradecer a Deus através de um sacrifício por ter sobrevivido ao dilúvio (Gênesis 8.20).

O sacrifício que agrada a Deus hoje, não é mais de animais, mas de louvor e ação de graças (Salmo 69.30 e 31; 116.17; Hebreus 13.15).

Nós alegramos a Deus quando ao adorarmos agradecemos por seus feitos e expressamos nossa satisfação a Ele. É um relacionamento mútuo. Damos alegria a Ele pelo reconhecimento de Seus feitos e nos alegramos por Seus benefícios.

5 – Deus se alegra quando usamos nossas habilidades.

Podemos pensar, por vezes, que Deus só se alegra quando estamos envolvidos com atividades espirituais como ler a Bíblia, prestar cultos, orar, evangelizar e testemunhar sua fé. Não. Deus se alegra com todo o nosso ser e o que está envolvido nele.

Ao sair Noé da arca, Deus disse: “A vida continua. Exerça suas atividades, plante, colha, sejam fecundos e se multipliquem, façam as coisas que foram determinadas para os homens fazerem, sejam humanos e vivam como humanos” (Gênesis 9.1 a 3).

Deus atenta para cada detalhe de sua vida; suas habilidades no trabalho, no descanso, nas brincadeiras, nas alimentações ou na escola. Cada movimento seu é observado por Ele (Salmo 37.23; 139.1 a 24).

Com exceção do pecado todas as atividades humanas podem e devem ser feitas para agradar a Deus (1 Coríntios 6.12; 10.23).

Você pode fazer qualquer coisa desde que ela glorifique a Deus. Ele deu talentos e habilidades de maneira distinta a cada um de nós para que O adoremos, e isso só é possível se nós formos nós mesmos; não tentando fazer o que está além de nossas possibilidades.

Nós alegramos a Deus ao desfrutarmos de Sua criação de maneira racional. Até no sono Deus tem prazer em nos observar. Ele se alegra com as atitudes sinceras de nossos corações.

Deus procura pessoas como Noé em nossos dias, pessoas dispostas a viver para agradar a Ele (Salmo 14.2).

“Quando você vive à luz da eternidade, seu enfoque muda de ‘Quanto prazer posso ter na minha vida?’ para ‘Quanto prazer Deus pode ter em minha vida?’.” (Warren 2003 pág.68).

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Deus se alegra quando confio nEle.

2 – Um versículo para memorizar: “Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do

Senhor é a vossa força.” (Neemias 8.10c)

3 – Uma pergunta para meditar: Que posso fazer para que o ato de agradar a Deus se torne o objetivo de minha vida?

A essência da adoração

é rendição

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus..” (Tiago 4.7a)

A essência da adoração.

A palavra rendição não é muito popular, ela tem a idéia de perda, derrota, se sujeitar a um adversário mais forte. É usada quase sempre em um contexto negativo.

Quase não ouvimos falar de rendição em nossos dias, pois ser vencedor é o que importa. Sempre gostamos de contar sobre vitórias, triunfos e conquistas. Derrotas, submissão, obediência – nunca.

Mas quando se trata de nosso relacionamento com Deus, a palavra rendição tem o significado de se consagrar a Ele, se colocar sob sua proteção e dependência (1 Pedro 5.7).

Não devemos nos render a Deus por medo ou como derrotados, mas por amor, pois a essência da adoração é a rendição. Em Romanos 12.1 e 2, Paulo nos exorta a nos rendermos completamente a Deus em adoração, pois, a verdadeira adoração, se dá quando nos rendemos totalmente a Ele.

Existem três barreiras que nos impedem de nos rendermos plenamente a Deus: medo, orgulho e falta de compreensão.

O medo nos impede de ver o amor de Deus;

O orgulho nos leva a querer controlar nossas vidas;

A falta de compreensão da palavra rendição impede de nos submetermos à vontade de Deus.

Medo – Posso confiar em Deus?

Se não tivermos confiança, não podemos nos render. Somente quando conhecermos melhor a Deus e confiarmos, é que vamos poder nos render. O medo impede uma rendição total. Podemos confiar em Deus porque Ele nos ama e tem demonstrado isso através das Escrituras; e a maior demonstração é a entrega de Seu Filho para morrer por nós (Romanos 5.8).

Ao olharmos para Cristo de braços abertos na cruz, podemos imaginar o quanto Deus nos amou. Deus não é um tirano e não nos força a nos rendermos a Ele, mas é um Senhor amoroso que nos atrai para Ele delicadamente, de modo que nos ofereçamos voluntariamente. Deus é libertador; o Salvador – não um tirano. É irmão – não um senhor de escravos. É amigo – não um ditador.

Orgulho – Admitimos nossas limitações?

O orgulho é uma grande barreira que impede a rendição. Queremos dirigir nossas vidas, fazer o que bem entendermos, desejamos ser os melhores, mais fortes, mais inteligentes, mais, mais, mais… Esquecemos que somos as criaturas e não o Criador. Sem Deus não podemos fazer nada que permaneça e agrade a Ele (João 15.5).

Tomamos decisões pelo nosso próprio entendimento e não queremos admitir que precisamos da ajuda de Deus ou de qualquer outra pessoa (Tiago 4.13 a 17). Nós tentamos dar palpite no trabalho que Deus realiza em nós. O orgulho nos impede de nos rendermos a Deus.

Falta de compreensão – entendo o que significa rendição?

Render-se a Deus é se submeter a Ele, não com tristeza ou pesar, mas com alegria para ser parceiro com Ele em Suas realizações. Ao nos rendermos, não precisamos deixar nosso raciocínio, mas sim, sermos usados por Deus, pois foi Ele quem nos fez inteligentes, e seria um desperdício não usarmos a nossa inteligência.

Deus usa nossa personalidade nos Seus propósitos. Render não diminui a nossa personalidade, mas a aprimora.

Quando obedecemos e confiamos nas normas de Deus, a rendição se torna automática. Se chamamos Jesus de Senhor, precisamos obedecer suas ordens (Lucas 5.5).

Ao nos rendermos a Deus, obedecemos a Sua Palavra, mesmo que a princípio não nos faça sentido.

“Você sabe que se rendeu a Deus quando reage às críticas ou não tem ímpeto de defender-se. Corações entregues a Deus se destacam em relacionamento. Você não pressiona os outros, não exige seus direitos nem é egoísta quando se rende a Deus.” (Warren 2003 pág. 72) Você vive na dependência total de Deus.

A benção da rendição:

Há bênçãos quando nos rendemos totalmente a Deus. Primeiro você sente paz

(Colossenses 3.15); depois, você se sente livre (Romanos 6. 17 e 18) e em terceiro lugar, você experimenta o poder de Deus em sua vida (2 Coríntios 12.10). Render-se a Deus não nos enfraquece, mas nos fortalece para derrotarmos tentações, problemas.

A Bíblia nos oferece muitos exemplos de pessoas iguais a nós, que se renderam a Deus e foram usadas por Ele e alcançaram vitórias (Abraão – Gênesis 12.1 e 3; Josué – Josué 5.13 a 15; Ezequias – 2 Reis 19.14 a 19; Maria – Lucas 1.38).

A melhor forma de viver:

Com o passar do tempo nós nos rendemos a alguma coisa ou a alguém. Se não nos rendermos a Deus, vamos nos render às opiniões dos outros, ao orgulho, dinheiro, medo ou ao próprio ego. Fomos feitos para adorar a Deus; se fracassarmos nesta adoração, vamos criar outras coisas para adorar. Você tem liberdade de escolher a quem se entregará, mas não pode se livrar das conseqüências que virá por uma escolha errada.

“Render-se a Deus não é a melhor maneira de viver, é a única.” (Warren 2003 pág. 74)

A rendição a Deus pode levar muito tempo para acontecer, e o obstáculo não é os outros, mas você mesmo, com sua teimosia, seu orgulho e ambição. Não tenha medo de se render a Deus. Ele não vai decepciona-lo. Em Cristo você vai ser um vencedor (Filipenses 4.13).

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: A essência da adoração é a rendição.

2 – Um versículo para memorizar: “…Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.”

(2 Coríntios 12.10b)

3 – Uma pergunta para meditar: O que está me impedindo de render-me completamente a Deus?

Deus quer ser seu melhor amigo

“Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.” (Jô 15.14)

Tornando-se amigo de Deus.

Deus é seu criador, seu juiz, seu pai e salvador; mas Ele quer ser seu amigo íntimo, ter um relacionamento ideal com você como teve com Adão e Eva no Jardim do Éden. Eles desfrutavam de um relacionamento simples, carinhoso, não havia momentos especiais para este encontro como rituais, cerimônias ou religião. Era um relacionamento diário e contínuo. Mas houve um problema entre eles e esta amizade acabou. O homem buscou fazer as coisas à parte de Deus e isto O aborreceu e a amizade foi perdida. Por causa do pecado, o homem se afastou de Deus.

Apenas algumas poucas pessoas buscaram ter novamente uma amizade com Deus.

Moisés e Abraão foram chamados “amigos de Deus”; Davi foi um homem segundo o coração de Deus; Jó, Enoque e Noé foram amigos de Deus. (Ex.33.11 e 17; 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23; At

13,22; Jó 29.4)

O relacionamento mais comum no AT era o medo e não a amizade. Jesus veio para mudar esta situação. Pagou o preço de nossa inimizade, rasgando o véu que fazia separação entre

Deus e o homem e restaurou o caminho para a amizade. (Lc 23.45; Cl 1.14)

No AT os sacerdotes precisavam se preparar por longo tempo para entrar na presença de Deus; hoje temos livre acesso por meio de Jesus. Ser amigo de Deus só é possível por causa de sua graça e do sacrifício de Jesus.

Deus não quer uma amizade superficial, quer um relacionamento de confiança, quer compartilhar Seus segredos conosco e espera que compartilhemos os nossos com Ele.

Para sermos amigos de Deus, precisamos conhecê-lo e também abrir nossos corações a Ele.

É fácil entender um relacionamento íntimo entre pai e filho, servo e senhor, patrão e empregado; mas, uma amizade íntima entre o Deus perfeito com uma criatura depravada?!

Deus quer ser nosso amigo, e olhando para a amizade entre Deus e alguns personagens do AT, podemos aprender pelo menos seis segredos para uma boa amizade com Deus. Hoje vamos ver dois destes segredos. O primeiro é:

Ter uma conversa constante com Ele

Para isso, não basta ir apenas algumas vezes por semana na igreja ou ter um período diário com Ele. Precisamos compartilhar com Ele todas as nossas experiências para construir uma amizade forte. Deus deve ser incluído em todas as nossas atividades, conversas, problemas e alegrias.

Através da oração vamos poder conversar com Deus em qualquer momento ou situação de nossas vidas. Não há dúvida de que precisamos tirar momentos sozinhos com Ele.

“A chave para uma boa amizade com Deus, não é mudar o que você faz, mas mudar a sua atitude em relação ao que você faz, ou seja, o que você normalmente faz por si mesmo, comece a fazer por Deus: comer, tomar banho, trabalhar, relaxar ou jogar lixo fora.” (Lawrence in Warren 2003 pág. 78) Cl 3.23; 1 Co 10.32.

Pensamos por vezes que precisamos fugir de nossa rotina diária para adorar a Deus; isto acontece porque ainda não aprendemos a estar em Sua presença continuamente.

“No Éden, a adoração não era um evento onde se comparecia, mas uma atitude permanente; Adão e Eva estavam em constante comunhão com Deus. Como Deus está com você durante todo o tempo, nenhum lugar é mais próximo dEle do que o lugar onde você está neste exato momento.” (Warren 2003 pág 79) Ef.4.6.

Para falarmos continuamente com Deus, podemos usar a prática de pequenas orações (1 Ts 5.17). O segundo segredo para manter uma amizade com Deus é:

Fazer meditação constante na Sua Palavra (Js 1.8)

Para podermos meditar na Palavra de Deus é preciso que a conheçamos e isto se dá através de uma leitura sistemática. Depois de a lermos, passamos a pensar no seu significado, no seu valor e implicação para nossa vida. Isso é meditar.

“É impossível ser amigo de Deus deixando de lado o conhecimento do que ele diz. Você não pode amar a Deus, a não ser que o conheça, e não pode conhecê-lo sem conhecer sua Palavra.” (Warren 2003 pág. 80) Jo 5.39

Se não podemos estar lendo a Bíblia a todo o instante, podemos pelo menos meditar ao longo do dia nas leituras em que fazemos em nossa hora devocional.

Os incrédulos compreendem mal o termo meditação. Pensam que deve ser algum ritual misterioso e complicado, praticado por espiritualistas (ascetas) ou por monges isolados, ou ainda pelos que praticam a ioga e o budismo. Meditar é concentrar os pensamentos, é refletir.

“Se você se mantém pensando repetidamente sobre um problema, isso é preocupação”.

“Se você se mantém pensando repetidamente sobre a Palavra de Deus, isso se chama meditação” (Warren 2003 pág 80).

Se você sabe se preocupar, já tem meio caminho andado em direção à meditação. Para completá-la, basta desviar seu pensamento dos problemas para a Palavra de Deus. À medida que você passa a meditar na Palavra de Deus, suas preocupações irão diminuir.

Davi e Jó eram amigos de Deus por valorizarem a Palavra acima de todas as coisas e meditarem nela diariamente (Salmo 119.97; Jô 23.12).

Se você desenvolver o hábito da meditação diária, vai descobrir Deus compartilhando seus segredos com você, pois amigos chegados dividem segredos.

Leia a Bíblia e valorize as palavras meditando nelas, lembrando sempre que são a Palavra de Deus, através das quais Ele revela Seus segredos a você (Sl 25.14).

No próximo estudo, trataremos dos outros quatro segredos para cultivar uma amizade fiel com Deus; mas não espere até lá para começar a praticar os segredos de uma boa amizade. Comece logo a ter uma conversa constante em oração e medite na Palavra da verdade, pois na oração – você fala com Ele, na meditação – Ele fala com você.

PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA

1 – Um tema para reflexão: Deus quer ser meu melhor amigo..

2 – Um versículo para memorizar: “A intimidade com o Senhor é para os que o temem.”

(Salmo 25.14a)

3 – Uma pergunta para meditar: O que me impede de desenvolver o hábito de meditar e de orar mais freqüentemente ao longo do dia?

Publicado em Artigos

SERMÃO: RENOVAÇÃO PARA OS CANSADOS

Palavra ministrada pelo Pr Josias Moura no culto de santa Ceia da Igreja do Betel Geisel no dia 13.04.2014

Renovação para os cansados

“FAZ FORTE AO CANSADO E MULTIPLICA AS FORÇAS AO QUE NÃO TEM NENHUM VIGOR. OS JOVENS SE CANSAM E SE FATIGAM, E OS MOÇOS DE EXAUSTOS CAEM. MAS OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVAM AS SUAS FORÇAS, SOBEM COM ASAS COMO ÁGUIAS, CORREM E NÃO SE CANSAM, CAMINHAM E NÃO SE FATIGAM.” Isaias 40: 29,30 e 31

Introdução

Todos nós revelamos nossas fraquezas e as vezes nos sentimos desfalecidos. Isto se aplica também aos jovens, a quem atribuímos energia ilimitada.

O texto acima tem aplicações importantes.

Historicamente se aplicava ao povo de Israel. Povo que estava cansado por ter sido abusado pelas nações. E finalmente, após a volta do cativeiro babilónico, durante a era do Reino de Deus, Deus faz a promessa de que este povo obterá forças da parte de Yahweh (O Senhor), pois Ele é o Pai que dá o necessário a Seus filhos. Esses renovarão suas forças.

Outra aplicação deste texto é para os indivíduos que dependem do Senhor. Com forças renovadas, eles subirão como que com asas de águia.

Existem pessoas na Bíblia que voaram alto como águias.

Homens como Abraão, Isaque, Jacó e José são um marco de grandeza obtida na vida espiritual. Suas vidas de fé e comunhão com o Senhor são segredos que nos ensinam a como podemos nos renovar como as águias e continuar voando. Na realidade, suas vidas nos ensinam um exemplo de fé inabalável no amor de Deus. Fé que muitas vezes os colocou em provas severas e até dolorosas, humanamente, insuportáveis! Entretanto, o que se percebe é que estes homens jamais perderam de vista o amor e a graça de Deus.

Viveram incondicionalmente pela fé e, por isso mesmo depois de mortos, seus exemplos ainda falam aos homens de todos os tempos, inclusive, a nossa geração. E por esta razão, lê-se na Carta aos Hebreus a respeito deles: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles sem nós, não fossem aperfeiçoados” (11.39,40). E, por isso são chamados “Os Patriarcas da Fé” de Israel.

E assim, por esta fé em Deus e nas suas promessas, viveram e morreram alegremente. O testemunho de suas vidas de fé percorre todo o Antigo Testamento e, portanto, recebe toda atenção no Novo Testamento. De fato, eles voaram como águias!

Sim, queridos irmãos no Senhor, é desta fé em Deus e em suas promessas imutáveis que a vida de Abraão, Isaque, Jacó e José ainda nos inspira ainda hoje com todo vigor. Deus que operar grandes feitos em nossas vidas. Em Deus, pela fé, faremos proezas!

Tudo quanto Deus requer de todos nós é confiança inabalável em suas promessas. Lembremo-nos pois que sem fé, é impossível agradar a Deus (Hb 11.1; 6). Logo, é imperativo que, todos quantos de Deus se aproximarem, creiam que é galardoador dos que o buscam de todo o coração.

Deus deseja que aprendamos a voar como as águias sobre os desafios e obstáculos espirituais que tentar nos atingir e impedir de crescer.

Mas vejamos algumas características das águias para que entendamos porque Deus nos compara a elas:

A ÁGUIA TEM GRANDE VISÃO INTEGRAL. A águia tem a capacidade fantástica de enxergar em todas as direções, por todos os ângulos, em todas as perspectivas. Ela enxerga num raio de 360 graus. Sua visão é global. Ela vê tudo, percebe os detalhes e toma sempre a melhor direção. Ela enxerga em todas as direções, ângulos e perspectivas. PARA frente, para os lados, e com um leve esforço da cabeça também enxerga para trás. Tem visão de 360 graus. Sua visão é global. Ela vê tudo, percebe os detalhes e toma sempre a melhor direção. Quando a Bíblia diz que somos como a águia, ela tem algo a nos ensinar:

- os que esperam no Senhor precisam ter visão ampla. E isto implica em não termos a mente estreita. Em não enxergarmos apenas o nosso micro universo como se estivéssemos olhando por um tubo. Nossa visão deve ser visão integral, porque temos a mente de Cristo e podemos olhar para a vida como Deus olha. Os que esperam no Senhor podem ter uma visão abrangente das coisas em vez de bitolada, vendo as oportunidades e as portas que Deus vê.

A ÁGUIA VOA ALTO. O caminho da águia é no céu. Ela não foi criada para viver arrastando-se nos vales da vida e nas depressões da terra. Deus a criou para as alturas. Ela não é como o inhambu, presa fácil que vive levando tiro na asa porque só voa baixo. Há pessoas que vivem num plano muito inferior.

A ÁGUIA VOA CADA VEZ MAIS ALTO. O segundo vôo é mais alto do que o primeiro e o terceiro mais alto do que o segundo. Não é bom viver em altos e baixos. Há pessoas que são instáveis, que oscilam demais; como Pedro Mt 15-23. Deus não nos chamou para o fracasso mas para o triunfo 2 Co 2.14; para sermos vencedores Rm 8.37. E assim, a nossa dinâmica não é 5 passos para frente na vida e 4 para trás, mas é de força em força, sempre para frente, para o alvo que é Cristo, sempre voando cada vez mais alto.

A ÁGUIA VOA EM LINHA RETA. Como uma flecha, um projétil. Seu vôo não é em círculo e nem sinuoso. Ela sempre voa em direção a um objetivo. Ela voa reto porque tem alvo definido. Sabe de onde veio e para onde vai. Não vive sem rumo e sem destino. Não está perdida. Não vive estagnada. Não anda para trás como caranguejo. Revela no seu voo desenvolvimento, progresso, crescimento, avanço. Muita gente tem a sensação de que sua vida é como andar em círculos. Não há objetivo, crescimento, progresso, não se chega a lugar nenhum.

Já observou como o urubu voa? Não voa em linha reta, mas em círculo, para lugar nenhum, sem progredir. Há pessoas assim. Entra ano sai ano e estão dando volta em torno de si mesmas, com os mesmos problemas e assim, não saem do lugar.

Outra característica do voo do urubu é que ele sempre sobrevoa em círculos onde há putrefação, mal cheiro, etc. De modo semelhante algumas pessoas sentem atração por tudo o que cheira mal. Espalham fofocas, futricam a vida alheia. Alegram-se com a ruína dos outros, a destruição de outros é a sua fonte de satisfação. Nós que somos da igreja do Senhor, fomos chamados para trabalhar, crescer e avançar. Devemos ir adiante. Somos como águias.

A ÁGUIA VOA NA DEPENDÊNCIA DO VENTO. As suas asas são enormes, desproporcionais com relação ao tamanho do seu corpo. Por quê? Ela usa o vento a seu favor. Em alguns momentos de seu voo ela flutua e economiza mais suas energias não se cansando em seus longos e altos voos. Assim quando ela galga as maiores alturas, simplesmente abre suas asas e planando, deixa que a força do vento a carregue.

Se queremos alçar vôos altos e longos não podemos depender de nossas próprias forças. Vamos ficar fatigados, estafados e esgotados. Nosso trabalho será em vão e não obterá fruto. Precisamos voar na força do vento do Espírito, sendo guiados por este vendo e voando na direção para onde ele nos leva. “O vento do Espírito sopra onde quer”, e assim devemos sempre lembrar que não é por força nem por poder que avançamos, mas pelo Espírito de Deus. Lembremos do que nos diz Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”.

A ÁGUIA NÃO ACEITA VIVER CATIVA. Ela ama a liberdade, tem intimidade com as alturas, NÃO sabe viver em cativeiro. NÃO consegue viver em gaiolas. Ela morre, mas não fica cativa. Ela não aceita outra condição para sua vida que não seja a liberdade.

Os que esperam no Senhor são como águia. Nós fomos chamados para a liberdade

Acerca desta liberdade Jesus diz em Jo. 8.32,36: “32. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 36. Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

Você é como uma águia. Você é livre. Não é mais escravo de vícios ou de filosofias. Sua mente é livre para pensar sobre as coisas de Deus. Alegre-se no Senhor.

Conclusão.

Quero terminar esta reflexão contando a história um filhote de águia que foi criado junto a muitas galinhas. Durante muito tempo ele pensava e agia como uma galinha.

Nada contra as galinhas, mas está águia, durante muito tempo não usou as potencialidades que tinha porque pensava como uma galinha. Não voou alto, não experimentou o que era subir em grandes alturas e ter uma ampla visão, porque pensava que era uma galinha. Essa águia deixou de fazer grandes coisas porque pensava de forma errada.

De forma semelhante, muitos cristãos deixam de fazer coisas importantes para Deus ou de realizar grandes conquistas, porque estão pensando de forma errada. Estão dominados por pensamentos pequenos, negativos e pessimistas, e assim vivem muito abaixo daquilo que poderiam realizar em Cristo.

Pense bem nisso: Se você vive muito abaixo do que poderia estar fazendo através da graça de Deus, então está na mesma situação dessa águia que foi criada e pensava como uma galinha.

Mas nunca esqueça que você foi criado para voar como uma águia……

Deus te abençoe.

Josias Moura de Menezes

João Pessoa, 13.04.2014

Publicado em Artigos

Doações e Pagamentos

Este site sobrevive de vendas dos produtos e doações. Se você tem sido edificado espiritualmente através dos inúmeros estudos, sermões e artigos aqui publicados, então colabore conosco fazendo uma doação.

Doações e pagamentos  feitos em conta, devem ser  realizados no  do Banco do Brasil ou Caixa Econômica:

BANCO CAIXA ECONOMICA FEDERAL:

  • AGENCIA: 0729     CONTA: 00570144-1  OPERAÇÃO: 023
  • Em nome de Josias Moura Menezes

BANCO DO BRASIL OU POSTAL:

  • AGÊNCIA: 1635-7   CONTA: 40766-6
  • Em nome de Josias Moura de Menezes
  • Atenção: Você pode efetuar depositos nesta conta em qualquer agência do Banco do Brasil ou Agência dos Correios

 

Outra maneira segura para fazer doações e pagamentos é atraves do BCASH:

Clique na imagem para ver o site do Bcash

 

Voce também pode efetuar doações ou pagamentos com segurança atraves do Paypal: 

Clique na imagem para ver o site do Pay Pal

Atenção:

Caso efetue uma doação financeira para nós, preencha o formulário abaixo e lhe enviamos uma de nossas Bibliotecas digitais:

Publicado em Artigos
TOTAL GERAL DE ACESSOS:
contador de visitas

Digite seu Email para fazer sua assinatura e receber notificações deste site.
Após confirmar abra sua caixa de Email para concretizar sua assinatura.

Junte-se a 3.124 outros seguidores

Veja o curriculo eclesiástico de Josias Moura de Menezes

Veja o currículo de Josias Moura

Nosso contato:

josiasmoura@hotmail.com

Telefone para envio de mensagens SMS:

(83) 9619.9711 TIM
(83) 8612.6728 OI

ATENÇÃO: NÃO ATENDEMOS A LIGAÇÕES. RESPONDEMOS APENAS A MENSAGENS DE CELULAR.

COMPRE APOSTILAS EM NOSSA CENTRAL APOSTILAS CRISTÃS
Veja a loja Virtual do Pr Josias Moura. Clique na imagem abaixo:
Curso de teologia Básica
Curso para ministros de louvor e adoração
Curso de missões e Evangelismo
Curso de Aconselhamento e Capelânia Cristã
Curso de especialização em Hermenêutica
Adquira nossos CDS

Os cds abaixo possuem um amplo material para seu crescimento espiritual. Há estudos Bíblicos, sermões, comentários, etc..., para que você possa utilizá-los como fonte de consulta diária.

CD. 01: Biblioteca do conhecimento Teológico
CD. 02: Biblioteca do conhecimento Cristão Vol. 01
CD. 03: Biblioteca do Conhecimento Cristão Vol. 02
CD.04: Biblioteca Digital do Pregador
CD. 05: Comentários Bíblicos
CD. 06: Biblia de Estudo Pentecostal
CD. 07: Homilética. A arte da elaboração e comunicação de sermões
CD. 08: Missões e Evangelismo
CD 09. Corinhos para o culto infantil da Tia Amanda e Sua turma
CD 10: Biblioteca Digital de Estudos sobre a família Cristã
CD 11: Biblioteca Digital de Louvor e adoração
CD 12. Coletânia Digital de sermões do Pr Josias Moura
CD 13: Biblioteca dos recursos para o ministério infantil
CD 14. BIBLIOTECA DIGITAL DO CONHECIMENTO CRISTÃO VOL 03
CD 15. PLAYBACK do CD Louvores para o culto infantil Vol. 01
CD 16. Corinhos para o culto infantil Vol. 03
CD 17. Enciclopédia Bíblica- histórica – Teologica – filosófica da Bíblia – 06 volumes em arquivos digitalizados no formato PDF.
CD 18. Bíblioteca Temática de estudos para Escola Bíblica dominical, cultos de doutrina, e grupos familiares.
Comunidade
E-mail para contato:
josiasmoura@gmail.com
Aqui você pode administrar o site, e instalar RSS na barra dos favoritos.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.124 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: